Aula 10 – UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA

A Paz de Cristo amados irmãos segue abaixo mais um subsidio para os que gostam de estudar a Palavra de Deus.

Aula 10 – UMA IGREJA VERDADEIRAMENTE PRÓSPERA

                  Texto Básico: Ap 3:7-22; Salmo 73

“A quem tenho eu no Céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti”(Sl 73:25)
 INTRODUÇÃO
A maioria dos que cristãos diz ser imagina que uma igreja verdadeiramente prospera é aquela repleta de bens materiais; aquela cujos membros estejam empapados de riquezas materiais; aquela que se vangloria de que no rol de seus membros não existe pessoas desprovidas de bens materiais suficientemente notáveis. Todavia, no Novo Testamento, a primazia do povo de Deus não está voltada para os bens materiais, mas predominantemente aos espirituais. Aliás, no Novo Testamento não há sequer um versículo de promessa de abundância material para os que esperam pela vinda de Cristo. Se observarmos com cuidado o Novo Testamento, no tocante à vida na Igreja, com suas práticas e desafios, veremos que há mais referências para que tomemos cuidados com as riquezas do que o incentivo à busca delas. Como estes: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1Tm 6:9); “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos” (1Tm 6:17); “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam”(Mt 6:19); “…vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres…”(Mc 10:21). Portanto, a teologia da prosperidade jamais pode afincar parâmetros para avaliar uma igreja verdadeiramente próspera. A Bíblia Sagrada, essa sim, tem os parâmetros indicativos de uma igreja verdadeiramente próspera.
Nesta aula, vamos aprender o que é uma igreja verdadeiramente próspera tomando como exemplo paralelo a igreja apóstata dos nossos dias: a “igreja de Laodicéia”, referida em Ap 3:14-18. Nos nossos dias muitos crentes passaram a encarar a sua fé como um meio de enriquecimento, como um mecanismo de prosperidade material e, com isto, desviam-se dos objetivos traçados pelas Escrituras Sagradas. Muitos não querem saber de buscar a Deus para ter bens espirituais (a verdadeira prosperidade da igreja) – para serem instrumentos de salvação e de aperfeiçoamento de outros crentes -, mas querem enriquecer com campanhas, “sacrifícios”, fogueiras “santas”, etc. São pessoas que vivem como os gentios, que têm as mesmas preocupações e propósitos que os gentios e que, portanto, pertencem a este vasto grupo onde o amor está esfriando pelo aumento da iniquidade e que, buscando a riqueza material, não vê que se comportam como “pobre, desgraçado e nu”, qual a igreja de Laodicéia.
I. O ESTADO ESPIRITUAL DA IGREJA MEDE SUA PROSPERIDADE
A verdadeira prosperidade não é sinônimo de riqueza material, como muitos pensam. Nem sempre uma igreja rica pode ser considerada como próspera e, da mesma maneira, não podemos dizer que uma igreja pobre materialmente não possa ser próspera. É o estado espiritual da igreja que mede se ela é verdadeiramente próspera. Vejamos alguns exemplos:
1. O Novo Testamento menciona que algumas igrejas eram pobres (2Co 8:2; Ap 2:9). Os cristãos da Judéia passaram por dificuldades financeiras e foram ajudados pelos coríntios e pelos macedônios (2Co 8 e 9; Rm 15:26). Os próprios irmãos macedônios viviam em “profunda pobreza” (2Co 8:2). No entanto, o médico Lucas diz, acerca destas igrejas: “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” (At 9:31).
Algumas pessoas, dentre tantos outros exemplos bíblicos, que, apesar de serem pobres, foram prósperas e cumpriram os propósitos divinos:
2. Jesus é o maior exemplo, pois Ele veio a este mundo e viveu como pobre (Zc 9:9). O barco onde ele ensinava as multidões, não era seu (Lc 5:3); O jumentinho no qual ele entrou montado em Jerusalém, também não era seu (Lc 19:30-35) e Ele mesmo disse que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8:20). Quando precisou pagar o imposto, não tinha dinheiro algum, por isso mandou que Pedro fosse buscar a moeda na boca do peixe (Mt 17:27). Nem por isso, Ele deixou de ser próspero, pois cumpriu sua missão e foi exaltado por Deus (Ef 1:20,21; Fp 2:9).
3. O apóstolo Paulo também sofreu muito e passou por muitas necessidades (2Co 11:24-33). Algumas vezes precisou de auxílio dos irmãos (Fp 4:10-19). Escrevendo aos filipenses ele disse que aprendeu a estar contente com o que tinha. Sabia ter abundância e sabia também padecer necessidade (Fp 4:12-13). Mesmo assim, ele foi um homem próspero. Mesmo sem dispor de Rádio, Televisão, Internet e meios de transportes modernos, pôde ganhar milhares de vidas para Cristo, fundar dezenas de igrejas, treinar obreiros e, através de suas epístolas, contribuir para a edificação das igrejas em todo o mundo.
II. CARACTERISTICAS DE UMA IGREJA QUE NÃO É PROSPERA
Percebe-se nestes últimos tempos que há duas igrejas intitulando-se seguidoras de Cristo: a de “Filadélfia” e a de “Laodicéia”. Independente de denominação religiosa, os cristãos dessas duas igrejas estão andando juntos.
A primeira – a Igreja de Filadélfia: perseverante, fiel, que guarda a Palavra de Deus e não a nega; que suporta a oposição do mundo, resistindo à conformação às tendências malignas da igreja apóstata e perseverando na lealdade a Cristo e na verdade do evangelho.
A segunda – a igreja de Laodicéia – a igreja apóstata: morna, miserável, pobre, cega e nua. Esta igreja quer ser salva, mas não quer viver como salva; quer ser cristã, mas não quer levar a cruz; quer ir para o céu, mas não admite andar pelo caminho estreito; prefere sermões requintados de palavras boas, menos doutrina; diz que tem o Espírito Santo, mas não permite alguém glorificar a Deus; abandona a idolatria, mas idolatra seus próprios bens; não aceita as músicas mundanas, mas traz música mundana para dentro da igreja; rejeita a doutrina dos nicolaítas, mas permite seus crentes viverem em fornicação, adultério, etc. Para esta igreja, que é rica materialmente, que tem como principal doutrina a “teologia da prosperidade”, Jesus diz que ela é: “… desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”(Ap 3:17).
Vejamos, a seguir, algumas características desta igreja:
1. “Mornidão” espiritual. “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”(Ap 3:15,16). Esta é a descrição da condição espiritual da igreja de Laodicéia, a igreja pobre espiritualmente. O resultado da mornidão era terrível: por causa desta mornidão, aquela igreja seria vomitada pelo Senhor, ou seja, lançada fora da presença de Deus.
Morno” significa “aquela temperatura que varia entre o quente e o frio”, “pouco aquecido”, “que demonstra pouca energia, pouca intensidade”, “desprovido de calor, de efervescência, de vida”. Também, a “mornidão espiritual” é o resultado da mistura que o homem provoca entre coisas que são de natureza completamente oposta. Assim como o quente e o frio são contrários e não podem ser misturados sem dano, também o santo e o profano, o puro e o impuro, o certo e o errado não podem ser misturados sem dano espiritual. A “mornidão espiritual” é, portanto, o resultado da mistura entre o puro e impuro, o limpo e o imundo, entre o santo e o pecaminoso, um comportamento que sempre foi abominável aos olhos do Senhor (Ez 22:26).
2. Fraqueza espiritual. A fraqueza espiritual apresenta-se sempre quando alguém se acha forte, quando diz para si e para todos quantos o cercam de que está bem, de que não precisa de coisa alguma que venha da parte de Deus. Quando alguém se considera forte é porque está fraco espiritualmente. A fraqueza espiritual não se demonstra por falta de vigor, mas se apresenta como arrogância, como soberba, como auto-suficiência diante de Deus.
A fraqueza espiritual da igreja de Laodicéia mostra-se logo no início de suas afirmações. Aquela igreja, a começar do seu anjo (isto é, do seu dirigente), enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca soberba: “Rico sou e de nada tenho falta” (cf. Ap 3:17). Ora, é nesta tola manifestação que se verifica a fraqueza espiritual. Ao dizer que não precisava de coisa alguma, aqueles crentes mostravam o seu estado de “mornidão espiritual”, pois só temos força espiritual quando reconhecemos a nossa insignificância, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. O servo de Deus que é espiritualmente forte, como Paulo, é forte porque reconhece que é fraco. O verdadeiro forte espiritual é aquele que se manifesta como o salmista: “Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim”(Sl 40:17a).
3. Sentimento de auto-suficiência. “Rico sou e de nada tenho falta”. É a expressão que dá início à “mornidão espiritual”. É o primeiro fator que é apontado pelo Senhor Jesus na identificação da “mornidão” da igreja de Laodicéia, que resultaria no seu vômito da boca do Senhor.
“Querer ser igual a Deus” foi sempre o grande mal do ser humano. “Querer ser o dono do seu nariz”, “querer tomar conta da sua vida”, é a grande mentira que o diabo tem contado a milhões e milhões de seres humanos e que tem levado multidões para a perdição. Há um grande risco quando alguém, tendo conhecido a Cristo e O aceitado como seu único e suficiente Senhor e Salvador, começa a entender que pode servir a Deus “do seu jeito”, “à sua maneira”.
Rico sou e de nada tenho falta”, ou seja, “não preciso fazer isto ou aquilo para me salvar”, “tal e qual exigência da Bíblia não vale mais para o nosso tempo”, “isto era naquele tempo, agora não é necessário”, “isto não faz mal, é implicância da igreja (ou do pastor)”.Estes são sentimentos de auto-suficiência expostos por pessoas que pertencem a uma igreja “morna espiritualmente”, e que tem levado muitos, mas muitos mesmo, à perdição. A proliferação de movimentos religiosos nos dias em que vivemos, em especial de denominações ditas evangélicas, é, em grande parte, consequência deste sentimento de auto-suficiência.
II. CONSEQUÊNCIAS DA POBRESA ESPIRITUAL DA IGREJA APÓSTATA
