INIMIGOS DA OBRA DE DEUS

LIÇÃO ESPIRITUAL

Introdução
Para toda obra empreendida para Deus o nosso adversário levantará barreiras, ciladas usando pessoas para conspirar contra o trabalho assim como o trabalho realizado por Neemias. Conforme o Apóstolo João na 1 epistola 3.8 Jesus se manifestou para desfazer as obras do diabo e Apóstolo Paulo em Efésios 6.12 a nossa luta é contra as hostes espirituais da maldade.

MOTIVOS DAS INVESTIDAS
– SUCESSO DE OUTREM: Os inimigos de Neemias perceberam que os muros estavam sendo levantados conforme planejado (Ne 6.1 2), e mudaram de táticas para atacar. Muitos quando percebem que outros estão tendo sucesso, sentem inveja e procuram frear a vitória do próximo.
INIMIGOS DE DEUS: Ao fazer a vontade de Deus e querer fazer sua obra, o inimigo se levantará sem dúvidas. Os que estão próximos na família, meio social parecem que agem e falam só para ajudar, mas as vezes são usados por satanás e não percebem (Mc 8.33) é necessário discernimento espiritual para entender as reações intenções.
FINGIMENTO: É indispensável  conhecer os ardis do adversário, para agir com cuidado, pois a sinceridade de alguém incomoda os que estão usando de engano.
LIDANDO COM OS CONSPIRADORES
– FOCO: A melhor atitude é permanecer no foco da missão, assim como Neemias (Ne 6.3, 4) que ao tentarem distrair não largou a missão.  Jetro, sogro de Moisés, deu lhe conselho e disse pra fazer conforme ouviu se Deus aprovasse (Êxodo 18.23). Não de ouvidos a conselhos sem consentimento de Deus.
FIRMEZA: Neemias não aceitou se aliar ao inimigo (Ne 6.3) tinha sempre a mesma palavra não vacilou em sua decisão. Não se faz acordo com o inimigo e nem é necessário agradar. Conforme disse Jesus em Mt 6.24 não se pode servir a dois senhores, pois um será desprezado.
DESPEDICIO DE TEMPO:  Neemias foi bem enfático, pois sabia que deixaria de fazer o importante para se encontrar com o inimigo (Ne 6.3) Muitos tem perdido tempo com vãs discussões teológicas (Tt 3.9), disputa de cargos, “construções de templo”, eventos sem edificação. É hora de remir o tempo (Cl 4.5). Lopes (2006, p. 103), cita Charles Spurgeon, que nos adverte:
Se os reis vos convidarem para serdes ministros de Estado, não vos deixeis seduzir, deixando a vossa posição sublime de embaixadores de Deus.
DISCERNIMENTO ESPIRITUAL: O Apóstolo Paulo ao ouvir palavras bonitas, discerniu que não era Deus (At 16.17). Neemias ao receber convite percebeu que não era Deus no negócio é necessário estar atento as “boas intenções e palavras” Deus não esta em todas. Voz do povo não é voz de Deus.
– CONFIANÇA EM DEUS: Neemias tinha confiança em Deus. Moisés sabia que o Senhor quem peleja por nós (Êx 14.14). A vitória depende da ajuda divina.
ESTANDO NOS CUIDADOS DE DEUS: Conforme disse Pedro 5.7 é necessário colocar aos pés do Senhor toda ansiedade, pois ele tem cuidado do seu povo. Os inimigos reconhecem na vitória do povo de Deus, a ajuda divina. Alguns querem se mostrar ou agir sozinhos, por isso caem.
PERSEVERANÇA: A vitória é daquele que perseverar até o fim (Mc 13.13). Os inimigos se levantam para verem a desistência, colocando dúvidas e defeitos no trabalho. Mas o exemplo de Neemias é brilhante não parar por nada, dando ouvidos a apenas a voz de Deus.
CONCLUSÃO
A melhor forma de vencer os conspiradores ou inimigos é deixar-los nas mãos de Deus, vigiando e agindo conforme a palavra de Deus. Não adianta tentar negociar, pois a nossa luta não é carnal. Sigamos o exemplo dos grandes homens que alcançaram grandes vitórias, mas que passaram por desafios intenso sem perde o foco que  é Jesus Cristo autor e consumador da fé.
Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentescotal
Revista da CPAD – Comentarista Elinaldo Renovato.
Anúncios

A IGREJA

O propósito de Deus: Ter um povo!

Em Êxodo 19:1-6, temos uma revelação do propósito de Deus. Deus queria ter uma nação, um povo. Israel falhou em cumprir esse propósito, mas o mesmo propósito de Deus foi cumprido na Igreja como lemos em I Pe 2:9.





Mateus 16:13-19
13 – E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
14 – E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
15 – Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 – E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 – E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
18 – Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
19 – E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

A palavra grega ekklesia (igreja),em Mt 16.18 literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa
principalmente o conjunto do povo de DEUS em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de DEUS (Ef 2.19), com o propósito de adorar a DEUS. A palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21,22).

