O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE



TEXTO ÁUREO
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20)

Negar uma realidade não significa que ela não vai existir, alguns rejeitam a possibilidade de estarem indo por um caminho errado e não querem discutir teologia, sendo que o próprio estudo da palavra incorre estudo teológico. Atualmente, muitas teologias distorcidas das escrituras sagradas do ensino ortodoxo, têm sido freqüentes em nossos púlpitos nas pregações, ensinos e louvores é hora de abrirmos os olhos e rejeitamos aquilo que fere a Santidade de Deus.
Verdade prática
Qualquer ensino ou teologia que vá de encontro ao ensino ortodoxo sagrado, precisa ser rejeitado. A conhecida teologia da prosperidade é contrária aos princípios divinos.

I – Raízes da Teologia da Prosperidade

1.  Gnosticismo (Conhecimento). Surgido nos séculos II e III.  Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo e tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom. Existiram vários gnosticismos, sendo quatro grupos mais importantes: o gnosticismo síro, o egípcio, o judaizante e o pôntico. A questão sobre a sobre a existência da matéria levou a negar a mesma e assim o sofrimento seria mera ilusão (1 Jo 4.2,3). Diante disso negavam a natureza humana de Cristo. Nesse contexto surge a teologia da prosperidade.

2.  Crenças perigosas. Os autores da teologia da prosperidade Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866) autor do “Novo Pensamento” e Mary Baker Eddy (1821-1910) fundadora da “Ciência Cristã”. Algumas são: Simplificação teológica: todo mal vem do diabo; A busca de experiências extraordinárias; Confissão Positiva; Visão triunfalista: a obsessão pela “Vitória”; A batalha espiritual sem base bíblica; O sincretismo com os cultos afro-brasileiros; Hermenêutica alegórica; Enfoque judaizante: Israel mistificado; Volta ao Antigo Testamento.

3.  Confissão Positiva, Palavra da Fé, Movimento da Fé ou Teologia da Prosperidade. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé feita pelo E. W. Kenyon e Kenneth E. Hagin usando o determinismo passou a pregar que os cristãos não podem mais sofrer (Sl 119.72).

4.  Na condição de movimento doutrinário, a Teologia da Prosperidade se desenvolveu após os anos 70, encontrando espaço nos grupos evangélicos pentecostais. 

II – P  II – Principais ensinamentos da “Teologia da Prosperidade”

1.  Divinização do homem (Teologia do Domínio). Baseados em Salmos 82.6 diz que os homens são “pequenos deuses”, sendo assim podem tudo (Gn 2.7,3.19).

2.  Demonização da salvação. Segundo esse pensamento “Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação (Jo 14.30).

3.  Negação do sofrimento. A Ciência Cristã e a Teologia da Prosperidade negam o sofrimento, devido todo o sofrimento já foi levado na cruz do Calvário (Jo 16.33; Rm 8.18; Cl 1.24)

III – Conseqüências da “Teologia da Prosperidade”

1.  Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil. Segundo a Teologia da Prosperidade, o pastor não mais pastoreia, mas gerencia sua igreja, visando lucros e rendimentos (1 Pe 5.2; 1 Tm 6.5).

2.  Narcisismo e hedonismo. O narcisista só pensa em si mesmo e o hedonista é aquele que vive em função de prazeres (Fp 2.4).

3.  Modismos e perda de ideais. Atualmente, existem modismos teológicos para todos os gostos, causando perdas de ideais e criando uma mentalidade de mercado e transformando crentes em consumidores de benções (Mt 6.33; 1 Co 15.19)


OS REPRESENTANTES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NO BRASIL

Edir Macedo

R.R. Soares

Estevam Hernandes e Sônia Hernandes

Renê Terra nova

Conclusão
A bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico. Apesar da Teologia da Prosperidade serem defendidas por homens como Benny hinn, Jorge Tadeu entre outros a mesma não está correta e nem superior a Palavra de Deus


Bibliografia

Gonçalves, José. O Surgimento da Teologia da Prosperidade, Lições Biblicas, 1º Trimestre de 2012, Editora CPAD.

Germano, Altair. Artigo O Surgimento da Teologia da Prosperidade, Extraido  Blog do Pr. Altair Germano

Lenz, Sérgio. Slide O Surgimento da Teologia da Prosperidade.
Professor Alberto. Lição 01 O Surgimento da Teologia da Prosperidade.
Material adaptado pelo Diác. Robson Santos, Assembléia de Deus, Cariacica / ES.
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Lição 01 O Surgimento da Teologia da Prosperidade 01 de janeiro de 2012 Professor Alberto

Lição 01
O Surgimento da Teologia da Prosperidade
01 de janeiro de 2012
Professor Alberto

TEXTO ÁUREO
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”
(Rm 9.20).

VERDADE PRÁTICA
O pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus.

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?”
(Rm 9.20).
O contexto do nosso primeiro texto áureo de 2012 é Romanos 9. Neste capítulo Paulo escreve sobre seu amor a seu povo, o povo judeu, a eleição de Israel de onde descende o Cristo, segundo a carne (9.1-5), a incredulidade de Israel e as promessas de Deus (9.6-13). Escreve que a atitude de rejeição de Israel ao Messias, não incompatibiliza a justiça de Deus (9.14-18), nos versículos seguintes aborda a soberania de Deus (9.19-29) e conclui o capítulo 9 escrevendo que Israel é o responsável pelo seu próprio tropeço (9.30-33).
Portanto, esse versículo (Rm 9.20) do nosso texto áureo dá prosseguimento claro ao tema da reprovação de Deus, presente nos versículos 17 e 18 do capítulo 9, ou seja: “Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”.
Em conformidade com esses versículos, o que Deus realmente faz? Ele toma um pouco de barro inerte e faz dele um vaso para ira, para a destruição. É óbvio que um vaso de ira não serve para qualquer propósito justo; mas bem pelo contrário, opondo-se aos mandamentos divinos e perseguindo ao povo de Deus, o vaso de ira dá margem para que Deus demonstre o seu poder, na forma de julgamento, sendo assim exaltada a sua glória.
Não há de duvidar que Paulo ainda tinha Faraó em mente; e Paulo deixa subentendido que aquilo que Faraó fez, fê-lo impelido pela vontade de Deus, que conhece a índole e o coração de cada ser humano.
Claro que a questão aqui é a plena soberania de Deus e a atitude dos judeus, seu tropeço, a aceitação de um novo povo (9.25, questões ilógicas para o povo judeu e para muitos prosélitos e até mesmo alguns convessos a Cristo, daí o questionamento: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20).
Portanto, embora nosso versículo possui um contexto específico, não exclui as pessoas que hoje, questionam a Deus por sua condição social ou tentam, desafiam ou provocam o Senhor devido a sua situação social, de saúde, casamento ou outra.
O erro, ou o pecado da Teologia da Prosperidade consiste em sua anulação da soberania de Deus. Podemos pedir ao Senhor e apresentar nossas necessidades, mas com amor, devoção, gratidão e reconhecendo sua soberana vontade, ou seja, como o Senhor Jesus nos ensinou: “E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja,

RESUMO DA LIÇÃO 01
O SURGIMENTO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
1. Gnosticismo.
2. Crenças Perigosas.
3. Confissão Positiva
II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Divinização do homem.
2. Demonização da Salvação.
3. Negação do Sofrimento.
III. CONSEQUÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Profissionalismo ministerial e espiritualidade mercantil.
2. Narcisismo e hedonismo.
3. Modismos e perda de ideais.