Em Sua carta à igreja de Laodicéia, o Senhor Jesus mostra as tristes consequências da igreja apóstata, que busca as riquezas materiais em detrimento às espirituais. Ele afirma que, por causa da mornidão, vomitaria da Sua boca aquela igreja, ou seja, lançá-la-ia fora da Sua presença, um gesto extremo e drástico, mas que revela quão abominável para o Senhor é esta situação espiritual, situação em que, lamentavelmente, se encontram muitos, mas muitos mesmos, dos que cristãos se dizem ser.
1. A “desgraça”. Jesus disse que aquela igreja era desgraçada, ou seja, não tinha a graça de Deus. Quando se acha que é rico e que de nada se tem falta, a pessoa simplesmente rejeita a graça de Deus e que é o homem sem esta graça? Uma igreja sem a graça, uma igreja “desgraçada” é uma infeliz, é uma coitada, é um ser que somente merece a condenação eterna, ser lançada fora da presença do Senhor e habitar, para todo o sempre, pela sua petulância e atrevimento, nas trevas exteriores, onde há pranto e ranger de dentes (Mt 8:12; 22:13; 25:30).
2. “Miséria espiritual”. O “morno” é um miserável, porque nada tem, não vale coisa alguma, é desprezível, tem falta de tudo. Por isso, aliás, os “mornos espirituais” estão a correr atrás de fama, posição social, dinheiro e emoções as mais variadas, entrando no círculo vicioso do hedonismo, da filosofia dos prazeres, que domina os nossos dias. Por que muitos crentes estão buscando, a todo custo, uma “alegria carnal”, emoções e “sentimentos fortes”, indo de um lado para outro para saciar a sua alma? Porque são miseráveis, não têm coisa alguma, estão vazios, desprovidos de qualquer espiritualidade.
3. “Pobreza espiritual”. Jesus diz ao dirigente da igreja de Laodicéia (que representa toda a igreja, até porque, nesta carta, o Senhor, ao contrário de outras cartas, não faz qualquer ressalva ou exceção, dando a entender que não havia ali qualquer remanescente fiel) que ele era pobre. Esta pobreza não deve ser confundida com a “pobreza de espírito”, que o Senhor aponta como sendo a primeira bem-aventurança (Mt 5:3) – pobreza esta que nada mais é que o sentimento de dependência de Deus, ou seja, exatamente o contrário da auto-suficiência, da arrogância apresentada pelos laodicenses.
A “pobreza espiritual” apontada pelo Senhor Jesus na igreja de Laodicéia é a situação de carência, de falta de tudo pela ausência de Deus na vida. Os laodicenses diziam que eram ricos, que não tinham falta de coisa alguma, ou seja, rejeitavam qualquer ajuda de Deus, não queriam pedir-lhe coisa alguma. Por causa disso, como não se submeteram ao Senhor, como não lhe pediram coisa alguma, nada tinham. Eram pobres, carentes, despidos de qualquer riqueza espiritual.
Hoje, a igreja paralela à Igreja Fiel, não mais se vê a operação do poder de Deus. Desapareceram os sinais e maravilhas. Não há mais batismo com o Espírito Santo nem a manifestação dos genuínos e autênticos dons espirituais. Em seu lugar, aparecem “inovações”, as “neobesteiras pentecostais”. O poder de Deus é trocado pelo misticismo barato e debalde, fruto de muito bem elaboradas técnicas de domínio das mentes, naturais e, não raras vezes, demoníacas. Não há mais pregações ungidas pelo Espírito de Deus e, como resultado, não se tem mais conversões nem crescimento espiritual dos crentes. O louvor que  aproximava de Deus, que fazia o povo chorar e glorificar a Deus, que quebrantava os corações, foi substituído pelos balanços carnais, pelas músicas exaltadoras dos intérpretes e instrumentistas, que animam as danças e coreografias, que transformam os cultos em shows e entretenimentos. O convite ao pecador para se arrepender dos seus pecados foi trocado pela oferta de sensações e de riqueza material, a renúncia de si mesmo deu lugar à auto-exaltação e auto-afirmação diante de Deus, a ponto de se “exigir direitos” e “fazer determinações” ao Senhor Todo-Poderoso. Que miséria!
4. “Cegueira espiritual”. A cada dia que passa multidões e multidões passam a praticar verdadeiras abominações em nome de Deus ou a pretexto de servi-lo. Um sem-número de inovações e modismos chegam, instalam-se e conquistam o coração e a mente de muitos crentes, vários deles com anos e anos de fé. Como explicar isto? É a cegueira que resulta da “mornidão espiritual” em que estes se encontram.
5. “Nudez espiritual”. A nudez representa a perda da santidade, a perda da separação do pecado. Não é por outro motivo que o Senhor, ao se referir ao remanescente fiel nas igrejas da Ásia Menor, sempre diz que estes servos usavam vestes brancas (Ap 3:5,18). Só podem estar diante de Deus aqueles cujas vestes estiverem brancas (Ap 4:4; 7:9,13). A nudez está vinculada à prática do pecado, à traição diante de Deus, à prostituição espiritual (cf Lm 1:8; Ez 16:36,37).
6. Perdição Eterna. Jesus disse que vomitaria da Sua boca essa igreja por causa do seu triste e lamentável estado espiritual. Por isso, a igreja de Laodicéia é o tipo da chamada “igreja apóstata” ou “igreja paralela”, a igreja que, por causa de seu desvio espiritual, não será arrebatada no glorioso Dia da vinda do Senhor Jesus Cristo. Como se costuma dizer, em meio a tantas denominações, convenções, ministérios e comunidades, só há, diante de Deus, duas igrejas: a que vai ser arrebatada (“a que vai subir”) e a que não será arrebatada (“a que vai ficar”). A igreja de Laodicéia representa esta igreja que vai ficar, que não será levada pelo Espírito Santo ao encontro do Senhor nos ares.
III – O QUE É A VERDADEIRA PROSPERIDADE
A verdadeira prosperidade não se limita a posse dos bens terrenos, mas principalmente no reconhecimento e na aquisição dos bens espirituais e eternos. No sermão do monte, dirigido à Igreja Fiel, Jesus faz questão de mostrar que o que levará os homens a glorificar a Deus por causa dos seus discípulos, não é, como ocorria com Israel, a prosperidade materialmas, sim, a presença de boas obras (Mt 5:16). Enquanto Israel engrandeceria o nome do Senhor por intermédio de bênçãos materiais (Dt 28:10), a Igreja levaria as nações a glorificarem a Deus pela sua conduta, pelo seu comportamento, por ser luz do mundo e sal da terra.
1. A verdadeira prosperidade é ter a Deus como Bem maior
·        O versículo 25 do Salmo 73 expressa a verdadeira prosperidade do homem: Deus como o seu Supremo Bem, assim como o seu mais sublime desejo – “A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti”. É o mesmo anseio de Davi (Sl 42:1,2) e de outros fiéis da história que se sentiram inquietos pela necessidade da presença do Deus vivo! Que outro bem maior pode o homem ter além de Deus?
·         Quando a multidão estava abandonando a Cristo, e não queria mais segui-lo, Ele perguntou aos discípulos: Quereis vós também retirar-vos? Ao que Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:67,68). A resposta de Pedro é digna de bastante atenção. Com efeito, ele disse: “Senhor, como podemos te deixar? Tu ensinas as doutrinas que conduzem à vida eterna. Se nós te deixarmos, não há mais ninguém a quem poderíamos seguir. Deixar-te seria selar nossa condenação”. Para Pedro, Deus era o seu bem maior.
·         O apóstolo Paulo disse: “O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” (Fp 3:7,8). Paulo apresenta sua grande renúncia. Ele relaciona aqui seus “lucros e perdas”. De um lado, lista as coisas que acabou de mencionar, que para ele haviam sido vantajosas e podem ser consideradas lucro. Do outro lado, escreve apenas uma palavra: Cristo. Comparado com o grande tesouro que havia achado em Cristo, todo o resto é como nada. Ele até os considera “perda por causa de Cristo”. Todo o ganho financeiro, todo o ganho material, todo o ganho moral, todo o ganho religioso – tudo resulta em nada quando comparado com o seu grande ganho em Cristo. Para Paulo, Cristo era o seu bem maior. E pra você?
2. A verdadeira prosperidade é possuir riquezas espirituais
·         O apóstolo Paulo nos exorta a buscar e a pensar nas “coisas que são de cima” (Cl 3:1,2).
·         Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinham autoridade para curar em nome de Jesus (At 3:1-6).
·         A igreja de Laodicéia era materialmente rica, mas vivia em miséria espiritual. Por isso, foi repreendida pelo Senhor Jesus (Ap 3:17-18). Enquanto que a igreja de Esmirna vivia em pobreza, e o Senhor Jesus disse que ela era rica (Ap 2:9).
3. A Verdadeira Prosperidade significa êxito, triunfo. A prosperidade verdadeira é o triunfo, o êxito em alcançar o fim da nossa féa salvação da nossa alma (1Pe 1:9). Eis o motivo pelo qual Asafe, quando via apenas os bens materiais acumulados pelos ímpios, quase se desviou da fé (Sl 73:2), mas, ao entrar no santuário de Deus, pôde entender o fim (Sl 73:17), ou seja, o verdadeiro triunfo, o verdadeiro êxito, que é o de obter a salvação da vida na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somente neste fim, diz o profeta Malaquias, veremos a diferença entre o justo e o ímpio (Ml 3:18), entenderemos quem, na verdade, é o exitoso, o triunfante, pois de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8:36).
O apóstolo Paulo disse: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele” (1Tm 6:7). E o escritor da Epístola aos Hebreus, disse: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13:14).
CONCLUSÃO
Diante do que foi exposto, quero parafrasear Asafe, autor do salmo 73, com relação aos versículos 25 e 26: “Para mim, é suficiente saber que tenho a Ti no Céu; isso me torna um homem riquíssimo; já não tenho mais desejo de coisa nenhuma aqui na Terra. Que os perversos fiquem com suas riquezas! Quanto a mim, estou satisfeito com o Senhor. Ainda que meu corpo e meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza da minha vida e nele disponho de tudo que preciso e desejo eternidade afora”.
A verdadeira prosperidade da Igreja é Cristo. NEle repousa toda as riquezas de Deus (Ef  2:7). Com Ele, temos razões para estarmos sempre contentes, trabalhando sempre, com respeito e dignidade (Ef 4:28; 1Ts 2:9; 2Ts 3:8), mas confiando nEle que nos supre do que temos real necessidade (Mt 6:33).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog:http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 49.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico Beacon – CPAD.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Ev. Caramuru Afonso Francisco – A Mornidão espiritual.

