MOTIVAÇÃO

DEFINIÇÃO: É incentivar, estimular, colocar em ação alguém. Dar ânimo a uma pessoa para fazer algo que não seja a primeira vista interessante. A palavra motivação deriva do latim motivus, que significa deslocar-se, mover-se. Motivação em seu conceito mais abrangente é a força ou impulso que direciona o indivíduo ao comportamento de busca à satisfação de determinadas necessidades.

EXISTEM DOIS TIPOS DE MOTIVAÇÃO:

– Motivação involuntária: causada por terceiros, através de ações que despertem interesse e boa vontade para fazer tarefas pré estabelecidas. Seria realmente muito simples se todo o processo motivacional fosse restrito à teoria de Maslow. Porém, entender motivação vai um pouco além e existem outras teorias que corroboram essa perspectiva…

– Motivação voluntária: É conhecida como auto-motivação não dependem que alguém o motive, independente da situação estão motivados com uma visão La na frente. Para o psicólogo americano David McClelland, a motivação estaria intimamente ligada à própria personalidade da pessoa.

TEORIAS DA MOTIVAÇÃO
Nenhuma organização pode funcionar sem um certo nível de comprometimentos de seus membros. Esta realidade levou os estudiosos a sempre criarem as teorias sobre motivação – os fatores que provocam, canalizam e sustentam o comportamento humano. Os estudos sobre motivação evoluíram das primeiras abordagens que eram muito parecidas entre si, onde se tentava construir um único modelo correto, que se aplicassem a todos trabalhadores em qualquer situação, para abordagens mais contemporâneas que percebem que a motivação acontece em função da interação entre fatores individuais e ambientais.

AS PRIMEIRAS VISÕES DA MOTIVAÇÃO

Divide-se em três modelos e apresentavam concepções diferentes a respeito do ser humano:
1. Modelo Tradicional:
Associado a Frederick Taylor na Administração Cientifica, na qual a motivação era realizada através de incentivos salariais ( Maior Produção = Maior Ganho ); A Suposição básica era a de que os Administradores compreendiam o trabalho melhor do que os trabalhadores que eram preguiçosos e só poderiam ser motivados pelo dinheiro;

2. Modelo das Relações Humanas:
Elton Mayo e estudiosos descobriram que o tédio e a repetitividade de muitas tarefas reduziam a motivação, ao passo que os contatos sociais ajudavam a criar e a manter a motivação. “Os administradores podiam motivar os empregados reconhecendo suas necessidades sociais e fazendo com que se sentissem úteis e importantes”

3. Modelo de Recursos Humanos:
McGregor tece criticas ao modelo das Relações Humanas, como sendo um método mais sofisticado de manipular os empregados, assim como o modelo tradicional, fixava-se apenas em um fator como dinheiro ou relações humanas. Desta forma, identificou dois conjuntos de Suposições: O modelo tradicional como Teoria X – O trabalho é desagradável para os empregados que devem ser motivados através de força, de dinheiro ou de elogios. Apesar de o verem como necessidades, irão evitá-lo sempre que possível. A maioria das pessoas sendo preguiçosas e sem ambição, preferem ser dirigidas e evitar responsabilidades; e o Modelo das relações Humanas como Teoria Y – Presume-se que as pessoas são desejam trabalhar e que, sob circunstancias corretas, obtém muita satisfação trabalhando e podem assumir responsabilidades dentro da organização.

RAZÕES DE MOTIVAÇÕES NA HISTÓRIA

O que levaram as pessoas na história bíblica e secular serem motivadas, será algo nato ou conquistado. Podemos pensar que todos têm um ponto que os levarão a serem motivados, ou seja, existe uma particularidade para cada situação.
Os seres humanos por natureza com suas necessidades tanto espirituais e naturais em algum momento ficarão desmotivados, mas podem ser levantar rapidamente caso as razões forem mais fortes.
Ao longo da história iremos encontrar lideres eficaz e motivadores, mas também encontraremos lideres por falta de conhecimento ou ignorância causando fortes desmotivações.