INTERAÇÃO
Professor, o tema geral do primeiro trimestre de 2012 de Lições Bíblicas: “A Prosperidade à luz da Bíblia: A vida cristã abundante”.
Explique que as treze lições analisam a prosperidade dentro de uma perspectiva bíblica ortodoxa.
Fale também sobre o comentarista, pastor José Gonçalves — escritor, conferencista, bacharel em teologia, graduado em Filosofia; membro da Diretoria da Convenção Estadual da Assembléia de Deus do Piauí (CEADEP) e do Conselho de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Explicar as raízes da Teologia da Prosperidade.
• Descrever os principais ensinamentos da Teologia da Prosperidade.
• Analisar as principais conseqüências da Teologia da Prosperidade.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, inicie a aula de hoje dizendo aos alunos que não é errado o crente ser próspero.
Deus é bom e deseja que tenhamos uma vida abundante (Jo 10.10).
Entretanto, isso não significa que teremos ausência de dor, escassez ou momentos difíceis.
A Palavra de Deus está repleta de exemplos de homens que padeceram dores, enfermidades e escassez.
Por isso, nesta primeira lição, enfatize que não podemos aceitar as heresias e as aberrações da chamada “Teologia da Prosperidade”.
Este movimento, que surgiu no EUA, alastrou-se rapidamente pela América Latina e tem feito muitas igrejas abandonarem o genuíno Evangelho.
Precisamos estar atentos, como disse-nos Jesus: “Acautelai-vos” (Lc 12.15).

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Teologia da Prosperidade:
Uma teologia centrada na saúde e na prosperidade material, não na salvação em Jesus Cristo.
Neste trimestre, estudaremos a verdadeira prosperidade em contraposição à Teologia da Prosperidade, também conhecida como Confissão Positiva, que se constitui em uma ameaça à igreja cristã.
Veremos que o fundamento da chamada Teologia da Prosperidade é um equívoco, mas que isso não anula a prosperidade ensinada na Palavra de Deus.

I. RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
1. Gnosticismo.
Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo.
O nome gnosticismo vem do grego gnósis, que siginifica “conhecimento”. Existiram vários gnosticismos, sendo quatro grupos mais importantes: o gnosticismo síro, o egípcio, o judaizante e o pôntico.
Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos.
Os gnósticos deram muito trabalho às igrejas dos tempos apostólicos.
Seu pior período ocorreu em 135-160 d.C.
Seus ensinamentos não passavam de enxertos das filosofias pagãs nas doutrinas cristãs mais importantes.
Eles negavam o cristianismo histórico, afirmando que o Senhor Jesus jamais teve um corpo como o nosso.
Segundo eles, o corpo de Cristo existia apenas aparentemente.
Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria.
Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão.
A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo.
Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau.
Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3,15).
Todos ensinavam a salvação através do conhecimento místico, e não pela fé em Jesus, e todos negavam a encarnação do “logos”.
A Bíblia é incisiva: “O Verbo se fez carne” (Jo 1.14); “todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus” (1 Jo 4.3).
É bom lembrar que os escritos de João são do final do primeiro século e compostos na cidade de Éfeso, então capital da Ásia Menor, onde surgiu o gnosticismo.
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
Ainda hoje é comum nas grandes cidades existirem grupos gnósticos ou estudos sobre gnose.

2. Crenças perigosas.
Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29).
Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado “Novo Pensamento”.
Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866),
criador do chamado “Novo Pensamento”.
Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade.
Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente.
Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”, tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.
Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da “Ciência Cristã”

3. Confissão positiva.
A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas idéias.
A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.
Essek. W. Kenyon (1867 -1948)
Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã.
É dele a frase: “o que eu confesso eu possuo”, embrião da confissão positiva.
Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos.
Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva.
Kenneth Hagin (1917 – 2003)
Kenneth Hagin foi acusado de ter plagiado a maioria dos ensinamentos de Kenyon e ficou famoso por ter afirmado que morreu e foi ressurreto 3 vezes.
Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus “tornou-se” refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado.
O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser.
Uma das mais utilizadas é a do determinismo.
Ele dizia que: “É necessário crer, declarar verbalmente a fé e então agir como se já tivesse recebido a bênção”.
O determinismo é uma fórmula que tem a força de mandar até mesmo em Deus!

Outros defendosres da Confissão Positiva são:
Kenneth Copeland
Benny Hinn
Frederick Price
Paul (David) Yonggi Cho
Mike Murdock
Morris Cerullo

Oral Roberts (1918- 2009)
OS REPRESENTANTES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NO BRASIL
Edir Macedo
R.R. Soares
Estevam Hernandes e Sônia Hernandes
Renê Terranova

Eles fazem parte do cotidiano de muitos líderes da igreja brasileira, que por força da sua influência, tem levado o membro comum a achar que este tipo de vida é a que o Senhor Jesus espera de nós.
Eles divulgam suas idéias através de literatura, que eles classificam como boa, quando na verdade são materiais e ensinos cheios de sofismas e engano.
Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam a procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)
As raízes da Teologia da Prosperidade não estão firmadas nas Sagradas Escrituras.

II. PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”.
1. A divinização do Homem.
A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos “pequenos deuses”.
Kenneth Copeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: “Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses”.
A intenção dessa doutrina é ensinar a “teologia do domínio”.
Sendo deus, o crente agora pode tudo.
A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).

2. Demonização da Salvação.
Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação.
Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação.
Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou “Está consumado!”, mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno.
Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação.
A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).

3. Negação do sofrimento.
Os crentes não precisam mais sofrer.
Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes.
Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento.
A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)

SINOPSE DO TÓPICO (II)
Contrariando o que a Bíblia diz, que o homem é estruturalmente pó, a Teologia da Prosperidade afirma que os homens são “pequenos deuses”.