Fonte: http://luloure.blogspot.com/2012/02/aula-10-uma-igreja-verdadeiramente.html e Paulo Galvão  paulos_galvao@hotmail.com

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OS DEVERES DOMÉSTICOS BIBLICAMENTE

Texto base: Colossenses 3.18-25
Deus é o autor da família e Ele sabe o que é melhor, diante disso é importante estar atentos as escrituras sagradas sobre as orientações para a família. O tempo, a cultura pode mudar, mas a palavra de Deus permanece a mesma com seus princípios.
“Existe família sem igreja, mas não existe igreja sem família e igreja sadia é sinal de família sadia.”

3.18 – A Bíblia orienta a submissão (a palavra grega traduzida submeter (Hupotasso) é a forma contínua do verbo) ao marido no Senhor, ou seja, em tudo aquilo que não contraria ao Senhor a mulher deve ser submissa. A mulher reconhece o marido como cabeça e o respeita como aquele que tem a responsabilidade sobre o lar (Gn 2.16,17; Ef 5.22-24,33; 1Tm 2.12; 1Pe 3.5,6; 1Co 11.2,3).

3.19 – O marido deve amar a esposa, se entregar por ela como Cristo deixou o exemplo feito pela igreja mostrando na prática com obras (Ef 5.25-29, 33).

Deveres do marido:
Segundo a lei judaica, eram dez as obrigações que o marido tinha que cumprir em relação a sua mulher.

1Co 7.3 – “Pagar” o que é devido à mulher, ou seja, aquilo que é de direito dela receber.

1Pe 3.7 – Viver com ela com entendimento e honrando-a para as que as orações não fiquem sem respostas. Assim como a mulher não devem desonrar o marido frente outras pessoas, assim o marido da mesma forma

1Tm 3.4 – Deve governar a sua casa, tendo os seus filhos sob disciplina com o respeito (Hb 12.7-9) última palavra é do marido não por imposição.

1Tm 5.8 – Amar a Deus sobre todas as coisas, depois a família cuidando dela em tudo. Não se pode fazer a obra de Deus e se esquecer da família.

3.20 – Os filhos devem obedecer e honrar aos pais em tudo o que convém ao Senhor, pois isso agrada a Deus (Ef 6.1-3). Não existe idade para parar de obedecer e honrar aos pais.

3.21 – Os pais não devem irritar aos seus filhos, para que não ocasione em desânimo (Ef 6.4). Ensinar os filhos no caminho em que deve andar em todo o tempo (Pv 22.6; Dt 6.6-9).
3.22,23 – Os trabalhadores são orientados a obedecer aos seus superiores não por vista, mas com sinceridade de coração, como se estivessem fazendo ao Senhor (Ef 6.5,6; 1Tm 6.1,2) por isso devemos fazer o melhor e nos aperfeiçoar sempre.

3.24-25; 4.1- Deixa-nos uma lição interessante que haverá recompensa para toda obra e que devemos sempre lembrar que temos um superior. Por isso os senhores deveriam tratar a todos com justiça sem acepção de pessoas.