A igreja é apresentada como o povo de DEUS (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de Cristo (1Pe 1.18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com DEUS (1Pe 2.5; ver Hb 11.6).

É lamentável a divisão religiosa em nossa sociedade. Muitas pessoas estão confusas num mundo com muitos nomes diferentes de igrejas. Alguns destes nomes honram certos homens, enquanto outros ressaltam pontos doutrinários específicos. Jesus Cristo edificou uma igreja e os homens criaram várias.

Um dos grandes privilégios que temos como filhos de Deus é o de pertencer à sua igreja. Todo crente é automaticamente membro da igreja universal de Cristo, e deve também tornar-se membro de uma igreja de sua localidade. Que é que precisamos saber sobre isso? 

1) – A Igreja é a família de Deus, sendo constituída de milhões de crentes espalhados por todo o mundo. “Sois da família de Deus.” (Efésios 2:19) É ali que podemos nos sentir à vontade, falar de nossas alegrias e tristezas, atender às necessidades uns dos outros, cuidar uns dos outros, e levar nossas cargas mútuas. É maravilhoso fazer parte da família de Deus, e ter essa vivência de comunhão, em amor, com os irmãos em Cristo.

2) – A Igreja é o corpo de Cristo. (Efésios 1:23) Jesus subiu ao céu mas deixou sua Igreja na terra, para sermos testemunhas dele e concluirmos sua obra. É seu anseio que todos os movimentos desse corpo sejam coordenados segundo o plano que ele traçou para cada um de seus membros. “Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.” (1Coríntios 12:18) “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Efésios 2:10) Cada membro tem sua função definida, e todas elas são importantes. Deus nos criou a todos de forma a podermos realizar cada um a sua parte. Ninguém precisa querer imitar outrem. Ele nos dá talentos pelos quais executaremos com eficiência nossa tarefa, e nos coloca no lugar certo para isso. O Corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Assim como o corpo humano não pode sobreviver separado da cabeça, não podemos viver sem nossa cabeça, Jesus Cristo (Efésios 5:23; Colossenses 1:18). Discípulos de Jesus são membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30). A Igreja Universal é um organismo vivo e espiritual.

Paulo falou da igreja, neste mesmo sentido universal, quando escreveu: “. . . Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”i (Efésios 5:23). Jesus é cabeça sobre todos aqueles que o servem, todos aqueles lavados e purificados de seus pecados (Efésios 5:26).

3) – A Igreja é edifício de Deus. “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” (Efésios 2:20-22) O edifício não é a casa onde as pessoas se reúnem; Jesus disse que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20). Deus se revela através de seu povo.

4) – A Igreja é a noiva de Cristo. “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem cousa semelhante, porém santa e sem defeito.” (Efésios 5:25-27) A Igreja não é perfeita; mas Jesus a ama muito e está operando no sentido de aperfeiçoa-la. Assim como uma noiva se conserva pura e se guarda para seu noivo, assim também a Igreja é constituída daqueles que abandonam outros deuses e se guardam apenas para Deus.

5) – A Igreja é o porta-voz de Deus, que proclama sua mensagem por todo o mundo. “Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora dos principados e potestades nos lugares celestiais.” (Efésios 3:10) Deus colocou a igreja no mundo para que ela proclamasse salvação aos perdidos e fortalecesse espiritualmente os salvos.

6) – A Igreja é o campo de treinamento onde os homens se preparam para o ministério cristão. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço…até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (Efésios 4:11-13) É o lugar certo para aprendermos a servir a Deus da maneira como ele quer.

7) – A Igreja é o exército de Deus para atacar as fortalezas de Satanás. “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16:18) Jesus concedeu autoridade à Igreja para que ela atue no lugar dele, e em seu nome.

8) – O próprio Jesus é o cabeça da Igreja. Ele envia impulsos e mensagens a todos os pontos do corpo. “E pôs todas as cousas debaixo dos seus (de Cristo) pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja.” (Efésios 1:22)

9) – A Igreja se reúne em agrupamentos nas localidades, onde o povo de Deus se ajunta para adorar a Deus, proclamar sua mensagem, para orar, estudar a Palavra, servir ao Senhor e manter comunhão uns com os outros. Esses grupos devem ter governo próprio, devem reproduzir-se para si próprios, e se sustentar com seus próprios recursos. Se não o fazem, devem esforçar-se nesse sentido. A Igreja individual pode ou não fazer parte de uma denominação ou associação de igrejas. Todo crente deve ser membro de uma igreja fiel aos ensinamentos da Bíblia e ao objetivo de cumprir o seu papel no reino de Deus. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (Atos 2:42)


10) – A Igreja tem uma missão, O maior propósito da igreja aqui na terra é ser representante de Deus, em todo a maneira de viver levando os pessoas a Deus, a marca de nossa comunhão não é seguir formalmente a lei e sim ter um relacionamento estreito com o seu senhor e salvador Jesus Cristo. Conforme diz Pedro em sua I carta 2.9 “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

CONCLUSÃO

Não entrarão nos céus placas religiosas, mas os lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro de Deus, que tem sua vida submetida ao Senhor dos Senhores, e vida pautada nas escrituras sagradas. Quem fazem parte do corpo que Cristo é o cabeça.






