PESSOAS MOTIVADAS AO LONGO DA HISTÓRIA

– JOSUÉ E CALEBE (FÉ): Essas pessoas acreditaram e viram sua vitória ao longe.
– PAULO (MISSÃO): Estava pronto a morrer pela causa e pessoas o acompanhavam.
– JESUS (AMOR): Grande multidão o seguia levantava sempre o animo das pessoas.
– ALBERT AINSTEIN;
– TIRADENTES (CAUSA):(Joaquim José da Silva Xavier) (1746-1792), é considerado o grande mártir da independência do nosso país.

Anúncios

FAMILIA DIANTE E NO ALTAR DE DEUS

DOIS SEGREDOS DE SERMOS ABENÇOADO NA FAMILIA:

I – Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa(Efésios 6:2);

II – Temer a Deus acima de todas as coisas e guarda os seus mandamentos Provérbios 9:10 e Eclesiastes 12:13 “ O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência”.

Fomos criados e idealizados por Deus para ser uma família para Glória do seu nome, por isso precisamos sempre erguer um altar em nosso lar. A pergunta que não quer calar é qual altar que temos levantado. Há muita coisa dita na Bíblia sobre as boas relações familiares. Os Salmos 127 e 128 são, de fato, gêmeos, abordando o assunto da família de ângulos diferentes. Vamos recolocar em nossos lares os princípios afirmados nestes dois Salmos.

Os Salmos da Família
(Salmos 127, 128)
Salmos 127:1-5
1 – SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
2 – Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.
3 – Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.
4 – Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.
5 – Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta.

Salmos 128:1-6
1 – BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.
2 – Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.
3 – A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.
4 – Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.
5 – O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida.
6 – E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.

Neste encontro abordaremos três famílias que são exemplos de famílias cristãs pautada no Salmo supra-citado. O casal é a espinha dorsal da família e a família é a célula máter da sociedade. Com base nestas duas verdades, vamos rever quais são os aspectos funcionais da união conjugal e como podemos desenvolver uma cultura familiar nutridora. Lembre-se, ninguém melhor do que o idealizador da família, que é Deus (Sl 127:1), para dizer como ela deve ser e funcionar. A Bíblia é “o manual” que ensina todos os passos para se construir um projeto de vida em família que realmente vale a pena. Quando Deus planejou a família não a deixou para que o homem a edificasse da sua maneira, muito pelo contrário, ele deixou princípios que devem nortear toda a construção do projeto.
FAMILIA DE NOÉ

I PILAR DA FAMLIA (ENSINO) – Noé ensinou bem os seus filhos; eles deviam ter visto em Noé um exemplo consistente de fidelidade a Deus. Não temos registro de como foram educados,mas temos o fruto da educação que tiveram registrados na Palavra de Deus.

II PILAR DA FAMILIA (PRESERVAR) – Noé nasceu num tempo em que todos tinham pleno conhecimento de que Deus havia amaldiçoado a terra. “Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração”.

III PILAR DA FAMILIA (AUTORIDADE) – Respeitava-o independente da situação e reconhecia nele a posição de Sacerdote do Lar.

IV PILAR DA FAMILIA (RESPONSABILIDADE) – Não devemos transferir para Escola nossa responsabilidade.

V – PILAR DA FAMILIA TEMPO E DISCIPLINA – Devemos nos organizar em tudo para termos o tempo ideal para família e agir em tudo com disciplina.

VI PILAR DA FAMILIA (TEMOR A DEUS) – Noé sempre após a festa ou algo parecido feito pelos seus filhos ele oferecia sacrifício a Deus pelos pecados.

FAMILIA DE JOSUÉ

I PILAR DA FAMILIA (SERVIR AO SENHOR)– Josué decidiu junto da sua família servir ao Senhor independente da maioria Josué 24.15.

FAMILIA DE JÓ

I PILAR DA FAMILIA (SANTIDADE) – Todas às vezes após os banquetes dos seus filhos Jó fazia sacrifícios pelos pecados e os santificava (Jó 1.7).

II PILAR DA FAMILIA (CARÁTER) – Era homem sincero, reto e temente a Deus, reconhecia a soberania divina.