Diante destes textos bíblicos é necessária uma reflexão se a família está glorificando a Deus em seu viver e estrutura. Paulo e Pedro foram usados por Deus para deixar várias orientações justamente pelo fato da família formar a igreja. Voltemos as nossas raízes cada um no seu papel original dentro da família e seremos mais que vencedores.

Estudo elaborado pelo Diác. Robson G. Santos, Colina – Cariacica (ES).

Fontes:
Bíblia de ajudas adicionais;
Dicionário Bíblico – João Batista Ribeiro Santo – Editora Templus.

Aula 09 – DÍZIMOS E OFERTAS

Texto Básico: 2Corintios 9:6-8

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria”(2Co 9:7).

INTRODUÇÃO
Todos os recursos financeiros que as igrejas evangélicas, comprometidas como reino de Deus, retém são advindos dos seus membros e congregados. É bom ressaltar que a igreja evangélica não recebe subsídios estatais para se manter. Para que se mantenham, pagando contas lícitas, como energia elétrica e água, entre outros, como também realizar manutenção dos templos, prestar serviços sociais e desempenhar a pregação do evangelho, a igreja depende da contribuição financeira trazidas pelos fiéis, em obediência à Palavra de Deus.
Caro irmão, você contribui financeiramente para a obra do Senhor? Você faz isso impulsionado pelo amor ao reino de Deus, ou por constrangimento ou por obrigação ou por interesse em barganhar com Deus? De que adianta contribuir por constrangimento ou obrigação ou mesmo por interesse? Deus não precisa do nosso dinheiro. Ele é o dono da prata e do ouro – “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl 24:1; Dt 10:14; 1Co 10:26). Logo, somos cônscios de que tudo pertence a Deus e que somos apenas mordomos, devendo prestar contas ao verdadeiro dono do universo do que nos foi dado para administrar. Temos, portanto, de contribuir impulsionados pelo amor abnegado e desinteresseiro. Um detalhe importante: Deus não está preocupado com a quantia que entregamos à sua obra, mas com o nível de desprendimento, amor e fé. Que sejamos mordomos fieis do Senhor, sabendo que “o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”(Fp 4:19).

I. DÍZIMO

1. O QUE O DÍZIMO É. Dízimo é a décima parte, um décimo de algo. Assim, se dividirmos uma laranja em dez partes, uma parte será o dízimo da laranja.

a) O dízimo é um ato de gratidão a Deus, de agradecimento pela concessão dos meios pelos quais se podem amealhar os recursos financeiros necessários à nossa sobrevivência. Quando dizimamos, estamos agradecendo a Deus, porque lhe devolvemos a décima parte do que Ele nos deu, para que a sua obra, que, como uma atividade feita entre os homens, depende de recursos financeiros para a sua manutenção, possa ser realizada. Deus tem escolhido homens e mulheres para que se dediquem ao reino de Deus, para que se envolvam com as tarefas destinadas à salvação e aperfeiçoamento espiritual das vidas e, por causa deste envolvimento, tais pessoas não têm condições de obter, para si, um sustento, de efetuar um trabalho material que lhes possa proporcionar o pão de cada dia. Quando dizimamos, estamos permitindo que estas pessoas possam continuar atendendo ao chamado do Senhor e supram as suas necessidades.
b) O dízimo é um ato de fidelidade e de compromisso com Deus. À medida que separamos parte do nosso patrimônio para o sustento da obra do Senhor, com certeza estamos demonstrando que não somos indiferentes à obra de Deus, damos uma prova concreta de que estamos comprometidos e envolvidos com os planos e propósitos de Deus para a humanidade. A fé sem obras é morta (Tg 2:17) e, quando dizimamos, estamos praticando uma atitude que mostra que temos uma verdadeira fé, revelamos que amamos a Deus.

2. O QUE O DÍZIMO NÃO É

a) O dízimo não é um investimento, como muitos têm pregado por aí. Não devemos dizimar visando obter maiores lucros, como se o dízimo fosse uma aplicação financeira ou um investimento de grande retorno. Os teólogos da prosperidade têm, muitas vezes, dito que o dízimo ou “o sacrifício” (como muitos têm denominado a contribuição bem superior à décima parte, envolvendo, não poucas vezes, todo o patrimônio de alguém, “o seu tudo”, como dizem) é o caminho mais rápido e eficaz para a riqueza e para a ampla prosperidade material. Mas, dízimo não é investimento, nem um modo santo de se canalizar a ganância, algo que é próprio dos mais miseráveis de todos os homens (1Co 15:19).

b) Dízimo não é uma fonte de obrigações para Deus. Muitos acham que, dizimando, criam para Deus obrigações. Assim, entregam seus dízimos porque, assim, Deus estaria obrigado a lhes dar bênçãos de prosperidade material, de saúde ou, até mesmo, de salvação. Pensam que o dízimo vincula Deus a seus caprichos, desejos e aspirações. Deus é soberano e não deve satisfação à sua criação, de modo que é totalmente enganoso esse ensino. Deus não tem que dar satisfação a ninguém, a não ser a Ele mesmo.

c) Dízimo não é meio de salvação. Todo salvo é dizimista, mas nem todo dizimista é salvo. Querer dizer que, com a entrega do dízimo, estaremos dando passos importantes para a nossa salvação é o mesmo que dizer que, pelas obras, nós seremos salvos. É ressuscitar o odioso conceito da doutrina das indulgências que fez com que Deus levantasse homens como Martinho Lutero para recuperar a santidade e a biblicidade na Sua Igreja.

d) Dízimo não é um meio de enriquecimento de inescrupulosos e mercenários da fé. Muitos têm se aproveitado da doutrina do dízimo para amealharem riquezas e fazerem do evangelho um negócio rentável e cada vez mais crescente. Esta possibilidade não passou despercebida do Senhor que, em Sua Palavra, já nos primórdios da fé cristã, já advertia os crentes que muitos seriam feitos negócio com palavras fingidas de pessoas inescrupulosas (2Pe 2:3). Certamente, para esses falsos pastores que escandalizam o reino de Deus, Jesus diz: “… ai daqueles por quem vierem os escândalos! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse lançado ao mar” (Lc 17:1,2).

e) Dízimo não é um meio de logro dentro da igreja. Muitas pessoas acham que, por entregarem fartos dízimos têm o direito de opinar ou de estabelecer as diretrizes para o ministério da igreja local. Na verdade, há, mesmo, ministros do Evangelho que dão satisfações ou procuram agradar um determinado grupo na igreja local por causa do papel que eles representam no sustento seu e da obra do Senhor. Todas estas atitudes são amplamente reprovadas pelas Escrituras, que não admitem a acepção de pessoas e tratam aos que assim procedem como pecadores (Tg 2:1-9). Os dons divinos não se adquirem nem se exercem por dinheiro (At 8:18-23).

3. O DÍZIMO NA BÍBLIA

1. Na época dos patriarcas. Não temos relato de alguma regra sobre dízimos antes da lei de Moisés. Sabemos que Abrão pagou a Melquisedeque o dízimo (10%) dos despojos de uma vitória militar (Gn 14:18-24). Neste caso, Deus não nos revelou o motivo e não falou se era ou não o costume de Abrão dar o dízimo de tudo que recebia. Se houve alguma lei atrás disso, exigindo que Abrão desse o dízimo, as Escrituras não a relatam.
É bom ressaltar que Abraão não usou o Dízimo como um instrumento de troca, não deu para receber, não deu para ser abençoado, ele usou o dízimo como instrumento de gratidão, ele era abençoado –E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era Sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abraão do Deus Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E deu-lhe o dízimo de tudo(Gn 14: 18-20). As pessoas que alegam algum tipo de lei geral do dízimo com base neste texto bíblico estão ultrapassando a Palavra do Senhor.
Jacó foi outro patriarca que pagou o dízimo antes da lei mosaica – E Jacó votou um voto, dizendo: se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestido para vestir, e eu tornar em paz à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus… E de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo(Gn 28:20-22). Aqui, o texto trata de um voto, ou uma obrigação que a própria pessoa assumiu, e nada diz de lei ou dever imposto por Deus. Ao contrário do que muitos pensam, ele não disse “se eu ficar rico”, ou “se eu ganhar muito dinheiro”. Não foi esta a sua oração. Ele pediu a Deus o básico, as condições necessárias para a sua sobrevivência: alimento e roupa. Ele prometeu dar o dízimo “de tudo quanto me deres”, ou seja, pouco ou muito. O Dízimo nunca teve o objetivo de ser um instrumento para gerar riquezas. Ele deve ser exercitado como uma prova de obediência e de fé.