Como Enfrentar Oposição à Obra de Deus – Luciano de Paula Lourenço

Publicado em 18 de Outubro de 2011 as 09:34:52 AM Comente

Texto Básico: Neemias 4:1-9
Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles“(Ne 4:1-9).
INTRODUÇÃODurante todo o período de reconstrução, Neemias e o povo enfrentaram situações de oposição: quando Neemias teve permissão e recursos para voltar para Jerusalém, a oposição ficou profundamente perturbada (Ne 2:9,10); quando o povo declarou sua intenção de reconstruir os muros, a oposição zombou dele e o desprezou (2:18,19); quando o povo de fato começou a reconstruir os muros, a oposição “ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus” (4:1); quando o povo continuou a reconstruir os muros, a oposição ficou muito irada e conspirou atacá-lo e criar confusão (4:6-8); e, por fim, quando o povo concluiu a reconstrução dos muros, a oposição fingiu aceitar, mas queria prejudicá-lo (6:1-9). Satanás não dá trégua! Durante toda a Obra de Deus ele vai fazer oposição; destruir faz parte da essência do seu caráter(ler João 10:10). Isto nos remete à realidade de que a vida cristã é uma guerra contínua; é uma batalha sem trégua. É impossível realizar a Obra de Deus sem oposição. Vejamos nesta aula quão variados foram os métodos do inimigo para tentar paralisar a obra e como Neemias reagiu a cada investida.
I. OPOSIÇÃO FERRENHA
Sambalate
(governador de Samaria), Tobias (da nobreza dos amonitas) e Gesém (o árabe – possível rei de Quedar, segundo descobertas arqueológicas), tentaram de todas as maneiras tirar Neemias do projeto que estava comprometido. Todos estavam engajados na oposição à obra de Deus. Também, os arábios (sul), os amonitas e os asdoditas (4:7) se uniram a estes para se oporem ao povo de Deus. Houve uma orquestração maligna contra o povo de Deus.
Além da pressão externa dos arábios, dos amonitas e dos asdonitas, houve momentos em que a imensidão da tarefa quase subjugou os judeus. Diante das enormes pilhas de escombros, a força e o entusiasmo do povo começaram a se esvaziar (4:10). Como não bastasse, os judeus que moravam fora de Jerusalém trouxeram notícias de um ataque iminente. Neemias rapidamente colocou o povo por detrás do muro e entregou armas aos trabalhadores, encorajando-os com as palavras: “lembrai-vos do Senhor[…] e pelejai” (ler Ne 4:7-14).
Ainda hoje, sempre que a Igreja de Deus se levanta para fazer a obra de Deus, o inferno se agita, o mundo se levanta e há uma conspiração contra ela de todas as forças aliadas. Diversas passagens bíblicas mostram que Satanás e seus demônios tentam impedir o avanço dos que são fiéis a Deus. Vamos citar apenas algumas:
* Zc 3:1: Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor“.
* Dn 10:12-13:Então me disse: Não temas Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e por causa das tuas palavras é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias (…)”.
* 1Ts 2:18: “Por isto quisemos ir até vós (pelo menos eu Paulo, não somente uma vez, mas duas), contudo Satanás nos barrou o caminho“.
Precisamos entender uma coisa: Satanás faz oposição à obra de Deus, mas seu poder para isto é limitado pelo próprio Senhor. Lembra-se da história de Jó? Deus permitia a ação do Diabo, mas sempre lhe determinava os limites.
1. A ira dos adversários – “E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito…”(4:1). A restauração de Jerusalém provocou a ira dos adversários. Sambalate, o líder opositor, mobilizou seu exército e procurou incitar o povo contra os judeus (4:2; ler 4:7). Esses inimigos não queriam a restauração do povo de Deus. Enquanto Jerusalém estava debaixo de opróbrio, eles estavam calmos, mas bastou a disposição para a reforma e eles se agitaram e se levantaram com grandes insultos. Da mesma forma, hoje, os nossos inimigos não ficam sossegados quando alguém luta pela Igreja e se levanta para reconstruir a casa de Deus. Onde o povo de Deus busca restauração, avivamento, ocorre a fúria do inimigo.
2. A falsa acusação – “O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?”(Ne 2:19). Sambalate e Tobias rotularam a reconstrução dos muros de Jerusalém como uma rebelião contra o rei Artaxerxes e não uma reforma, provavelmente ameaçando denunciar os construtores como traidores. Mas Neemias tinha uma resposta para eles que revelava não apenas a sua própria determinação de realizar o trabalho até à sua conclusão, porém mais significativamente a sua fé em Deus, que tinha o poder de ajudá-lo a executar o trabalho para o qual o próprio Senhor o havia chamado.
3. A resposta à insinuação caluniosa. Neemias confiou em Deus, e recusou dar ouvidos às falsas acusações dos inimigos. Sempre prudente e sábio, respondeu-lhes: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos…”(Ne 2:20).
A confiança em Deus é o maior incentivo à obra. Isso sugere poderosa proteção: “O Deus dos céus…” (2:20). Isso sugere também providencial vitória: “[…] é quem nos fará prosperar[nos dará êxito -ARA]” (2:20). Quem confia em Deus não teme os adversários, não se rende diante de suas ameaças e falsas acusações.