III. CONSEQUÊNCIAS DA “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”
1. Profissionalização ministerial e espiritualidade mercantil.
A primeira conseqüência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos.
O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional.
Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos!
O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus.
Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja.
A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa.
A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores.
Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável.
Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!

2. Narcisismo e Hedonismo.
O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4).
A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas.
Estão morrendo e matando uns aos outros.
Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres.

3. Modismos e perda de ideais.
De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes.
São modismos teológicos para todos os gostos.
Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc.
Atualmente a lista está bem maior.
Outra conseqüência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos.
Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus.
Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora?
A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A divinização do homem, a demonização da salvação e a negação do sofrimento são os principais pilares da Teologia da Prosperidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Bíblia fala da verdadeira prosperidade, mas os excessos criados por uma teologia que fomenta o materialismo é anti-bíblico.
Devemos nos resguardar dos absurdos criados pela Teologia da Prosperidade no que concerne à doutrina cristã.
Nenhum crente, a fim de prosperar, necessita aderir às fórmulas inventadas pelos pregadores da prosperidade.
A verdadeira prosperidade vem como resultado de um correto relacionamento com Deus que é fruto de um coração obediente.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HANEGRAAFF, H. Cristianismo em Crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.
SOARES, E. Heresias e Modismos. Uma análise crítica das sutilezas de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.

CASAMENTO X DIVÓRCIO

O Casamento não é um mero contrato social, mas uma instituição divina que tem de ser levada a sério e firmada de acordo com a vontade de Deus. Como o cristão deve encarar o casamento?
I – TÓPICO
CASAMENTO NA ANTIGA ALIANÇA
Trata-se de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher (Gn 1.26,27; 2.18;3.16).
Considerações
Proibições
Casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido e é abominação a Deus (Lv. 18.22).
Casamento não podia acontecer fora da parentela e sendo não podia acontecer com irmão ou irmã, e os casamentos mistos (estrangeiros, fora da parentela) não eram permitidos, devido desvio da aliança divina (Êx 33.2; Dt 7.1-6).
Nos tempos de Neemias, houve casamentos mistos e foram dissolvidos, pois desobedeceram a ordem divina e Neemias os lembraram do que aconteceu ao rei Salomão por tomar mulheres estranhas (Ne 13.23,24 e 26; Lv 20.7).
Divórcio
Palavra na Bíblia, tanto no Novo testamento como no Antigo, aparece como “Apolyõ”, ou como “Apostasion”. No AT, essas palavras são raras, “Apoliõ” se emprega numa variedade de sentidos, inclusive o divórcio (Dt 24:1 e Ed 9:36). “Apostasion” aparece quatro vezes como “Titulo de divórcio” (Is 50:1 e Jr 3:8). No N.T., “Apolion” tem os mesmos sentidos do grego. Significa também (como no AT): soltar um prisioneiro, libertar da doença, inocentar, mandar embora, demitir, deixar morrer e principalmente divorciar uma esposa.
– Segundo Dt 24.1-4 o homem podia se divorciar se encontrasse algo na mulher que não o agradasse, porque encontrou algo vergonhosa nela. No entendimento do texto percebemos a possibilidade de um novo casamento, dentro da limitação da mulher não retornar ao primeiro marido caso ela casasse de novo.
II – TÓPICO
CASAMENTO NA NOVA ALIANÇA
UNIÃO
Toda a união deveria ser feita ou casamento em si no Senhor, ou seja, sob a direção de Deus (1 Co 7.39)
Considerações
“O que Deus ajuntou..” (Mt19.6b) está escrito o que Deus ajuntou, mas como saber se determinada união fora feita por Deus ? A união de duas pessoas significa pacto eterno, por isso uma vez tendo casado na direção de Deus e apresentado ao Senhor o homem não está livre para separação como bem entender.
DIVÓRCIO
AS DUAS ESCOLAS DO DIVÓRCIO:
Alguns anos antes de Cristo, dois famosos rabinos judeus, apresentaram suas posições sobre o divórcio. Essas posições foram chamadas de duas escolas:
a.    A Escola de Shamai: Proibia o divórcio, exceto sobre a alegação do adultério. Trata-se de um posição mais conservadora, e segundo a lei e o N.T., a mais correta;
b.    A Escola de Hilel: Praticamente permitia o divórcio por qualquer motivo, fugindo dos propósitos de Deus e caindo no desejo humano.
Jesus sendo questionado sobre o divórcio se o mesmo podia acontecer por qualquer motivo, ele não o proíbe, mas o regulamenta da seguinte forma: a carta de repúdio só podia ser concedida em caso de adultério (no original aqui quer dizer todas as relações sexuais ilícitas). Fora disso a dissolução e casamento novo seria de adultério para as ambas partes (Mt 19.3-12). 
Em Mc 10.2-12 e Lc 16.18 Jesus deixe claro que Deus é contra o divórcio, mas por causa da dureza do coração do homem liberou, e por ser uma aliança eterna um novo casamento implica em adultério.
“Se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido’ (1 Co 7.12,13), O apóstolo Paulo deixa claro por este versículo que ninguém está livre para ser separar só porque a outra parte não é crente, mas se o descrente quiser se separar ai sim a separação é permitida.
Em suma, em caso de perversões sexuais ilícitas e desejo do descrente pode haver divórcio. Jesus em Mt 19.2-12 deixa claro que palavra sobre o divórcio nem todos o podem receber e Paulo em 1 Co 7.2,7-9 fica explicito que a condição do celibato não é para todos. Diante disso entre o ficar pecando é melhor que case de novo, contando que seja no Senhor.
Fontes:
Bíblia de Estudo Adicional e Bíblia Estudo Pentecostal.
Revista Lições Bíblicas, As conseqüências do Jugo Desigual, Pr. ElienalDo Renovato, Editora CPAD, 2011.
Artigo elaborado pelo Diác. Robson Santos, Assembléia de Deus, Cariacica / ES.

Preferindo a Continuidade à Prática — A Sabedoria do Casamento

 

Albert Mohler Jr.

Dr. Albert Mohler é o presidente do Southern Baptist Theological Seminary, pertencente à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos; é pastor, professor, teólogo, autor e conferencista internacional, reconhecido pela revista Times como um dos principais líderes entre o povo evangélico norte-americano. É casado com Mary e tem dois filhos, Katie e Christopher.