2. Na Lei de Moisés. É incontestável que o Dízimo é um mandamento ordenado pela Lei aos filhos de Israel, para que cumprissem o pagamento de 10% sobre toda produção da terra e toda criação de animais (ver Lv 27:30-34).
Os dízimos são mencionados em mais de 20 versículos, de Levítico a Malaquias. Todas essas citações se referem ao povo de Israel. O trecho de Malaquias 3:6-12, frequentemente citado em algumas igrejas, hoje em dia, para obrigar as pessoas a dar o dízimo, refere-se a um povo material (os israelitas), que habitava numa terra material (Israel) onde produzia frutos do campo e tinha obrigação de dar os dízimos. Assim fazendo, este povo seria abençoado materialmente por Deus. Quando o povo não deu a devida importância aos dízimos, foi repreendido pelo Senhor por meio do profeta Malaquias. Desta feita, quem utiliza as palavras de Malaquias para fazer regras sobre dízimos, hoje, está distorcendo as Escrituras. A igreja de Jesus é um povo espiritual que habita no Espírito e recebe bênçãos espirituais.

2.1. VEJA OS MOTIVOS DA EXIGÊNCIA DO DÍZIMO AOS FILHOS DE ISRAEL:

a) Para o sustento da tribo de Levi que não recebeu herança. Depois de os filhos de Israel saírem da terra do Egito, após peregrinarem 40 anos pelo deserto chegaram à terra de Canaã, prometida por Deus, por intermédio de Moisés, às 12 tribos de Israel. A cada tribo, o Senhor concedeu as respectivas possessões de terras. Somente à tribo de Levi, não foi permitido por Deus que se distribuísse qualquer posse – Pelo que Levi não tem parte nem herança com seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor teu Deus lhe disse“(Dt 10:9). “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação” (Nm 18:21). “Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão” (Nm 18:24).

b) Auxiliar os necessitados (ver Dt 14.28,29). No terceiro ano, devia usar os dízimos na sua cidade, para alimentar o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva. Vemos aqui como o Senhor prioriza os pobres e necessitados. “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu beneficio”(Pv 19:17).

3. O Dízimo como mandamento (ler Lv 27:30-33) –Estes são os Mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai”(Lv 27: 34). O Dízimo está incluso nos mandamentos ordenados pelo Senhor. Tendo sido incluso na Lei, o Dízimo se tornou uma obrigação legal. O não cumprimento de uma obrigação legal é crime em qualquer país do mundo. Por esta razão, para Israel, reter o dízimo seria tomar para si aquilo que não era seu – o dízimo, legalmente, era propriedade do Senhor, de acordo com a Lei de Israel. Por esta razão, Israel quando deixou de entregar os Dízimos, no tempo de Malaquias, foi acusado de estar roubando o Senhor -“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas”(Ml 3: 8). Não cumprir a Lei perante os homens é crime, perante Deus é pecado. Assim, de acordo com a Lei de Israel, não se pode negar que os que deixavam de dar os Dízimos estavam roubando o Senhor.

4. Na dispensação da graça, o crente pode ser considerado ladrão se não cumprir o dispositivo da lei civil judaica? Pessoalmente, e este é um pensamento nosso, não concordamos que o crente, nesta dispensação da graça, possa ser acusado de ladrão por não dar o Dízimo. Os dízimos foram incluídos na legislação civil e religiosa de Israel. Não estamos debaixo dessa legislação. Em nossas leis o dízimo não é obrigatório, é voluntário (2Co 9:7). Portanto, retê-lo não é crime. Todavia, se a Igreja entender que o não dizimista é um ladrão, biblicamente então ele deve ser excluído da Igreja. A Igreja não pode ter um ladrão confesso no rol de seus membros. De acordo com a Bíblia, o ladrão está equiparado aos adúlteros, aos sodomitas, aos efeminados (ler1Co 6: 10). Todavia, acusar um crente de ladrão pelo fato de não ser dizimista pode acarretar para o acusador problemas de ordem penal, visto que nossa legislação não contempla essa figura jurídica para caracterizar um ladrão. Pessoalmente, e este é um pensamento nosso, dar o Dízimo é uma questão de fé.
O Novo Testamento, a aliança que governa o povo de Deus nos dias atuais, não exige que todos doem 100% de suas posses, e nem estipula 10% (o dízimo) como oferta obrigatória. Devemos contribuir ao trabalho do reino de Deus conforme a nossa prosperidade (1Co 16:2), com alegria e sinceridade (2Co 8:8; 9:7), segundo proposto no coração (2Co 9:7), com generosidade (2Co 9:11) e com um espírito de sacrifício (2Co 8:5; Fp 4:18). Seguindo esses princípios, muitos discípulos de Cristo darão até mais de 10% de sua renda, mas farão isso com alegria e por livre vontade, não pela imposição de exigências humanas. Cristãos verdadeiros que fazem parte de igrejas dedicadas ao Senhor terão prazer em participar do trabalho de Deus.

II. OFERTAS


A oferta é uma demonstração material de reconhecimento da soberania divina. Pelo que podemos deduzir das Escrituras Sagradas, desde os primórdios da civilização, ainda na primeira geração de homens após a queda do Éden, havia o costume de se cultuar a Deus com a apresentação de produtos do trabalho humano, como demonstração de gratidão e de reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas. Assim, vemos Caim e Abel, os dois filhos mais velhos do primeiro casal, apresentando ofertas ao Senhor, num gesto que se infere fosse costumeiro e resultado do ensino dos pais a estes filhos. Entendemos, desta forma, que o primeiro casal tinha plena consciência de que Deus era o dono de todas as coisas e que o resultado do trabalho humano, que Deus dissera que seria penoso, era fruto da misericórdia divina que, apesar do pecado, não tinha deixado de amparar o homem.
De pronto, pois, observamos que a oferta era apenas uma demonstração material de reconhecimento da soberania divina. Deus Se agrada do gesto de gratidão e reconhecimento, do que está no coração do homem, não do que está sendo apresentado em termos materiais. Tanto assim é que, ao indagar Caim sobre sua oferta, Deus diz que ele deveria ter feito bem, ou seja, não como um mero formalismo, não como um mero ritual, mas como algo espontâneo e que proviesse do fundo da alma, pois, somente neste caso é que haverá aceitação por parte do Senhor (Gn 4:7). No Novo Testamento, este Deus que não muda nem nEle há sombra de variação (Tg 1:17), torna a nos ensinar que Ele ama àquele que dá com alegria (2Co 9:7).

A Nova Aliança coloca a oferta no contexto de um reino espiritual com uma grande e urgente missão. As contribuições feitas na igreja não são impostos pagos num sistema teocrático. No ensinamento dado aos discípulos de Cristo, não encontramos tributação obrigatória. Em contraste com as leis específicas do Velho Testamento, o Novo nos ensina sobre a importância das nossas ofertas para cumprir a missão que Deus deu à igreja. Cada pessoa verdadeiramente convertida a Cristo dará conforme as suas condições por querer participar do trabalho importantíssimo da igreja.

1. O QUE DEUS PEDE AOS CRISTÃOS.

a) Ofertas conforme a nossa prosperidade (1Co 16:1,2). Embora este trecho trate de uma necessidade específica (os santos necessitados em Jerusalém), ele ensina um princípio importante que ajuda em outras circunstâncias. As necessidades podem ser diferentes, mas a regra de ofertas continua a mesma. Devemos dar conforme nossa prosperidade. Quem não possui nada e não ganha nada não terá condições de ofertar (veja 2Co 8:12). Mas, qualquer servo do Senhor que goza de alguma prosperidade deve ofertar.

b) Ofertas feitas com amor e sinceridade (2Co 8:8-15). Paulo comenta sobre as contribuições dos coríntios: Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor; pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (vv 8 e 9). Paulo está dizendo que o motivo maior é o amor, sem negar a responsabilidade já dada por mandamento. O cristão que recusa dar, dizendo que não é mandamento, não mostra o amor que Deus pede.