Sem a ajuda de Deus, o nosso trabalho é vão – “Se o Senhor não edificar a cidade, em vão trabalham os que a edificam” (Sl 127:1). A Obra de Deus é feita não por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus (Zc 4:6). Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Paulo pergunta: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31). “Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”(1João 4:4).
A vitória vem de Deus, mas nós precisamos empunhar as ferramentas de trabalho e as armas de combate. É preciso se dispor e reedificar. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Neemias foi contundente diante da oposição: “… nos levantaremos e edificaremos…”.
Quando o muro de Jerusalém foi terminado em cinquenta e dois dias, até mesmo os inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a ajuda de Deus (cf Ne 6:15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante.
Aprendemos aqui que o verdadeiro líder não se deixa desencorajar por ataques pessoais injustos; o verdadeiro líder se preocupa com a causa em que está envolvido; o líder de Deus não se cansa enquanto não vê a obra das suas mãos concluída.
II. O ESCÁRNIO DOS ADVERSÁRIOSOs inimigos usaram a ridicularização para tentar dissuadir o povo de realizar a obra de Deus. Usaram os meios mais diabólicos para causar desespero e desânimo no povo de Deus.
1) Eles usaram a arma do escárnio – “E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro […] escarneceu dos judeus(4:1). A obra de Deus sempre foi alvo de zombaria e escárnios. Constantemente, os féis de Deus enfrentam este tipo de agressão, pelo fato de, a cada dia, procurarem viver uma vida de retidão entre os que não conhecem a Deus. Podemos lembrar aqui alguns exemplos de escárnios e zombarias:
a) Escarneceram do próprio Senhor. Jesus estava iniciando sua dolorosa caminhada rumo à cruz. “E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus! E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado”(Mt 27:28-31).
Satanás, usando pessoas, utiliza a zombaria para atacar o Senhor de maneira vil. O Senhor era de fato rei, porém seu reino não era terreno (João 18:36). Aproveitando a situação, o inimigo tentou humilhá-lo, através do escárnio e da violência! Contudo, o diabo não conseguiu afastá-lo de seu objetivo que foi a morte na cruz pelos nossos pecados. O “justo morreu pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1Pe 3:18).
b) Escarneceram da palavra de Paulo – “E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez”(At 17:32).
Todos nós conhecemos o ardor missionário de Paulo. O contexto deste versículo nos mostra o apóstolo pregando no areópago, um centro de convenções na cidade de Atenas. Neste lugar, havia altares para os mais diversos deuses. Ali ele aproveitou o momento e, partir de um altar eregido ao “Deus desconhecido”, mostrou-lhes o caminho da salvação. Porém quando fala sobre a questão da ressurreição dos mortos, o clima de curiosidade foi transformado num clima de zombaria! O desprezo tomou conta dos presentes, que não queriam mais ouvi-lo.
c) Pedro e Judas nos falam dos escarnecedores dos últimos dias:
2Pe 3:3:
“sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências”.
Jd 18: “os quais vos diziam que, no último tempo, haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências”.
Como povo do Deus vivo, não podemos perder de vista o fato de que sempre houve e sempre haverá escarnecedores da obra de Deus. Todavia, tanto Pedro, como Judas nos alertam que esta artimanha diabólica tenderá a crescer nos últimos dias. Estes escarnecedores terão um estilo próprio e escorados em suas tendências carnais pecaminosas, investirão contra os servos de Deus e sua obra.
2) Eles tentaram diminuir a auto-estima do povo de Deus, chamando-o de fraco“…Que fazem estes fracos judeus?” (Ne 4:2). A força de um povo é constatada pelas suas atitudes que, na verdade, são reflexos da ação do seu líder, ou seja, a ação do líder determina a reação de um povo. Um líder fraco enfraquece a forte gente; um líder forte fortalece a fraca gente, e esta é uma realidade bíblica. Se Neemias tivesse demonstrado fraqueza naquele momento de escárnio e zombaria, o povo tinha recuado e a liderança de Neemias estaria arruinada.
Entre os pastores da Palestina contava-se uma historia interessante e autodidática. Certo pastor de ovelhas, no seu pastoreio diário, cumpria uma rotina de caminhada e, nesta caminhada, no inicio da tarde, chegava com suas ovelhas ao pasto que considerava ele ser o melhor, um extenso gramado a beira de um raso e calmo rio.
Certo dia, ao analisar minuciosamente o comportamento do rebanho, percebeu que mesmo parecendo, ele não estava fazendo o melhor por suas ovelhas. Erguendo então os olhos, vislumbrou alem do rio um pasto muito melhor e decidiu fazer as ovelhas atravessarem o rio a fim de alcançarem melhor pasto. Enfileirou-as e as instigava a atravessarem. Entretanto, a fila não andava, pois não havia ovelha que ousasse entrar nas correntes mansas e rasas do rio.