É corretamente compreendido que o casamento tem tudo a ver com continuidade. Num mundo de experiências, acontecimentos e compromissos transitórios, o casamento é intransigente. Ele simplesmente é o que é: um compromisso permanente feito por um homem e uma mulher que se comprometem a viver fielmente um para o outro até à separação decorrente da morte.
É isso que faz do casamento o que ele é. A lógica do casamento é fácil de compreender e difícil de subverter, razão pela qual a instituição tem sobrevivido por milênios. O casamento dura por causa de sua condição fundamental. Uma sociedade saudável e ativa literalmente não sobrevive sem ele.
Contudo, a modernidade pode ser vista como uma persistente tentativa de subverter o que é permanente — incluindo o casamento. A idade moderna trouxe o avanço da autonomia individual, o aumento populacional nas cidades, o enfraquecimento de compromissos familiares, o declínio da fé, a trivialidade do divórcio e uma multidão de outros progressos que subvertem o casamento e o compromisso que ele requer.
Adicionado a essa lista, existe o fenômeno da coabitação. O século vinte viu o fenômeno da coabitação tornar-se algo esperado entre muitos, se não entre a maioria, dos jovens adultos. O final do século, com o avanço da intimidade (incluindo a intimidade sexual), era propenso a seguir um curso que partia do “ficar” até a coabitação.
Um estudo novo conduzido pelo Centro Nacional de Estatísticas da Saúde sugere duas descobertas muito importantes: primeiro que, agora, coabitar é o padrão para jovens adultos. Segundo, que coabitar torna o divórcio mais provável após um eventual casamento.
“A coabitação torna-se cada vez mais a primeira união entre jovens adultos que moram juntos.” diz o estudo. Os fatos parecem atemorizantes. A porcentagem de mulheres na faixa de 30 anos que relataram ter coabitado passa de 60 por cento — o dobro em relação aos últimos quinze anos.
San Roberts documentou no The New York Times o aumento da coabitação entre os jovens. Ele mencionou Pamela J. Smock, da Universidade do Centro de Estudos da População de Michigan. “Da perspectiva de muitos jovens adultos, casar antes de viver junto com a outra pessoa parece tolice”, ela explica.
Isso retrata a nova lógica perfeitamente — que seria tolice casar sem coabitar primeiro. Como sabemos se fomos realmente feitos um para o outro? Como podemos avaliar a compatibilidade sem a experiência de viver juntos?
Essa lógica faz perfeito sentido numa sociedade crescentemente sexualizada, secularizada e “liberada” das expectativas do passado.
Reagindo às descobertas da pesquisa, a professora Kelly A. Musick, da Universidade Cornell afirmou: “As descrições sugerem para mim que a coabitação ainda é um caminho em direção ao casamento para muitos que concluem um curso universitário, enquanto que, em si, parece ser um fim para mulheres menos educadas.” O estudo confirmou a afirmação dela: “A coabitação torna-se cada vez mais a primeira união entre jovens adultos que moram juntos… Como resultado da crescente prevalência da coabitação, também tem aumentado o número de crianças cujos pais moram juntos, mas não são casados.”
Entretanto, conforme sugere esse novo estudo, a coabitação antes do casamento não leva a uma união mais forte e duradoura. Em vez disso, a experiência de coabitar enfraquece a união. Como Roberts relatou: “O estudo descobriu que a probabilidade de um casamento durar uma década ou mais é seis por cento menor se o casal viveu junto antes.”
Pamela Smock argumenta que as pessoas não darão ouvidos à pesquisa. “Só porque alguns estudos acadêmicos têm mostrado que viver juntos pode, de alguma forma, aumentar a chance de divórcio, os próprios jovens não acreditam nisso.”
Isso pode ser verdade, e certamente retrata o espírito da época. A experiência de coabitar simplesmente faz sentido para muitos jovens adultos. A lógica deles é que o casamento trata-se de algo que acontece depois que um relacionamento se torna íntimo sexualmente e é considerado satisfatório — não antes.
Eles não sabem que, na verdade, estão desfazendo o casamento. Falham em compreender a lógica central do casamento como uma instituição de continuidade. Falham em compreender a sabedoria essencial do casamento — que o compromisso deve vir antes da intimidade, que os votos devem vir antes do viver compartilhado, que a sabedoria do casamento está antes em sua continuidade e não em sua prática.
A coabitação enfraquece o casamento — porque um compromisso temporário e transitório sempre enfraquece um compromisso permanente. Depois que um casal vive junto, existindo a evidente possibilidade de separação, tal possibilidade sempre permanece, nunca cessa.
Essa pesquisa pode não alterar os planos de muitos jovens casais que provavelmente não a lerão, e que muito menos serão por ela advertidos. Entretanto, ela confirma o que torna o casamento o que ele é, e o que o enfraquece e destrói enquanto uma instituição.
É claro que partindo de uma perspectiva cristã, há mais a ser considerado. Somos lembrados do casamento como um dom e uma expectativa de Deus, e da bondade divina nessa instituição. Também somos lembrados que é nosso Criador que sabe da nossa necessidade de continuidade antes da prática, e não nós mesmos. Precisamos de casamento.

Traduzido por: Ana Paula Eusébio Pereira
Copyright© R. Albert Mohler Jr.

Traduzido do original em inglês: Permanance before experience – the wisdom of marriage. extraído do blog: www.albertmohler.com
Fonte: http://www.editorafiel.com.br 

A Necessidade da Graça

 

Charles Haddon Spurgeon

C.H. Spurgeon (1834-1892) era pregador, autor e editor britânico. Foi pastor do Tabernáculo Batista Metropolitano, em Londres, desde 1861 até a data de sua morte. Fundou um seminário, um orfanato e editou uma revista mensal chamada “Sword na Trowel”. Conhecido como “Príncipe dos Pregadores”, Spurgeon escreveu muitos livros e artigos, particularmente na área devocional. Deixou um legado de vida piedosa, marcada por um profundo amor ao Senhor Jesus Cristo e por dedicados esforços ara alcançar almas perdidas.