VEJAMOS SEIS PRINCÍPIOS IMPRESCINDÍVEIS QUE SÃO COMO COLUNAS DE SUSTENTAÇÃO NA EDIFICAÇÃO DA FAMÍLIA:

I – PILAR – O SENHOR SEJA O CENTRO DO LAR – “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (127:1). “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos” (128:1). Se as coisas não vão bem com Deus, como poderiam ir bem com o nosso cônjuge, filhos, pais
II PILAR – CONTENTAMENTO – Uma falta de contentamento é freqüentemente a causa. Para certas famílias, não faz diferença quanto dinheiro se ganha; nunca é suficiente. Maus hábitos de gasto de dinheiro criam tensão, preocupação e discórdia.

A ansiedade rouba o sono. Muitas pessoas podem tornar-se realmente mal humoradas quando não conseguem ter descanso suficiente. Não há substituto para uma boa noite de descanso; e pôr nossa confiança no Senhor, enquanto trabalhamos duro, ajudará a cumprir a meta.
III PILAR- INDEPENDÊNCIA FAMILIAR – “Por isso DEIXA o homem pai e mãe…” (Gn 2:24a) O casamento implica em romper o cordão umbilical de dependência dos pais, é um deixar em três aspectos importantes: geográfico, emocional e financeiro. É sempre bom lembrar que o texto diz deixa, o que é bem diferente de abandona. Gosto de um pensamento que os agricultores usavam em uma campanha nos Estado Unidos: “Se não gosta do que esta colhendo, olhe para traz e veja o que você plantou”, isso se aplicada aqui também. Essa independência tem que ser com muita gratidão, é um deixar para voltar a fim de assistir, cuidar, abraçar e honrar os pais.

Um Deixar geográfico – Há um adágio popular muito conhecido que expressa uma grande verdade: “Quem casa, quer casa”. Não é prudente o casal logo no inicio da vida a dois, ir morar com os pais. Aqueles que estão começando a caminhada conjugal, precisam aprender e amadurecer assumindo com responsabilidade todas as implicações da vida a dois, o que não acontece se eles estiverem morando com os pais
Deixar emocional – A privacidade de um lar depende dos limites que o casal estabelece para que sejam respeitados. Onde não há respeito aos limites, não há privacidade. Alguns conflitos conjugais são, muitas vezes, expressão de conflitos de lealdade com a família de origem que não consegue afrouxar e transformar os laços familiares para conseguir ligar-se ao parceiro e formar uma base de uma nova família. O segredo está no respeitar os limites que o casamento impõe em relação a família de origem.

Deixar financeiro –Os pais devem ensinar os filhos a pescar, e não passar a vida toda dando peixe nas mãos deles. Não estou afirmando que os pais não devem ajudar os filhos em tempo de dificuldade.

IV PILAR – UNIFICAÇÃO – ALIANÇA – “…e se UNE à sua mulher…” (Gn 2:24b) O termo unir ou apegar (como em algumas traduções) lembra a mesma palavra hebraica usada no livro de Josué 23:8. Apegar aqui significa juntar, afeiçoar, adaptar, agarrar, unir, atar, conciliar, harmonizar, ligar, fundir, soldar, associar, colar uma parte na outra, esse é o sentido da união conjugal. Quando uma separação de casal acontece, ninguém ganha!

Por que Deus odeia o divórcio? Porque o casamento foi planejado para ser uma união monógama (o ideal de Deus: um homem para uma mulher e vice-versa), exclusiva (fidelidade) e permanente (não é uma relação descartável). Ainda que muitos tentem provar o contrário, esse é o plano original de Deus para os homens.
V PILAR – UNIÃO CARNAL – PROCRIAÇÃO E RECREAÇÃO. – “… tornando-se os dois uma só carne…” (Gn 2:24c) Procriação – (União Física – Biológica) Um dos aspectos funcionais do casamento é a perpetuação da raça humana, isso está explicitado em Gn 1:28b: “Deus os abençoou, e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se!

Encham e subjuguem a terra!…” (BNVI) Há casais que fazem a opção radical de não ter filhos, essa decisão pode no futuro ser a causa de conflitos, desajustes e infelicidade conjugal. Filhos são herança do Senhor (Sl 127:3) e trás equilíbrio na relação de casal, tê-los não é opcional, é uma necessidade.