Então o pastor pensou e decidiu: “Vou colocar a mais robusta e saudável no inicio da fila. Assim, ao fazê-la atravessar, todas as outras a seguirão. Não adiantou, o rebanho não andou. Insistindo nisto varias vezes, sem êxito, se irritou e disse consigo mesmo: eu vou atravessar, e quem quiser o melhor me seguirá!”. As ovelhas o observaram atentamente.
O pastor empunhou o cajado com firmeza, olhou fixamente a outra margem e entrou nas rasas e mansas águas do rio e para sua surpresa, nenhuma das ovelhas deixou de atravessar. Até aquelas que ele julgava serem as mais fracas seguiram-no; e todas atravessaram e alcançaram o melhor pasto.
Moral da história: se o líder quer que o povo faça, basta-lhe apenas dar o exemplo, agindo corretamente, pois a ação do líder determina a reação do povo.
Quando lemos o livro de Josué e sua trajetória de virtuosa liderança nos capítulos 3 e 4, na travessia do rio Jordão, nós compreendemos que as ações de Josué são determinantes. Ele levantou de madrugada, foi com os sacerdotes o primeiro a pisar nas águas transbordantes do Jordão. Parou no meio do rio e, enquanto o povo a pés enxutos atravessava, Josué ordenou que dali de perto das plantas dos pés dos sacerdotes se tirassem doze pedras para com elas erigir um monumento para memorial(ver Js 4:3).
Em toda a historia de Josué você não o encontra se lamentando, se lastimando, desanimado, cabisbaixo ou coisa parecida. Desde Êxodo 17, nós o vemos lutando e no final de sua carreira, o encontramos dizendo: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor!” (ler Js 24:15).
3) Eles tentaram atacar o culto a Deus – “…Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão?” (Ne 4:2). Esta é uma tática corriqueira de Satanás. Quando ele vê que o povo de Deus está em comunhão, em consagração a Deus, fará de tudo para desfazer isso; por isso o povo de Deus precisa estar sob alerta e discernente com relação aos ardis de Satanás.
4) Eles tentaram desunir o povo de Deus. Percebendo Sambalate, o líder dos opositores, que o povo de Deus estava unido, indagou: “Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?”(Ne 4:2).
A desunião e a divisão entre o povo de Deus é uma das armas principais de satanás, talvez a mais usada contra a Igreja do Senhor. Atualmente, o adversário de nossas almas tem conseguido causar grande prejuízo à obra de Deus porque consegue criar, no meio do povo de Deus, o espírito de divisão, o ânimo da competição, gerando brigas, disputas e lutas entre quem deveria ser irmão. Este espírito faccioso tem origem diabólica (Tg 3:15,16), gerando tão somente perversão e animosidade. Fujamos, pois, de tal comportamento, buscando estar debaixo da mão potente de Deus, em comunhão com Ele e com o Príncipe da Paz, pois temos paz com Deus (Rm 5:1) e, enquanto depender de nós, devemos ter paz com todos os homens(Rm 2:13), o que significa termos, sempre, paz com os irmãos (1Ts 5:13).
5) Eles zombaram do povo de Deus, ridicularizando o valor e a consistência do seu trabalho – “… Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra“(4:3). O mundo continuamente despreza os padrões morais do cristão e zomba da sua dedicação a Cristo.
O desprezo e a zombaria atacam nossas emoções e pode provocar reações das mais diversas, como ira, ódio, agressão, etc. Porém, não podemos nos deixar levar por estes sentimentos, pois é isso que Satanás mais quer: o desequilíbrio. Nossa confiança e nossa resposta devem ser as mesmas de Neemias: “o Deus dos céus nos ajudará e por fim vindicará os justos” (Ne 2:20).
Apesar de todos esses ardis dos inimigos do povo de Deus, Neemias não vacilou; em vez de trocar insultos, se revestiu da maior arma: a oração (4:4,5). A oração é a coisa mais prática que podemos fazer nos momentos que os inimigos escarnecem de nós, zombam de nós, criticam-nos. Todavia, ela não é um substituto da ação. Neemias faz uma oração imprecatoria por duas razões: Primeiro, porque os inimigos estavam provocando a própria ira de Deus. Segundo, porque os inimigos estavam desprezando o próprio povo de Deus. A oração nos capacita a dar vazão ao que sentimos e nos capacita a olhar o problema da perspectiva de Deus. Quando oramos, nossa ira e nossos ressentimentos se dissipam. Revestido desta arma, Neemias recobrou o ânimo para trabalhar (4:6): “Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar“.
Esse procedimento de Neemias nos traz duas belas lições: Primeiro, quando formos escarnecidos por causa de nossa fé ou criticados por fazermos o que sabemos ser correto, recusemo-nos a responder da mesma maneira ou a tornarmo-nos desencorajados; digamos a Deus como nos sentimos e lembremo-nos de que a promessa dEle está conosco; isto nos dará encorajamento e força para continuarmos. Segundo, Não fomos chamados para contar os inimigos nem temê-los; fomos chamados para fazer a obra de Deus apesar da oposição. Concentremo-nos, pois, em Deus e na sua obra e não teremos tempo para sermos distraídos pelas críticas do inimigo.