Começando um sermão em Romanos 8.29, Spurgeon disse: .Era muito natural, portanto, que uma profunda experiência espiritual o levasse a perceber claramente as doutrinas da graça. Porque uma experiência assim é a única escola em que estas grandes verdades podem ser eficazmente aprendidas. A falta de profundidade na vida interior é a causa da maioria dos erros doutrinários na igreja. A sã convicção de pecado, a profunda humilhação em face do pecado e um senso de total fraqueza e indignidade naturalmente conduzem a mente à crença nas doutrinas da graça, enquanto que a superficialidade quanto a essas questões deixa o homem satisfeito com seu credo superficial. Os ensinamentos comumente chamados de doutrinas calvinistas, geralmente são mais apreciados e mais calorosamente recebidos por aqueles que tiveram intensos conflitos de alma e aprenderam a força da corrupção interior e a necessidade da graça divina.. Ele disse, ainda: .Que poderei dizer a vocês que são crentes, senão isto: por amor desta graça, demonstrem gratidão, vivam mais como o Senhor de vocês viveu e mais dedicados ao serviço de Deus. Procurem gastar e serem gastos nEle. Nada pode fazer um homem trabalhar por Cristo tanto como a graça gratuita; e os que crêem nesta doutrina da graça gratuita e, apesar disso, mostram-se inativos, por certo defendem a doutrina na injustiça, pois não existe princípio tão ativo e impulsionador quanto esse..
Fonte: Editora Fiel, http://www.editorafiel.com.br 

A INTEGRIDADE DE UM LÍDER – LIDERANÇA DE NEEMIAS

“Se é ministério, seja em ministrar…; o que preside, com cuidado…’’ (Rm 12.7.8)
Introdução
Qual a diferença entre uma sociedade com líder eficaz e sem líder? A influência dos lideres tem inspirado em que as pessoas na atualidade? Interessante pensar no papel da liderança e como deve ser o exercício dela na sua integridade principalmente no quesito cristão.
“Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo.” (Joe Namath)
Neemias sabia o queria e onde queria chegar. Em meio a tantas pessoas em Israel Neemias sendo um copeiro é escolhido para tal liderança.
I – Tópico
Definições de liderança e o seu chamado
Como Nasce um Líder?  
  • O Líder Nato: Existem pessoas que já nasceram praticamente lideres e foram desenvolvidos, com vocação nata precisando apenas de alguns ajustes.
  •  O Líder Acadêmico: Algumas pessoas não tendo esta aptidão inerente vão aos bancos acadêmicos buscando desenvolver esta capacidade de liderar, de estar à frente.
  •   O Líder por Acidente: Há aqueles que não enxergam o próprio potencial ou habilidade, mas as pessoas olhando nele o reconhecem como líder e o elegem sobre elas, quando não circunstancia obrigando o surgimento de um líder, então alguém é escolhido.
“Não existirão líderes, se não existirem seguidores.”
                                                              (Malcolm Stevenson Forbes)
 
Circunstâncias de chamado
  • ·       Neemias era copeiro do rei Artaxerxes na pérsia, foi chamado por Deus para liderar o seu povo num momento de profunda crise moral, espiritual e econômica.
  • ·         Davi foi chamado estando pastoreando ovelhas de seu pai.
  • ·         Moisés foi chamado estando pastoreando os rebanhos do seu sogro no deserto.
  • ·         O rei Josias, chamado com oito anos.
II – Tópico
As características e vida devocional de um líder
  • ·         Integridade espiritual. Não está apenas preocupado com o externo, mas com externo e interno, é necessário um viver integro e santo.
  • Integridade moral. Alguns com o poder se corrompem ou aquilo que possa lhes favorecer, é importante correção e cuidado no viver (Ne 5.9-12).

“Há um ditado popular que diz: ‘Quer saber quem é realmente uma pessoa? Dê-lhe poder’. Há certos homens e mulheres que, ao assumirem um cargo de liderança, mudam completamente”. (Ponto II, sub-ponto 2). Quer saber mais ainda quem é realmente uma pessoa? Tire o poder que lhe foi dado.

  •    Um testemunho irrepreensível. O verdadeiro líder é aquele que é reconhecido pelo povo como integro, pratica o que fala e realmente capaz de liderar pela firmeza e sabedoria em quaisquer circunstâncias.

  • Oração. É pela comunhão através da oração que o líder é vitorioso em todas as suas ações e decisões, pois recebe a orientação divina.

‘“A oração fortalece a alma e as mãos do homem de Deus.”
                                                           Citação do Pr. Elinaldo Renovato.

  •  Conhecimento da Palavra. A liderança cristã é realizada embasada nas Escrituras Sagradas, sem ela é a liderança é meramente humana.
  •  Adoração. O líder precisa reconhecer que sua capacidade e direção vêm de Deus, por isso esta sempre a glorificar a Deus, pois sabe que toda honra e glória é para Deus.
III – Tópico
Lições e exemplos de liderança
DAVI: Um Líder Motivador: 1º Sm. 22.1,2
Liderou um grupo que tinha motivos suficientes para a derrota.
JOSUÉ: Um Líder Estrategista Js. 6.10
Liderou o povo na estratégia de Deus.
NEEMIAS: Um Líder Determinado Ne. 2.1-5
Teve firmeza, garra e espírito de luta frente ao grande desafio.
MOISÉS: Um Líder de Visão Profética Êx.3
Guiou o povo em direção ás promessas de Deus.
JOSÉ: Um Líder Fiel e de Caráter Gn. 39.7-10
Sua fidelidade para com Deus revelou seu caráter.
ESTER: Uma Líder de Serenidade – Livro de Ester.
Teve autocontrole diante dos problemas e transmitiu segurança ao povo.
PAULO: Um Líder de Autenticidade
O líder coerente com o que ensina e prega. Tudo que ele pregava, ele praticava. Isso trouxe confiança aos crentes.
ALEXANDRE – O GRANDE
Com 1,50m e 20 anos de idade, tornou-se conhecido pela simpatia, carisma e coragem. Era caridoso e conciliador com os derrotados. Se destacou como líder porque era um dos poucos que se colocava na frente da tropa e enfrentava juntamente com os soldados os inimigos. Seu maior defeito era o de ser muito agressivo e egomaníaco.
CÉZAR
Foi o imperador que proporcionou a nação paz e prosperidade por 2 séculos. Era um excelente administrador, capaz e benevolente. Muito inteligente, tinha firmeza de caráter e era bom comandante, porém péssimo soldado. Não partia para a luta, além de não ter carisma como o avô Júlio Cezar.
RAINHA ELIZABETH I
Não teve tempo para casamento e filhos. Dedicou-se ao governo por toda sua vida. Destacou-se por peitar o Vaticano e a Igreja, em um período onde a igreja era dotada de muito poder. Conquistou assim, a confiança de muitos. Governou por 45 anos e no seu governo o país prosperou muito economicamente, culturalmente (Shakespeare). Elizabeth ansiava por descobrir coisas novas, tinha visão de futuro e sonhava com uma Inglaterra diferente.
HENRY FORD
Gerou crescimento e muitos empregos. Foi o responsável pela evolução dos veículos de transporte. Seu grande problema: não administrava crises e odiava os sindicatos. Carregava o conceito: “Eu pago, portanto as pessoas têm que fazer”. Quando comprava não admitia ser contestado, queria fazer tudo a seu modo e não sabia dialogar e ouvir.
MAHATMA GANDHI
Foi um líder social. Formado em direito liderava através da não violência. Era extremamente simples, seus únicos bens foram: 1 caneta, 1 relógio e uma cabra de onde tirava o leite para se alimentar. Através do jejum alcançou muitos objetivos, um dos maiores deles foi libertar a Índia da dependência pela Inglaterra. 
JESUS CRISTO: O Líder dos líderes
O maior líder da história da Humanidade formou 12 homens que incendiaram o mundo com o evangelho. Liderava através de palavras e exemplos. Era tão inteligente que construía frases metafóricas que tinham vários sentidos e faziam as pessoas pensarem a respeito de seus comportamentos. Recebia a todos: crianças, pobres, ricos, samaritanos e quem viessem. Foi tão marcante que existem duas datas anuais para lembrarmos-nos de sua existência.
Conclusão
Diante da realidade de nossa nação, igrejas e necessidades afins, oramos a Deus para que sejam levantados lideres íntegros comprometidos á Palavra, sinceros, humildes, dedicados á obra de Deus e que amem o povo acima dos seus próprios interesses. Um líder de verdade estará sempre buscando o melhor para todos se preparando e levando o povo para mais perto de Deus.
Definição de Integridade
Integridade: Qualidade do que é inteiro, completo.
Fig. Qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível.
Bibliografia
Renovato, Elinaldo,Lição Bíblicas (Neemias Integridade e coragem em tempos de crise), Editora CPAD, Lições do 4º Trimestre de 2011.
Outros: busca em sites e materiais de liderança do Ev. Alex Belmonte.
Estudo elaborado pelo Diác. Robson Santos, Assembléia de Deus, Cariacica / ES.