Quando o casal em função de um problema de infertilidade não pode gerar filhos biológicos, eis uma grande oportunidade para gerar a partir do coração (adoção). Casais que adotam crianças, repetem o gesto de Deus, pois Ele só tem um filho legítimo (Jesus) os demais são todos adotados, inclusive eu e você. (Rm 8:15)

Recreação – (União emocional) Não se pode negar a volúpia sexual (Pv 5:19). A satisfação que o sexo fornece é o prazer obtido de reafirmação do preito original do mútuo amor. Sem o prazer do sexo, sem a união física, o casamento se torna platônico, estéril e ilusório Há um texto em Provérbios, que numa linguagem figurada, ensina como o casal deve usufruir desta bênção planejada por Deus aos seus filhos.

“Beba das águas da sua cisterna (fidelidade), das águas que brotam do seu próprio poço. Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças? Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos. Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela”. (Pv 5:15-19 BNVI) Paulo o apóstolo, também se preocupou com o ajustamento sexual dos casais da igreja de Corinto.

“O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio”. (1 Co 7:3-5 BNVI)

VI PILAR – INTIMIDADE – TRANSPARÊNCIA – “O homem e sua mulher viviam NUS, e não sentiam vergonha”. (Gn 2:25)

Casar é conhecer, e só há conhecimento e intimidade quando homem e mulher se descobrem um para o outro no relacionamento conjugal. Essa nudez na relação de casal, deve ser mais do que física, precisa ser emocional, psicológica e espiritual. Casais que dormem na mesma cama e até se relacionam sexualmente, mas vivem como dois estranhos, não há intimidade, não se conhecem. Quando se constrói uma relação de confiança e de amizade dentro do casamento. Ninguém abre as gavetas da intimidade da sua alma, para uma pessoa que não inspira confiança. A falta de liberdade e segurança, faz os casais deixarem de crescer em intimidade. Quando o casal procura desenvolver e aprofundar o compromisso de amizade e confiança na relação, os dois crescem em intimidade e fortalecem o casamento.

CONCLUSÃO
Pense na família como uma bênção de Deus “Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (127:3). “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa” (128:3).

Uma das atitudes que prevaleceram entre os antigos era que os filhos eram uma dádiva de Deus. Eles suplicavam a Deus por filhos e consideravam ter uma grande família como um benefício
Os bons filhos olham pelo bem-estar dos pais nos dias de enfermidade e da velhice; eles abraçam as causas de seus pais quando precisam de um defensor; eles produzem netos que se tornam a “coroa dos velhos” (Provérbios 17:6).

Se os filhos são como ter “oliveira, à roda da tua mesa” (Salmo 128:3), os netos são como ter bolo de chocolate durante o dia todo. A melhor coisa com os netos é que eles lhe dão ainda uma nova oportunidade de preparar uma alma para a eternidade.

O salmista conclui com uma oração: “O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!” (128:5-6).

Palestra ministrada na Assembléia de Deus em São Geraldo – Cariacica/ES.

FONTES DE CONSULTA:

Pr. Josué Gonçalves
Fonte: adportoalegre.com.br
E outros.