III. A GUERRA CONTRA OS EDIFICADORES
1. Os inimigos se uniram(Ne 4:7,8).
Ao perceberem que a zombaria e o escárnio não surtiram quaisquer efeitos sobre Neemias e seus comandados, os inimigos ficaram tremendamente irados -”…iraram-se sobremodo…”(4:7). Então, formaram uma grande coligação e ensaiaram uma guerra contra o povo de Deus – “…coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão ali”(4:8). A confusão é tão perigosa quanto a violência do inimigo.
O inimigo tenta infiltrar-se para intimidar e desestabilizar o povo; seu objetivo é paralisar a obra. A confusão visava a distrair o povo e tirar os seus olhos do foco. Eles queriam não apenas causar confusão, mas matar os judeus (4:11), obtendo, assim, o seu verdadeiro objetivo: paralisar a obra (4:11).
Esta é uma tática diabólica que assusta, mete medo! Muitos desistem dos planos de restauração, quando a resistência atinge este nível ameaçador. Porém, olhando para o texto bíblico, podemos perceber como Neemias orientou seu povo a não se intimidar com as ameaças, mas preparou-se para um possível ataque. Ele usou duas armas infalíveis contra Satanás: a oração e a vigilância(Ne 4:9).
2. Oração e vigilância.Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles“(Ne 4:9). Estas foram as armas que Neemias enfrentou a pressão e o ataque dos inimigos.
a) A oração –Porém nós oramos ao nosso Deus…”.Neemias era um homem prático, um administrador por excelência. Ele tinha a capacidade de fazer as perguntas certas, de contatar as pessoas certas, de mobilizar essas pessoas, levantar seu ânimo e desafiá-las para uma grande obra. Mas Neemias sabia que o sucesso da obra de Deus depende também e, sobretudo, de oração. Esse grande líder sabia que fé (oração) e obra (puseram guarda) andam juntas. A oração não é um substituto da ação. Não podemos enfrentar os inimigos sem o socorro de Deus, sem a ajuda do céu.
b) Vigilânca“…pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles“. Neemias era um sujeito prático. Ele não era uma dessas pessoas de quem algumas vezes dizemos que são tão religiosas que não têm qualquer utilidade terrena. Ele mantinha os seus pés no chão. Ele sabia como organizar e atuar. Mas ele decidiu que, enquanto orava e trabalhava, deveria haver uma sentinela que vigiasse dia e noite, e que cada seção do muro deveria ser guardada pela vigília de um homem atento ao inesperado ataque do inimigo.
Portanto, não basta orar, é preciso vigiar. É preciso manter os olhos abertos. É preciso existir estreita conexão entre o céu e a terra, confiança e boa organização, fé e obras. É preciso estar atentos aos ardis, laços e ciladas do inimigo. Muitos caem porque deixam de vigiar.
O crente vigilante é um crente que não só se precavém do mal e das astutas ciladas do diabo, como também anuncia a todos quantos estão à sua volta do perigo que estão a correr, que dá notícia da realidade, da verdadeira situação em que o mundo se encontra. Um cristão sincero e verdadeiro jamais se cala diante do momento delicado e importante que estamos vivendo, pois é consciente de que o servo de Deus, que é feito conhecedor do cumprimento das profecias bíblicas e da proximidade da vinda do Senhor bem assim de que estamos no final da dispensação da graça, não será tomado por inocente se se calar (ler Ez 33:1-11). Por isso, o Senhor tem levantado, no meio da Sua Igreja, homens e mulheres que, com intrepidez e eloquência, têm sacudido o mundo com a mensagem que ficou um tanto quanto abafada ao longo da história da Igreja: Jesus breve virá!
Em fim, o crente vigilante é aquele que não dorme. Dormir, como vemos na parábola das dez virgens, tem o significado de ter distraído a atenção para as coisas desta vida, descuidar da presença de Deus nas nossas vidas. As virgens loucas não tinham azeite em suas lâmpadas, ou seja, tiveram a sua atenção desviada para as coisas desta vida e se descuidaram de ter o Espírito Santo em seu interior, o que acontece quando nós O entristecemos (Ef 4:30). Portanto, não dormir significa não deixar faltar o azeite, o que acontece quando fazemos a vontade do Senhor, quando seguimos a sua direção, quando nos inclinamos para as coisas do Espírito (Rm 8:5-9).
Amém?
CONCLUSÃOEm cada época existem aqueles que odeiam o povo de Deus e tentam impedir a realização dos seus propósitos. Ao tentar realizar a obra de Deus, alguns se oporão e outros até mesmo desejarão que você não consiga realizá-la. Saber que Deus é o idealizador e o patrocinador de seu ministério é o melhor incentivo para prosseguir, mesmo diante da oposição. Deus é mais forte do que todos os seus adversários. Se confiarmos nele, teremos bom êxito no trabalho. “Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia”(1João 3:3).
——-
Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:William Macdonald – Comentário Bíblico Popular (Antigo e Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal
Revista Ensinador Cristão – nº 48.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon – CPAD
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA

Ministério para Casais: Adão e Eva e suas diferenças



Existe uma enorme diferença entre o homem e a mulher.  O contínuo reconhecimento e aprendizado destas diferenças ajudam o casal a descobrir novas maneiras de melhorar o relacionamento.  Entender estas diferenças resolve muitas frustrações causadas pelo desconhecimento do sexo oposto.  Os desentendimentos poderão ser evitados.  Não somente o homem e a mulher comunicam-se diferentemente, mas eles pensam, sentem, percebem, reagem, respondem, amam, necessitam, e apreciam diferentemente.  Parece até que eles falam línguas diferentes. 
O homem é um ser racional e a mulher um ser emocional.  Isto não significa dizer que as mulheres são menos inteligentes do que os homens; apenas que os homens pensam e agem diferente.  Está provado que elas são tão inteligentes ou mais que os homens.  Da mesma forma, não quer dizer que os homens são seres sem emoções.  O homem é um ser emocional tanto quanto a mulher, mas, na maioria das vezes, é a razão quem guia suas atitudes.  Logo, a mulher é um ser racional tanto quanto o homem, mas na maioria das vezes, permite que as emoções a controlem.  Veja alguns exemplos: 
O bebê de dois meses chora intensamente por três dias; cólicas terríveis fazem o coitadinho se contorcer de dor.  A mãe, desesperada, anda pra lá e pra cá, balançando a criança; ela já tentou de tudo, mas nada parece surtir efeito.  O pai dorme o sono dos justos.  A mulher não consegue entender como o marido pode dormir desta maneira; chateada, ela diz para si mesma: “ele não me ama, nem liga para o filho; como pode roncar tão profundamente e me deixar sozinha com o menino?”.  Neste caso, a atitude do homem nada tem a ver com amor.  Ele simplesmente racionalizou a questão.  “Minha mulher está cuidando da criança; ela sabe cuidar muito melhor do que eu; não há nada que eu possa fazer para ajudar; ela já está acordada e eu tenho que levantar cedo; portanto, vou descansar!  Qualquer coisa que acontecer, ela vai me chamar”.  
Suponha que aconteça diferente.  O homem, penalizado, se oferece para ficar com o neném.  Diz ele, “já faz duas noites que você não dorme; querida, nesta noite eu fico com o Juninho”.  A esposa concorda duvidosa, deita remexendo-se na cama.  Sem conciliar o sono, pois não consegue ficar tranqüila com o choro da criança, nem confiar nos cuidados do marido; pensa consigo mesma: “Coitadinho do João, lá sozinho com o bebê, vou lhe fazer companhia”.  João, no mesmo instante que a vê, lhe entrega o Juninho aliviado, corre para a cama e dorme como uma criança.  Novamente, as atitudes neste caso nada têm a ver com amor ou irresponsabilidade; simplesmente o homem e a mulher são diferentes.
Uma outra diferença é quanto ao estímulo sexual.  O homem é estimulado principalmente pela vista.  Apenas um olhar é suficiente para que tudo comece a acontecer.  Basta ver a esposa trocar de roupa para que os estímulos sexuais o coloquem em estado de alerta.  Mesmo que o homem nem esteja pensando em sexo, uma rápida olhada, um pequeno gesto ou um pequeno descuido da mulher ao sentar-se, já basta para excitá-lo.  Como a terra nunca se farta de água, o fogo nunca se farta de queimar e a morte que nunca se farta de matar, assim são os olhos de um homem que nunca se fartam de olhar.  
Enquanto o olhar é o principal “gatilho” iniciador do processo sexual no homem, a mulher é estimulada por várias maneiras.  Primeiramente, ela é estimulada pelo tato.  Ela precisa ser tocada e acariciada para que o processo de excitação sexual se inicie; para ela não basta ver.  O homem deve, então, descobrir as partes erógenas da mulher, que são as áreas do corpo mais sensíveis ao toque e ao prazer.  A nuca, o joelho, as áreas em torno das axilas, as cochas, as orelhas, a ponta dos dedos, o pescoço, o umbigo, o clitóris, os cabelos, os seios, são alguns exemplos destas áreas.  Os Cânticos de Salomão descrevem com clareza e poesia estas áreas.  Além do tato, a mulher é estimulada pelo ouvir: uma palavra de carinho faz com que a mulher comece a pensar na possibilidade da relação sexual e aciona o processo de excitamento. 