As Consequências do Jugo Desigual – Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Neemais 13:23-29
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”(2Co 6:14)
INTRODUÇÃOO casamento não é um contrato social. É a união divinamente dirigida, de um homem com uma mulher, com o objetivo de constituir família e servir e adorar a Deus. Essa união deve ser entendida no sentido amplo e abrangente; trata-se de uma união, ao mesmo tempo, espiritual, física e social.
O casamento é a única forma de união consagrada por Deus para a constituição da família, objetivando o bem-estar do ser humano em todos os aspectos da vida. Foi o próprio Deus quem instituiu o matrimônio. Na Bíblia, vemos o casamento elevado a um nível bem alto, como observamos na Epístola aos Hebreus 13.4: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros Deus os julgará”.
Nesta aula estudaremos acerca do casamento misto; veremos como o cristão deve encarar o casamento, e compreender que as uniões mistas prejudicam o povo de Deus. Deus nunca aprovou a união dos israelitas com os outros povos. Todas as vezes que Israel desobedeceu à ordenança do Senhor sobre o casamento misto, sofreu duras consequências. Da mesma forma também não é da vontade de Deus o casamento entre o fiel e o infiel; a Bíblia chama isso de jugo desigual. Como pode haver comunhão genuína entre o casal, que não concorda entre si sobre questões espirituais? Diz a Bíblia: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”(Os 3:3).I. O CASAMENTO NO ANTIGO TESTAMENTONão é de hoje que o assunto “casamento misto” vem sendo apresentado nas Escrituras como um dos grandes perigos ao Reino de Deus, desde a fundação de Israel até os dias da Igreja. Há pessoas que pensam que Deus tem em mente, proibindo os casamentos mistos, tirar a alegria de um casal que pretende se unir pelos laços do matrimônio. O que o Senhor deseja é ver preservada a comunhão com Ele. O Senhor mesmo instituiu o casamento como uma regra, mas deixou claro uma exceção: a união entre quem pertence ao povo de Deus com uma pessoa que não pertence ao povo de Deus. Deuteronômio 7:3,4 deixa claro a forma com que os israelitas deveriam se portar quando entrassem na terra prometida: não deveriam realizar pactos de paz com as nações que lá existiam, e principalmente não aparentar-se com elas. O princípio ordenado por Deus aos israelitas é que eles reconheçam o Senhor como único e verdadeiro Deus.
1. A natureza do casamento. O casamento tem por objetivo não somente a necessidade do homem de procriação e de companhia, mas também de satisfazer suas necessidades sexuais. Na cidade de Corinto a imoralidade sexual era descomedida e sem limite. E os cristãos daquela igreja, principalmente os incautos e os solteiros, corriam sério perigo em sua vida espiritual e no padrão moral familiar. Tal como era naquela cidade, acontece hoje. Por isso a recomendação de Paulo sobre a necessidade do casamento é bastante clínica: “mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido“(1Co 7:2). Este versículo mostra que o casamento trata de uma aliança monogâmica e heterossexual, comprometendo um homem e uma única mulher(Gn 1:26,27; 2:18; 3:16). Portanto, o ajuntamento homossexual é uma excentricidade e uma abominação aos olhos de Deus(ler Lv 18:22).
Também, o texto de 1Corintios 7:2 estabelece o princípio de que a ordem de Deus para seu povo permanece como sempre foi, a saber, que cada pessoa deve ter apenas um cônjuge – é o princípio da monogamia; a afirmação de que cada homem deve ter a sua própria mulher implica monogamia.
O escritor aos Hebreus diz que devemos respeitar o casamento e que este deve ser constituído “sem mácula“, ou seja, sem mancha (Hb 13:4). Qual seria a mancha deste casamento? O mesmo texto que nos manda respeitar o casamento responde: a prostituição, ou seja, a impureza sexual (que envolve toda e qualquer prática sexual antes do casamento) e o adultério (que é a prática sexual de um casado com quem não é seu cônjuge).
O casamento entre o homem e uma mulher quando é realizado com amor recíproco preserva e protege a pureza moral da sociedade a partir da família.
O casamento é uma aliança, um pacto, então não deve ser quebrado. Se o nosso Deus é um Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não permite que o casamento seja quebrado. Como Deus não se divorcia do seu povo, assim ele não permite que marido e mulher se divorciem. Divorciar-se é quebrar o matrimônio da Aliança. Lemos em Malaquias 2:16: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio…”.
Precisamos compreender o texto de Mateus 19:1-7 em que Jesus diz que o divórcio é proibido, mas que foi permitido por causa da dureza do coração. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Você então pergunta: Por que foi dada a permissão para o divórcio conforme Mateus 19:7? Jesus responde em Mateus 19:9: “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…”. Note bem que a única razão para o divórcio conforme Jesus é o adultério, e isto para proteger a parte inocente, e não para dar às pessoas uma maneira fácil de cair fora de um relacionamento desagradável. Fora do adultério, o casamento só pode ser dissolvido pela morte. Divórcio é o atestado do pecado humano.
2. Casamentos proibidos. O povo de Israel recebeu advertências enérgicas de não se misturar com as nações pagãs e idólatras que habitavam em Canaã (Dt 7:1-5). Deus havia escolhido Israel para ser o seu povo próprio, separado para Ele(ler Dt 7:6-11). Não desejava que fosse como as outras nações. Não o escolheu por ser mais numeroso (era o menor de todos os povos). Escolheu-o simplesmente porque o amava e desejava que lhe obedecesse em todas as coisas, inclusive não promovendo matrimônios com pessoas fora da sua linhagem.