A pessoa que tem prosperidade deve ofertar por obrigação? Não. O amor sincero é motivo muito maior. O amor é citado inúmeras vezes nas Escrituras como motivo para nosso serviço cristão. Isso inclui as ofertas.

c) Ofertas segundo o que tiver proposto no coração (2Co 9:7). O amor, a generosidade e a prontidão para a obra do Senhor são características do servo de Deus. Antes de ofertar o nosso dinheiro, devemos nos entregar ao Senhor (2Co 8:5).

d) Ofertas feitas como sacrifícios agradáveis a Deus (Fp 4:17-18). As ofertas do cristão não são apenas o que sobra depois de satisfazer os nossos próprios desejos. Pessoas que sempre querem receber, ao invés de procurar dar liberalmente, não servem a Cristo (veja a repreensão forte de Tiago 4:1-4). Paulo disse que as ofertas são sacrifícios. Dinheiro que poderíamos empregar em outras coisas, até coisas egoístas, será doado para fazer a obra do Senhor.

2. PERGUNTAS PRÁTICAS.

a) Quanto se deve ofertar? Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial. Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1Co 16:1,2). Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2Co 8:1-12; 9:1-9). Portanto, podemos dar 10%, ou mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus.

b) Como devem ser aplicadas as ofertas? Dinheiro dado para o trabalho da igreja deve ser aplicado exclusivamente nas coisas que Deus autorizou que a igreja fizesse. Os homens que desviam o dinheiro da oferta para criar ou manter instituições humanas ou outras obras não ordenadas pelo Senhor estão ultrapassando a doutrina dele (veja 1Co 4:6; 2João 9).

3. Alguns erros referentes à Contribuição Financeira e que devem ser evitados. São muitos os erros referentes à contribuição financeira que é entregue na Igreja Local, cometidos por pessoas até bem intencionadas, porém, sem conhecimento da Palavra de Deus. Vejamos dois.

a) É um erro pensar que o dinheiro vai ser mal aplicado. O diabo tem posto no coração de alguns que não devem contribuir porque o dinheiro vai ser mal administrado e mal aplicado pelos pastores. Por analogia, no que diz respeito aos nossos impostos, se pensarmos assim, todos deixariam de pagar. Estamos cansados de saber que o dinheiro público é roubado e mal aplicado. No entanto, temos que continuar pagando. Na Igreja Primitiva os fiéis traziam suas contribuições e “… depositavam nos pés dos Apóstolos”(Atos 4: 34). Feito isto tanto os israelitas como os crentes da Igreja Primitiva cumpriam suas obrigações. Fiscalizar a aplicação do dinheiro entregue não era função deles. Era responsabilidade dos que recebiam as contribuições. Assim, se o dinheiro das contribuições, for mal aplicado, o problema não será de quem deu, mas, será de quem aplicou mal. É preciso crer na Palavra de Deus, e ela diz: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”(Rm 14: 12). Lembremos do caso de Judas, ele era o tesoureiro. Roubou! Aplicou o dinheiro em beneficio próprio – morreu pendurado numa corda e foi para o inferno! É preciso crer na Justiça de Deus!

b) É um erro pensar que não vai contribuir por não simpatizar com o pastor. Em todas as cidades há um lugar público para a adoração, conhecido como a casa do Senhor, que, num sentido popular, chamamos de nossa Igreja, também conhecida como Igreja Local. O Senhor Jesus comparou cada membro desta Igreja a uma ovelha, e a comunidade a um rebanho. A ovelha é um animal cem por cento útil. Uma fazenda de criação de ovelhas é mantida com a lã, com o leite, com a carne e com a reprodução das ovelhas. Não é a ovelha que escolhe onde ela vai entregar sua produção, seja a fazenda grande ou pequena. Sua produção é recolhida pelos seus pastores, na fazenda onde ela vive. O mesmo acontece com nossos Impostos. Se moramos numa cidade grande e muito rica, não podemos pagar nossos impostos numa cidade pequena e pobre. Cada um paga onde reside, não importando se a cidade é rica ou pobre, gostando ou não do seu governante. Imagine se cada cidadão pudesse escolher onde pagar; não haveria estabilidade administrativa. Seria o caos. Nenhum município poderia prever sua receita. Não haveria orçamento. Portanto, pagar os tributos não é uma questão de escolha, de poder ou não confiar no governante, de gostar ou não dele. Pagar tributos é uma exigência legal.
Com a Igreja Local, a “nossa” Igreja, acontece a mesma coisa. Não importa se ela é grande e rica, ou se é pequena e pobre. É ali o seu lugar de adoração, é ali a Casa do Senhor, é ali onde você é abençoado, e é ali que você tem seus compromissos financeiros. A igreja precisa de nossa contribuição financeira para honrar os seus compromissos, que não são poucos. Pense nisso!

CONCLUSÃO

Mostremos ao Pai toda a nossa gratidão; contribuamos não para sermos abençoados, mas porque já fomos abençoados. A contribuição financeira faz parte tanto do nosso culto público como individual. A mordomia cristã estabelece como verdade que somos criaturas, Deus é o Criador; somos súditos, Deus é o Rei; somos servos ou mordomos, Deus é o Senhor – “A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém (1Pedro 5: 11).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 49.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico Beacon – CPAD.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Ev. Caramuru Afonso Francisco – Dízimos e Ofertas, uma disciplina abençoadora.

DIZIMO E OFERTAS

SURGIMENTO E SIGNIFICADO DE DIZIMO, QUAL É A ORIGEM DO DIZIMO: LATIM QUE SIGNIFICA SE APROXIMAR E OFERECER ALGO OU DÉCIMA PARTE
QUAL É O PERIODO DE ABRANGENCIA: TODO O ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
MANDAMENTO OU NÃO
Dizimo vem da palavra dizima que significa contribuir com a décima parte e tem origem no latim DIZMU. O Antigo testamento faz referencia ao dizimo 35 vezes e o Novo Testamento 10 vezes.
É interessante entender deste antemão que o dizimo nunca foi colocado para fazer por mera obrigatoriedade e sim um ato voluntaria de gratidão a Deus.
DIZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO
Dizimo no antigo testamento em um primeiro momento era separar a décima parte do produto da terra e dos rebanhos (Genesis 4.4,5). O dizimo é anterior a Abraão e Moisés não se pode datar.
·         A primeira referencia bíblica é com Abraão em Genesis 14.20 pagando do despojo da guerra (Hebreus 7. 1-9).
·         Segunda referencia bíblica é com Jacó que disse através da benção de Deus ele daria dizimo de tudo (Genesis 28.18-22).
·         O dizimo era sustento da tribo Levítica responsável pelo sacerdócio e manutenção (Deuteronômio 12.5,6; 14.28-29; 26.1-15).
·         Os levitas deveriam dar uma oferta alçada a Deus, dizimo dos dízimos (Nm 18,26; Neemias 10.38)
·         Era proibido o resgate do dizimo, pois uma vez entregue santo é ao Senhor (Levítco 27.30, 32-34);
·         O dizimo era sinal de declínio espiritual e a falta de cumprir esse mandamento impedia benções dos céus (Ageu 1. 6-10; Malaquias 3. 8-10);
DI       DIZIMO NO NOVO TESTAMENTO                                                                                                      
   
No p   No período neotestamentário o dizimo é mencionado e abordado, merecendo atenção da igreja uma vez que base da mesma é a teologia do Novo Testamento.
·         JESUS E O DIZIMO:  A prática do dizimo entre os contemporâneos de Jesus tornou-se legalista e ostentatória de falsa espiritualidade. Jesus não condenou o dizimo e sim a motivação errada nos corações (Mt 23.23,24; Lc 11.42);
·         Nas epistolas não aparece a palavra dizimo, mas está claro a contribuição deve ser de coração, não por tristeza e sim com alegria e de forma organizada (1 Co 16,2 ; 2 Co 9.7)
BIBLIOGRAFIA
Revista de Discipulado, Aluno 1, CPAD, DISCIPULO E O DIZIMO.