 Existem algumas frases que a mulher jamais se cansa de ouvir: “Você está linda!  Esta roupa ótima em você!  Seu cabelo desse jeito me deixa doidão!  Eu te amo!” Ela é movida por elogios.  Pelo ouvir, o processo que a levará à entrega e à relação sexual se inicia.  Do mesmo modo, palavras e frases agressivas devem ser abandonadas no relacionamento a dois.  “A pior coisa que fiz foi casar com você!  Maldita hora em que me casei!  Você é igualzinha à sua mãe!“ Frases como estas, agridem e criam barreiras, muitas vezes, intransponíveis.  O olfato é outro sentido que deve ser levado em consideração no estímulo sexual.  O discreto perfume do marido excita a mulher e a leva ao desejo.  Negativamente, o fartum, ou popularmente conhecido “mau hálito”, o “cecê”, odor mal cheiroso provocado pelas axilas, e o “chulé”, são bloqueadores e inibidores de uma vida sexual plena.  
Outro importante fator no estímulo sexual é o meio ambiente.  O homem, na maioria das vezes, não se importa quanto ao lugar ou hora.  Ele quer e pronto.  A mulher, por sua vez, é influenciada pelo meio ambiente: Luz de velas ou abajur, cortinas, flores, música, lençóis macios e limpos, barba feita e banho tomado, camisolas, pijamas e porta fechada são alguns fatores que influenciarão positivamente ou negativamente a mulher.  
Como um ser emocional, a mulher é também estimulada pelas emoções.  Para ela, não basta apenas receber um beijo interessado no fim do dia ou um elogio mecânico e programado.  Ela precisa estar completamente bem emocionalmente para que a relação tenha a sua participação efetiva.  As ansiedades provocadas pelos filhos, por um marido alheio e insensível, pela solidão do dia a dia dentro de casa e as pressões financeiras, criam barreiras emocionais terríveis na relação sexual.  Depois de anos de opressão psicológica, abuso, silêncio, amargura e tirania, a frigidez pode tornar-se crônica.  
O tempo também é um fator de diferenciamento entre homem e mulher.  Para o homem, a relação se inicia imediatamente.  O tempo é agora!  Para a mulher, a relação que vai acontecer à noite se inicia pela manhã.  A relação sexual da mulher não começa quando ela vai para a cama.  Outro fator do tempo é que a mulher demora bem mais para chegar ao clímax sexual do que o homem.  O homem precisa apenas de dois minutos, enquanto ela necessita de vinte a trinta minutos. 
 Na mulher, a preocupação ainda se manifesta de forma diferente.  A mãe quer saber do bem estar dos filhos.  Ao telefonar ou questionar ela diz: “Vocês estão bem, almoçaram direito ou comeram sanduíches; estão se cuidando, têm dinheiro?” O pai, por sua vez, não se preocupa se os filhos “estão bem”; sua preocupação é se os filhos estão prontos para a vida.  “Vocês pagaram as contas, tiraram boas notas na escola, estão trabalhando ou dormindo o dia inteiro?” Estas, comumente, são as perguntas do pai, muito mais preocupado em fazer dos filhos “homens”, do que saber se eles estão se sentindo felizes. 
 Muitas são as diferenças entre homem e mulher; ao mencionar algumas delas, este livro tem como objetivo, abrir um novo rumo na importante arte do diálogo.  Problemas podem ser evitados e resolvidos simplesmente conhecendo estas diferenças.  Assim, cobranças serão abandonadas pelo entendimento das razões que fazem de cada pessoa agir como age.  Na maioria das vezes, elas não são movidas pela desconsideração ou o desejo gratuito de ferir, mas sim pelas diferenças que existem em cada pessoa.  O diálogo e compreensão dão início a um amor maduro, que cresce sobre sólidas e saudáveis bases.  Como resultado acontece um profundo entendimento, que abrirá as portas para uma entrega sem reservas, experimentando a beleza, alegria e crescente felicidade do sexo sem pecado.
Dr.Silmar Coelho