Neemias usou como exemplo os erros de Salomão para ensinar o seu povo (Ne 13:26). Se um dos maiores reis de Israel caiu por causa da influência dos incrédulos, outras pessoas também poderiam cair. Neemias enxergou este principio no exemplo de Salomão. Seus dons e pontos fortes não terão beneficio algum se você falhar em lidar com suas fraquezas. Embora Salomão tenha sido um grande rei, seus casamentos com mulheres estrangeiras trouxeram uma grande tragédia para todo o seu reino (ler 1Reis cap. 11). Sob a influência de suas mulheres estrangeiras, Salomão construiu altares aos deuses estranhos, caindo assim no pecado da idolatria (ler 1Rs 11:6-8). Uma propensão ao pecado deve ser rapidamente reconhecida e tratada; caso contrario, ela pode nos dominar e derrubar. Portanto, devemos ter cuidado com as uniões que vão de encontro aos princípios estabelecidos por Deus ao seu povo, exarados na Bíblia Sagrada.
II. O CASAMENTO MISTO NO TEMPO DE NEEMIAS
1. A constatação do erro.
Não sabemos o motivo dos casamentos mistos entre os israelitas, mas sabemos que Deus se desagradara deles, e que exigia uma mudança urgente daquela situação. Neemias relata que houve consenso entre os filhos de Israel, de não entregarem suas filhas para os povos da terra, nem desses povos tomarem esposas para seus filhos (Ne 10:30). Mas quando do seu retorno à Jerusalém, constatou que havia irregularidades em muitos casamentos, até mesmo na linhagem sacerdotal (Ne 13:28); o mesmo erro que levou Salomão à queda espiritual(Ne 13:26; veja 1Rs 11:5). Ele disse: “Vi também, naqueles dias, judeus que tinham casado com mulheres asdonitas, amonitas e moabitas“(Ne 13:23). Agora, deveriam se separar dos seus cônjuges estrangeiros (Ne 13:30). Deve ter sido uma situação muito difícil para aqueles homens. Não é fácil cortar laços familiares antigos, mas Deus o exigiu, a fim de que o povo pudesse ser abençoado e cumprisse os mandamentos do Senhor. É claro que para a Igreja isso não seria aplicável (ler 1Co 7:12,13). O compêndio doutrinário da Igreja é o Novo Testamento; não estamos mais debaixo da lei, mas da Graça de Deus (cf Rm 6:14). Todavia, a admoestação do apóstolo Paulo é que os crentes devem casar “no Senhor” (cf 1Co 7:39). Isso significa, em primeiro lugar, que a pessoa cristã deve casar-se com uma pessoa, também, cristã, desde que seja “no Senhor“, ou seja, “segundo a vontade do Senhor“. Em outras palavras, a pessoa cristã pode casar-se com uma pessoa, também, cristã e, ainda assim, estar fora da vontade do Senhor. A pessoa deve buscar a orientação de Deus nessa importante questão e casar-se com a pessoa que Deus preparou para ela.
Entre as diversas formas com que Deus pode ser esquecido como único e verdadeiro Deus é justamente quando um de seus filhos ou filhas resolve se unir com quem não é filho dEle. Esse tipo de convivência tende a suprimir a fé de um dos cônjuges, e afastá-lo de suas crenças e culto. Essa é uma forma de se negar a Deus, e começa justamente pelos sentimentos que um(a) crente nutre por um(a) não-crente. Isto pode parecer radical para algumas pessoas hoje, mas Deus deixa claro o motivo: “pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses”(Dt 7:4). Portanto, Deus, em sua sabedoria, determinou que o povo fosse preservado em sua fé também a partir do matrimonio.
2. As consequências do casamento misto. O casamento misto sempre foi um problema na história do povo de Deus. O dilúvio foi provocado quando os filhos de Deus se casaram com as filhas dos homens, ou seja, quando houve casamentos entre aqueles que serviam a Deus com aqueles que não O serviam (Gn 6:1-3). Mais tarde, quando o povo de Israel entrou na Terra Prometida, o casamento misto foi uma das causas da apostasia espiritual da nação, desaguando no cativeiro babilônico (Êx 34:16). Ao tirar Israel do Egito, Deus ordenou-lhe, de modo claro e veemente, que não se misturasse com outros povos (cf Ex 34:12,16).
O casamento misto pode provocar: conflitos conjugais, desmoronamento do lar, perda das referencias culturais e espirituais (Ne 13:23-29). Veja o que Neemias diz: “E seus filhos falavam meio asdonita e não podiam falar judaico, senão segundo a língua do povo“(Ne 13:24). O que Neemais quis dizer aqui? Perda de referencias culturais e, também, espirituais. Os filhos desses casamentos mistos não conseguiam falar a língua de Israel de forma correta, mas falavam a língua dos países dos quais um de seus pais era oriundo; isto significava que elas não estava sendo educadas no caminho de Deus(Lv 20:7), mas educadas na cultura pagã e, sem dúvida, nos seus ritos pagãos. Isso deixou Neemias bastante irritado, a ponto de agir de forma violenta contra alguns deles (Ne 13:25).
Não é muito diferente na igreja hoje. Há jovens em nossas congregações que se enamoram não crentes, imaginando que no relacionamento poderão ganhá-los para Jesus, como se o namoro fosse uma forma adequada de evangelismo. Essa “estratégia” não tem o apoio do Senhor, até porque o nosso testemunho fala mais alto quando obedecemos a Deus, e não quando o desobedecemos em assuntos tão importantes como esse.
Portanto, o motivo para proibirem o casamento misto não era racial, mas espiritual. A questão não era preconceito racial, mas pureza doutrinária. A mistura de credos levaria ao afrouxamento das relações com Deus. Esdras (Ed 9:1-3), Neemias (13:23- 29) e Malaquias (Ml 2:10-16) confrontaram esse problema de forma firme depois do cativeiro babilônico.
Os casamentos mistos foram tão sérios em Israel que até filhos de sacerdotes se casaram com mulheres estrangeiras (Ed 10:18; cf Ne 13:28). Isto quase atingiu fatalmente o coração da religião judaica. Um dos filhos de Joiada, filho do sumo sacerdote Eliasibe, casou-se com uma filha de Sambalate, o grande inimigo dos judeus (cf Ne 13:28).