Os 5 degraus da restauração de Pedro

No post anterior analisamos os degraus da queda de Pedro, agora estudaremos sobre os 5 degraus da sua restauração. Pedro caiu por agir por si mesmo; Pedro foi restaurado quando se voltou para o Senhor. Só de nós vem a nossa ruína; só do Senhor, a nossa restauração. Caminhe comigo e vejamos os passos que Pedro deu rumo à restauração.
1. O olhar penetrante de Jesus (Lc 22.61)
Jesus olhou para Pedro exatamente no momento em que ele estava negando, jurando e praguejando, insistindo em dizer que não conhecia Jesus. Os olhos de Jesus penetraram na alma de Pedro e radiografaram as mazelas do seu coração. Aquele foi um olhar de tristeza, mas também de compaixão. Quando Jesus olhou para Pedro, este se lembrou da palavra do Senhor e, ao lembrar-se dela, encontrou uma âncora de esperança e o caminho de volta para  a restauração.
O olhar de Jesus é cheio de ternura e misericórdia. Basta um olhar dele, e toda a dureza de nosso coração se derrete. Seu olhar penetra as câmaras mais interiores da nossa vida. Seu olhar produz em nós arrependimento para a vida. Seu amor nos traz de volta para o verdadeiro sentido da vida.
2.  O choro amargo pelo pecado (Mt 26.75; Lc 22.62)
Os evangelistas nos informam que Pedro, saindo dali, chorou amargamente (Mt 26.75; Lc 22.62) e, caindo em si, começou a chorar (Mc 14.72). Logo que as lágrimas do arrependimento rolaram pelo rosto de Pedro, seus pés se apressaram a sair daquele ambiente. Pedro deu quatro passos rumo à restauração: 1) caiu em si; 2) saiu dali; 3)começou a chorar; 4) chorou amargamente. O choro do arrependimento desemboca na alegria do perdão.
Pedro não chorou o choro do remorso, nem verteu as lágrimas da dissimulação. Ele jogou fora o veneno das suas mazelas. Assim, demonstrou verdadeiro arrependimento.
3.  O recado especial de Cristo (Mc 16.7)
Segundo o texto de Mc 16.7, o anjo de Deus que estava assentado sobre a pedra que fechava o túmulo de Cristo e testemunhou às mulheres que Ele havia ressuscitado, entregou também a elas um recado: “…ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que Ele vai adiante de vós para a Galiléia. Ali o vereis, como Ele vos disse”. Por que Jesus mandou este recado especial para Pedro? Porque Jesus sabia que a essa altura Pedro não se sentia mais digno de ser um discípulo. Pedro havia negado seu nome, sua fé, suas convicções, seu apostolado e seu Senhor.
É maravilhoso saber que Jesus não abre mão do direito que tem de ter-nos para Ele. Ele não abdica do seu direito de ter-nos totalmente. Podemos até cair e pensar em desistir de tudo, mas Jesus jamais desiste de nos amar. Mesmo quando somos infiéis, Ele permanece fiel.
4.  O impacto do túmulo vazio (Lc 24.11,12)
Quando Pedro foi informado de que o túmulo de Jesus estava vazio, ele correu e entrou no sepulcro e, ao ver os lençóis de linho, retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido. O poder da ressurreição foi mais um instrumento que Deus usou para levantar Pedro da sua queda. O triunfo de Cristo sobre a morte, o diabo e o inferno deixou Pedro maravilhado. A mesma mão que abriu o túmulo de Cristo abriu também os olhos de Pedro.
Pedro tornou-se um pregador ousado depois da sua restauração. Sua mensagem central era mostrar que o Cristo que foi crucificado triunfou sobre a morte. A ressurreição de Cristo tornou-se a grande bandeira da mensagem de Pedro.
5.  A pergunta especial de Cristo (Jo 21.15-17)
Pedro saiu de Jerusalém e foi para a Galiléia como Cristo ordenara. Naquela longa jornada, a consciência de Pedro o acusava. Ele pensou que Cristo iria lançar-lhe em rosto o seu fracasso. Mas a única pergunta de Cristo a Pedro foi: “Simão, filho de João, tu me amas?” Essa pergunta foi repetida três vezes, porque três vezes Pedro negou a Cristo. O Senhor não humilhou Pedro. Ele não esmaga a cana quebrada nem apaga o pavio que fumega. Jesus não lançou no rosto de Pedro seus fracassos. Antes, deu-lhe a oportunidade de reafirmar seu amor e reiniciar o seu ministério.
È interessante perceber a riqueza do original grego, pois Jesus usou a palavra ágape nas duas primeiras perguntas: Agapas me.Pedro respondeu a ambas: Philos se. Phileodescreve um amor de amigo, inferior ao amor ágape. Pedro tinha sido autoconfiante antes de sua queda. Agora, havia aprendido a lição. Não ousava fazer promessas para depois quebra-las. Na terceira pergunta, Jesus mudou a palavra. Perguntou-lhe: Phileis me?  Ou seja, Pedro você gosta de mim? Pedro entristeceu-se e deu a mesma resposta: Philo se.
Jesus é tão cuidadoso em seu amor que armou o mesmo cenário da queda de Pedro para restaurá-lo. O evangelho de João só descreve duas fogueiras.A primeira foi o palco da queda de Pedro; a segunda, o cenário da sua restauração. Cristo queria curar as memórias amargas de Pedro. Ali onde tudo havia começado, deveria ser o lugar mais apropriado do seu recomeço.
Nele, em que a restauração sempre será maior e melhor do que aqueda,
Pr Marcelo Oliveira