Pastor abandona púlpito de megaigreja e vira “sem teto”

Durante uma semana, pastor experimentou o que ser um “sem teto”


Pastor abandona púlpito de megaigreja e vira “sem teto”
O pastor Thomas Keinath, da megaigreja Calvary Temple, localizada em Wayne, New Jersey, abandonou o púlpito de sua congregação, que reúne mais de 2000 pessoas a cada domingo. A Calvary fica em um bairro rico da cidade e o pastor surpreendeu a todos quando anunciou que passaria a morar nas ruas como um “sem teto”.
Podendo escolher entre tirar uns dias pra ficar com a família ou participar de alguma conferência eclesiástica, ele passou uma semana de suas férias vivendo entre os sem-teto e mendigos de Paterson, cidade vizinha de Wayne.
Durante o dia, ele podia ser visto vagando pela cidade, parecendo apenas mais um homem sem ter para onde ir. À noite, ele se juntava a outros moradores das ruas, fazendo fogo em tonéis para manter-se aquecido enquanto as temperaturas caíam drasticamente. Várias noites ele dormiu rodeado de lixo sob o viaduto de uma estrada interestadual. Ele passou a escrever “mini-biografias”, das cerca de 50 pessoas que conheceu, para poder lembrar-se delas e de suas histórias de vida.
Por que ele fez tudo isso? Para o pastor, a explicação é simples: “Eu precisava entender o que eles estavam passando, eu precisava sentir a sua dor. Como eu poderia levar ajuda ou cura para as ruas se eu não sabia quais são as necessidades dessas pessoas?”
O pastor Keinath passou sete dias e sete noites nas ruas e agora sabe como essas pessoas pensam e a opinião que elas têm sobre as igrejas. Durante essa “semana de férias” em que viveu  na rua, teve a oportunidade de pregar e orar pelas pessoas. Ele calcula que chegou a ter cerca de 75 ouvintes nas reuniões feitas na rua. “Não havia uma pessoa sequer , seja sem teto  ou toxicodependente, que abertamente rejeitou a esperança que eu estava tentando oferecer”, disse.
Por isso, o pastor pretende mobilizar sua igreja e as outras da cidade a não olhar mais para os sem teto com uma atitude do tipo “tome um pouco de dinheiro ou comida e não me perturbe mais”. Thomas Keinath organizou em janeiro  uma vigília de oração com outros pastores no parque Barbour Park, em Paterson. O tema foi “reconstruindo os muros e restaurando nossas ruas.”
“As pessoas têm de saber que vocês [cristãos] realmente se preocupam com elas. Isso é parte do que somos como crentes no Senhor. Minha identificação com eles derrubou muitas barreiras”, disse Keinath, que já pregou em 21 nações e entende esse como seu maior desafio.
Desde que voltou ao púlpito da Calvary, as vans da igreja estão buscando e levando os sem-teto que desejam participar dos cultos de domingos. Mas isso é apenas o começo do que o pastor está chamando de “solução a longo prazo”, que inclui a construção de um centro patrocinado pela igreja que pretende “abrigar os sem-teto ao mesmo tempo ajudá-los a recuperar-se, inclusive dos vícios em álcool ou drogas”.
Segundo Keinath, que afirma ter apoio total dos membros, a Calvary está seguindo o exemplo dado pelos cristãos de Cesaréia. No início do quarto século, a cidade foi atingida por uma praga. Enquanto todo mundo estava fugindo da cidade, os cristãos ficaram para cuidar dos doentes e moribundos.
Na ocasião, o historiador da igreja Eusébio escreveu: “Durante todo o dia, alguns cristãos cuidam dos moribundos e enterram os mortos. Há um número incontável de pessoas pelas ruas que não tem quem cuide delas. Enquanto isso, outros cristãos se encarregaram de alimentar os famintos”.
“Eu sinto”, explica o pastor, “como se Deus estivesse dizendo: Voltem para suas raízes. Volte para onde as pessoas estão sofrendo hoje”.
Traduzido e adaptado de Breakpoint e Calvary Temple Wayne
Fonte: Noticias.gospelprime

CULTO GENUÍNO A DEUS

SINAIS PARA OS CRENTES E PARA OS INFIÉIS
1 Coríntios 14.14-33 / Marcos 16. 17-19

SERÁ QUE DEUS SÓ ESTÁ NO MEIO DO BARULHO? 

Neste estudo queremos abordar aquilo que é um sinal para os crentes em cultos a Deus e no seu viver diário. Mostrar também que certas ações, reuniões cristãs podem escandalizar em vez de salvar o infiel. Para efeito de informação, os Tradicionais não tem o chamado “Movimento do Espírito”, os Neo-Pentecostais admitem o “movimento do Espírito” muitos sem respaldo bíblico e os verdadeiramente Pentecostais admitem a ação do Espírito no seio da igreja porém o que é bíblico.

O apóstolo Paulo escrevendo á Igreja em Corinto, ele instruiu os em diversas situações apesar de ser uma igreja que possuía os nove dons espirituais o que chamaríamos de uma igreja avivada, havia desordens que não glorificavam a Deus.

Ao orarmos a Deus falando em línguas o tempo todo, nosso entendimento fica infrutífero (1 Co 14.14). Por isso orando ou cantando em línguas também deve ser feito com entendimento (1 Co 14.15). Segundo 1 Co 14.16 ninguém pode agradecer a Deus juntamente conosco e ser edificado sem entender o que estamos a dizer.

Paulo nos deixa o exemplo de pensar-nos outros para edificação deles ao contrário de só a nós (1 Co 14.19). Significa agir com maturidade em Cristo (1 Co 14.20).

Deus fala de diversas formas e alguns ainda não obedecem a sua palavra (1 Co 14.21). Ao contrário do pensamento moderno línguas é sinal para os incrédulos e não aos crentes (Atos 2.15.16), mas se todos falarem em línguas ao mesmo tempo será tomado como loucos pelos que não entendem e incrédulos. Porém, a profecia é um sinal para os crentes (1 Co 14.22,23)

Em Mc 16.17-19 vemos que os sinais acompanham os que crêem, ou seja, aqueles que crêem em Deus sinais o seguirão. Nós, não precisamos correr atrás de sinais de Deus uma vez que automaticamente acontecerá.

Em Atos 2.17-41 vemos que pelo sinal das línguas e pregação da palavra três mil pessoas foram salvas.

Em Atos 4.4 vemos que pelo sinal da cura e pregação da palavra (Rm 10.17) cinco mil pessoas foram salvas.

Quando há profecias os segredos do coração podem ser revelados, e assim os infiéis se prostrando, adoraram a Deus e reconhecendo Deus em nosso meio (1 Co 14.24,25).

Ao nos congregarmos é para adorar a Deus, edificação da igreja não para satisfazer nossos interesses pessoais. Por isso devemos adorar a Deus com os nossos respectivos talentos e de coração, sinceridade em espírito e em verdade (1 Co 14.26). Quando entrarmos na casa de Deus com reverência (Eclesiastes 5.1) para vermos os sinais de Deus (Mt 21.13,14).

Para reflexão
Dons espirituais não salvam ninguém e nem é garantia de salvação (Mt 7.21-23).

Não é proibido falar em línguas, no entanto o falar em alto som deveria ser com um intérprete, do contrario seria consigo mesmo e com Deus (1 Co 14.27,28).