Portanto, o princípio espiritual de se evitar o casamento misto é lealdade a Deus. Essas uniões mistas com estrangeiros pagãos eram condenadas pela lei (Ex 34:12-16; Dt 7:3; Ed 9:12,14), mas era permitida quando o estrangeiro era convertido a Deus. Rute, por exemplo, sendo moabita, casou-se com Boaz e tornou-se membro da família genealógica do Messias.
III. RESPONSABILIDADE MINISTERIAL ACERCA DO CASAMENTO
1. O jugo desigual.
O povo de Israel havia prometido não permitir que seus filhos se casassem com pagãos (Ne 10:30). Mas na ausência de Neemias o povo havia se casado com pagãos, desobedecendo, ostensivamente, a aliança que havia previamente firmada com Deus. Neemias ficou indignado com a desobediência do povo. A reação de Neemias foi bastante enérgica e contundente (Ne 13:25). Ele adotou várias medidas saneadoras tanto na administração da cidade quanto no exercício do santo ministério. Ele sabia que o povo jamais teria a benção de Deus se continuasse a misturar-se com os idólatras. O severo tratamento aplicado por Neemias aos israelitas que quebraram o pacto com Deus contrasta sua profunda fidelidade a Deus e a negligencia, desobediência e infidelidade do povo (ver também Esdras 10:3). O jugo desigual não era e nem é permitido.
Não podemos ignorar os perigos do jugo desigual. O apostolo Paulo, escrevendo sob a influência e inspiração do Espírito Santo, diz que precisamos nos separar dos incrédulos e não nos envolvermos em alianças ou sociedades com eles. Ele admoesta: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?“(2Co 6:14).
A palavrajugo” refere-se à canga, um implemento de madeira, utilizado para prender uma junta de bois pelo pescoço e ligá-los à carroça ou ao arado. Se alguém tentasse prender um boi com uma mula por meio do jugo, o resultado seria desastroso, pois eles não trabalhariam bem em conjunto (ler Dt 22:10). Dois bois ou duas mulas seriam bons, mas as diferenças de temperamento e de tamanho entre bois e mulas não permite combinar os dois. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui exemplos como namoro, casamento, sociedades nos negócios, associações voluntárias (clubes, etc.) por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. As amizades íntimas com as pessoas erradas também devem ser evitadas.
2. As consequências do jugo desigual. O casamento é considerado um pacto entre duas pessoas e Deus (Pv 2:17; Ml 2:14). Assim, o casamento misto(jugo desigual) corrói a própria base do casamento. O lar deve ser a base da sociedade, a estrutura sobre a qual uma nação se constrói. O Novo Testamento testemunha contra o casamento de cristãos com incrédulos. Como já frisei acima, Paulo pede aos cristãos que se casem “somente no Senhor“(1Co 7:39). Hoje, porém, como em outras épocas, alguns cristãos tentam apresentar boas justificativas, imaginando que conseguirão levar o cônjuge incrédulo a Cristo. Todavia, isso raramente acontece, e os filhos tendem a seguir o caminho do cônjuge não regenerado, à semelhança das crianças israelitas do tempo de Neemias, que não possuíam quaisquer referencias espirituais. E muitos, que no inicio era cristão, com o decorrer do tempo se tornam apóstatas por influencia do outro cônjuge descrente.
Querido irmão, tudo aquilo que não contribui em coisa alguma para nossa aproximação com Deus deve ser evitado. Portanto, quando formos meditar sobre esta ou aquela conduta, lembremo-nos que o que está em jogo é o nosso relacionamento com Deus e que Deus quer que nós nos santifiquemos.
3. Uma recomendação sempre atual. Com relação ao casamento misto, o rev. Hernandes Dias Lopes aponta três possibilidades: (1) o cônjuge incrédulo não se converter; (2) o cônjuge incrédulo converter-se; (3) o cônjuge crente afastar-se da igreja. Setenta e cinco por cento dos casamentos mistos tornam-se experiências amargas para o cônjuge crente. Você teria coragem de pegar um vôo para determinado destino sabendo que naquela rota 75% dos vôos estão caindo? Você se aventuraria num casamento misto, sabendo que 75% por cento deles estão naufragando ou enfrentando sérios problemas?
Os jovens precisam se acautelar nessa área vital da vida. Creio que todo jovem crente precisa observar alguns aspectos antes de dizer sim no altar. A pessoa com quem vai se casar já nasceu de novo? É uma pessoa que tem caráter aprovado? Ela possui valores familiares sólidos? É uma pessoa que respeita os pais? Ela respeita você? Essa pessoa ama você e demonstra isso em palavras e atitudes? Seus pais apóiam esse relacionamento? As pessoas que acompanham você testificam positivamente acerca desse relacionamento? Pense nisso!
Sejamos cautelosos e prudentes ao tomarmos decisões que influenciarão as nossas vidas para sempre. A exemplo de Neemias, oremos ao Senhor, pedindo-lhe que venha abençoar e purificar o seu povo(Ne 13:29)!
CONCLUSÃO
Água e óleo não se misturam,
porque são substancias heterogêneas. Com os casamentos mistos acontece a mesma coisa, ou seja, humanamente pode haver uma ligeira impressão de unidade, mas Deus não vê assim. Isto significa que casamentos, cujos cônjuges professam fé diferente e que não tem a Bíblia como regra de fé e pratica é como água e óleo num mesmo recipiente, não há unidade. Como andarão juntos se não professam a mesma fé? Qual educação religiosa prevalecerá em relação aos filhos? Em que tipo de fé serão ensinados? Sigamos,a ordem do Senhor de não contrair matrimonio com os infiéis, para que tenhamos uma família abençoada por Ele. Amém?
Publicado em 13 de Dezembro de 2011
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:William Macdonald – Comentário Bíblico popular(Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
Revista Ensinador Cristão – nº 48.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico Beacon – CPAD.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Hernandes Dias Lopes – Neemias -o líder que restaurou uma nação
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