Os 4 degraus da queda de Pedro

Antes de Pedro tornar-se um apóstolo cheio do Espírito Santo, um pregador ungido e um líder eficaz, revelou sua fraqueza e chegou ao ponto de negar a Jesus. Pedro caiu, suas lágrimas foram amargas, mas sua restauração foi completa. A queda de Pedro passou por alguns estágios. A seguir, mostraremos os 4 degraus de sua queda.
1.  Autoconfiança (Lc 22.33)
Quando Jesus alertou Pedro acerca do plano de Satanás de peneirá-lo como trigo, Pedro respondeu que estava pronto a ir com Ele tanto para a prisão como para a morte. Pedro subestimou a ação do inimigo e superestimou a si mesmo. Ele pôs exagerada confiança no seu próprio “eu”, e aí começou sua derrocada espiritual. Este foi o primeiro degrau de sua queda.
Estamos vivendo o apogeu da psicologia de autoajuda. As livrarias estão abarrotadas de obras que nos ensinam a confiar em nós mesmos. O cristianismo diz exatamente o contrário. Somos fracos e limitados. Não podemos andar escorados no bordão da autoconfiança. Precisamos mais da ajuda do alto do que a autoajuda.
2.  Indolência (Lc 22.45)
O mesmo Pedro que prometeu fidelidade a Cristo e a disposição de ir com ele para a prisão e a morte, agora está cativo do sono no jardim do Getsemani no auge da batalha. Faltou-lhe a percepção da gravidade do momento. Faltou-lhe vigilância espiritual. Estava entregue ao sono em vez de guerrear com Cristo contra as hostes do mal. A fraqueza espiritual de Pedro fê-lo dormir e, ao dormir, fracassou no teste da vigilância espiritual.
As palavras de Pedro eram de confiança, mas suas atitudes, trôpegas. Promessas desprovidas de poder evaporam na hora da crise. O sono substituiu a autoconfiança. O fracasso se estabeleceu no palco da arrogância.
 3.  Precipitação (Lc 22.50)
Quando os soldados romanos, liderados por Judas Iscariotes e pelos principais sacerdotes, prenderam a Jesus, Pedro sacou sua espada e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote. Sua valentia era carnal. Porque dormiu e não orou, entrou na batalha errada, com as armas erradas e a motivação errada. Pedro deu mais um passo na direção da queda. Ele deslizou mais um degrau rumo ao chão. Nossa luta não é contra carne e sangue. Precisamos lutar não com armas carnais, mas sim com armas espirituais.
Precisamos entrar nessa guerra com os olhos no céu e os joelhos no chão. Precisamos despojar-nos da autoconfiança para recebermos o socorro que vem do alto.
4.  Seguia a Jesus de longe (Lc 22.54)
Depois que Cristo foi levado para a casa do sumo sacerdote, Pedro mergulhou nas sombras da noite e seguia a Jesus de longe. Sua coragem desvaneceu. Sua valentia tornou-se covardia. Seu compromisso de ir com Jesus para a prisão e a morte foi quebrado. Sua fidelidade incondicional ao Filho de Deus começou a enfraquecer. Não queria perder Jesus de vista, mas também não estava disposto a assumir os riscos de sua ligação com Ele.
Ainda hoje há muitos crentes seguindo Jesus de longe. Ainda guardam certo temor de Deus, mas ao mesmo tempo anestesiam a consciência vivendo em práticas erradas. Dizem-se seguidores de Cristo, mas seus pés estão fincados nas sendas sinuosas que desviam do caminho da verdade. Dizem amar a Deus, mas suas atitudes e obras provam o contrário. Estão na igreja, mas ao mesmo tempo, estão no mundo. Freqüentam os cultos, mas o coração está longe do Senhor.
Ao  olharmos para a vida de Pedro, estamos diante do espelho. Muitas vezes somos como Pedro. Mostramos autoconfiança, não oramos, somos precipitados e, seguimos Jesus de longe. Todavia, não podemos perder o foco. O Eterno não desiste de nós, assim como não desistiu de Pedro. Como diz o lindo cântico: “Eu quero voltar ao primeiro amor”! Que seja assim, para a glória Dele.  Amém!
Pr Marcelo Oliveira