Nesta passagem (1 Co 29-32), diz que os profetas podem controlar o momento de falar e que suas profecias poderiam ser julgados, por isso deve acontecer em ordem para que todos sejam consolados e abençoados. Porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos (1 Co 14.33)

O mover pentecostal tem ser através do Espírito e todos no mesmo intuito (Atos 2.1-3), por meio da oração todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam a palavra (Atos 4.31). O verdadeiro movimento pentecostal ou avivamento verdadeiro causa transformação da vida, não é através de corinhos mecanizados que Deus irá operar.

Estudo elaborado pelo Diác. Robson Santos, Colina – Cariacica/ES.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFESSOR DE ESCOLA DOMINICAL

I. O QUE É O PROFESSOR
a) Etimologia: O significado etimológico do vocábulo professor é bastante curioso. Trazido da palavra latina professore, denota aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte, uma técnica, uma disciplina.
b) Definição: Professor é a pessoa perita, ou adestrada, para, não somente transmitir conhecimentos, mas principalmente formar o caráter de seus pupilos.
c) Conceito pedagógico: Sempre admirável em suas proposições, Aguayo dá-nos esta belíssima definição: Professor é quem conscientemente, e com um propósito determinado, influi sobre a educação de uma comunidade. Educadores e professores são, pois, o sacerdote, o filósofo, o estadista, o magistrado, os pais, os grandes escritores e, em geral, toda pessoa que se propõe estimular, guiar e dirigir o pensamento, a conduta ou a vida dos seus semelhantes.
II. O PROFESSOR COMO INTERMEDIÁRIO
Devem os professores atuar como os reais intermediários entre os especialistas e os alunos. Esta função do mestre foi muito bem entendida pelo admirável escritor Monteiro Lobato: A função do mestre profissional fez-se cara. Tinha de ser o intermediário entre o especialista e o povo, tinha de aprender a linguagem do especialista, como este aprendia a linguagem da natureza, e desse modo romper as barreiras erguidas entre o conhecimento e a necessidade de aprender, descobrindo meios de expressar as novas verdades em termos velhos que toda gente entendesse. Isso porque se o conhecimento se desenvolve demais, a ponto de perder o contato como homem comum, degenera em escolástica e na imposição do magister; o gênero humano encaminhar-se-ia para uma nova era de fé, adoração e distanciamento respeitoso dos novos sacerdotes; e a civilização, que desejava erguer-se sobre uma larga disseminação da cultura, ficaria, precariamente, baseada sobre uma sabedoria técnica, monopólio duma classe fechada e monasticamente separada do mundo pelo orgulho aristocrático da terminologia.
III. A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL
É justamente com esse elemento tão importante da educação que os superintendentes estão lidando. Não podemos ignorá-lo, nem subestimar-lhe o valor. De nosso relacionamento com ele, dependerá todo o nosso êxito como responsáveis pelo mais importante departamento da igreja. Além disso, são os professores os intermediários entre os doutores e o povo. Na antigüidade, professor era aquele que, publicamente, professava a sua fé. Que nós professores e superintendentes de Escola Dominical jamais nos esqueçamos desse sacratíssimo dever de nosso ministério! Professemos sempre a fé no Cordeiro de Deus.
IV. OS REQUISITOS BÁSICOS DO PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL
Theobaldo Miranda Santos afirmou, certa ocasião, que o professor não é somente aquele que educa por profissão. É aquele que, por vocação, ensina. Quem pode contestar o ilustre pedagogo brasileiro? Ora, se assim deve agir o professor secular, o que não diremos acerca do professor que tem como missão ensinar a Palavra de Deus? Vejamos, a seguir, os requisitos exigidos daquele que se propõe a ensinar:
a) Vocação: É o ato de chamar. É o pendor, a disposição e a pendência para alguma coisa. Paulo comparou o ensino a uma chamada divina: De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é ensinar, haja dedicação ao ensino (Rm 12.7). A vocação ao ensino da Palavra de Deus, por conseguinte, é algo sagrado.
b) Amor ao ensino: Não basta ser vocacionado ao ensino; é necessário que se tenha pelo ensino um sacrificado amor. Os que, no magistério, vêem apenas uma fonte de renda, sentir-se-ão continuamente frustrados. Antes de mais nada, consideremos: o ensino, como todo o sacerdócio, não foi instituído para enriquecer quem o pratica, e, sim, aqueles a quem ele se destina. Jamais deve o professor esquecer-se do que disse Platão: Os que levam fachos de luz devem passá-los a outros.
c) Dedicação ao ensino: Os chineses têm um ditado: Cem livros não valem um bom professor. Basta um instante de reflexão para se concluir: cem livros não valem um professor desde que este seja dedicado ao ensino.
d) Exemplaridade moral: João Batista de La Salle, impressionado com a decadência do ensino em sua época, resolveu fundar uma escola que educasse dignamente as crianças, e cujos professores se destacassem, acima de tudo, pelo exemplo moral. Como carecemos de pessoas moralmente sadias! Se não tivermos mestres que sejam doutores na conduta, jamais poderemos alistar cristãos que sejam graduados no agir, adestrados no pensar e aptos a servir a Deus. Eis o que certa vez recomendou Raul Ferrero: Dentro e fora da escola, o mestre deve ser um paradigma de correção e de boa conduta porque a virtude se irradia sobre os demais como um exemplo vivificador. Enobrece o espírito e concede ao homem um traço de incontestável respeitabilidade. Requer, pois, o educador sólidos princípios morais e religiosos, severamente observados. Como só se pode transmitir o que se possui, o mestre, ensinando a moral, tem de vivê-la com sóbrio orgulho e inculcá-la com paternal solicitude.
e) Vida espiritual: Precisamos de professores que se dediquem amorosa e sacrificialmente ao Senhor Jesus. Não basta ter vocação ao ensino; é imprescindível o devotado amor ao Divino Mestre. Como podemos ensinar o amor a Cristo, se desconhecemos o sentido do amor divino? Ensina o pastor Antonio Gilberto: O professor espiritual e preparado completa o trabalho do evangelista ou pregador. O ensino da Palavra deve ser em toda igreja uma seqüência da pregação.
f) Preparo físico: Tendo em vista as dificuldades inerentes ao ensino, é fundamental que o professor esteja preparado fisicamente. Terá ele, afinal, de ministrar aulas que, em média, duram de quarenta minutos a uma hora. Recomenda-se, pois, ao professor que cuide bem de sua saúde, alimente-se na hora certa e não sacrifique as horas de sono.
V. OS PRINCIPAIS DEVERES DO PROFESSOR DA ESCOLA DOMINICAL
Como em toda a escola, o corpo docente deve cumprir fielmente as suas obrigações. Doutra forma, o grande projeto, que é a Escola Dominical, jamais alcançará seus objetivos.
a) Preparo da lição: Que cada professor gaste pelo menos uma hora por dia no preparo de sua lição. Aqueles que só lêem a lição no domingo, minutos antes de ir à Escola Dominical, estão fadados ao fracasso.
b) Pontualidade: O professor deve chegar à Escola Dominical com, pelo menos, trinta minutos de antecedência. Ele poderá, assim, verificar se a sua sala está devidamente preparada. Além disso, poderá dispor de alguns minutos para orar a fim de que Deus o abençoe na ministração da matéria.
c) Visitar os alunos: O professor não deve permitir que os faltosos fiquem sem a devida assistência espiritual. Visitando-os em suas lutas e provações, os mestres muito nos ajudarão a viver um grande avivamento espiritual.
d) Orar pela classe: Os professores devem interceder por suas respectivas classes e pela Escola Dominical como um todo. Sem oração, não pode haver progresso. A sugestão é que toda a semana o superintendente se reúna com os professores e a diretoria da Escola Dominical a fim de interceder por esta junto a Deus. Aí está a chave da vitória.

e) Freqüentar a reunião dos professores: Os professores devem freqüentar regularmente a reunião dos professores. É a oportunidade de que dispomos para incutir o espírito de corpo (unidade espiritual) de que deve haver em cada Escola Dominical. Além disso, precisarão observar as orientações didáticas e pedagógicas concernentes às lições a serem ministradas.



Fonte: Paulo Galvão, paulos_galvao@hotmail.com