Subsidio e Dinâmica: Lição 06: A Despensa Vazia

Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:
– Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Compreendem a importância desse ato?
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

– Iniciem o estudo da lição, falando que uma das aflições da vida é a despensa vazia e que este é o tema da aula de hoje.

– Em seguida, distribuam chocolates somente para a metade da turma. E, continuem falando sobre o tema da aula e observem as reações dos alunos.
Alguém certamente falará que não recebeu, outro vai dizer que quer receber, outro vai questionar porque não tem para todos etc.
Então, falem: As condições financeiras para adquirir alimento não são iguais para todos, há pessoas que tem o que comer diariamente, outras que estão passando por situações difíceis e a despensa está vazia.
Mas, perguntem: Como podemos resolver esta situação?
Aguardem que algum aluno tenha a iniciativa de repartir o chocolate com o colega, caso isto não aconteça, solicitem que os alunos dividam o chocolate com os que não possuem.
– Trabalhem o conteúdo proposto na lição, de forma participativa e contextualize o tema para o tipo de aluno que vocês ensinam.
Quando vocês falarem sobre a intervenção divina no cuidado com os necessitados, leiam o texto “O Peso da Balança”.
Ao trabalhar o item III – Deus age com o que você tem, procurem orientar os alunos para o desenvolvimento de talentos que possuem na culinária, trabalhos manuais etc, que podem render recursos financeiros, minimizando a situação da despensa vazia.

– Em seguida, utilizem a dinâmica “A Carruagem”, que oportunizará a reflexão de que ajudar aos necessitados é missão individual e coletiva.

– Para finalizar a aula, organizem, com seus alunos, ações para atendimento a pessoas necessitadas, quer seja de alimento, de visita, de remédio, de roupas etc. Espera-se que esta ação social não seja pontual, mas algo sistemático a ser realizado pela classe ou individualmente. Creio que há resistência de realização de um trabalho dessa forma, pois costuma-se atender aos necessitados em situações eventuais.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Atenção,  professores da lição de Adolescentes e Juvenis! Vocês já podem encontrar as orientações pedagógicas para as lições, no blog Atitude de Aprendiz.
Os professores do Discipulado poderão encontrar também orientações pedagógicas no blog Atitude de Aprendiz. Procurem no marcador: Subsídio Pedagógico Discipulado I e II.
Dinâmica: A Carruagem

Objetivo: Oportunizar a reflexão de que ajudar aos necessitados é missão individual e coletiva.

Material: Nomes dos personagens e objetos, conforme lista abaixo:
Cocheiro, Passageiro Magro, Passageira, Menininho Chorão, Cavalo, Roda, Banco,  Porta, Molas.

Procedimento:
– Distribuam para 09 alunos os nomes dos personagens ou objetos já descritos acima.
– Falem: Vou contar uma história. Quando eu mencionar o nome do seu personagem ou objeto, você se levanta e logo se senta.  Quando eu falar a palavra “carruagem”, todos devem se levantar e depois se sentar.
– Então, depois dessas orientações, comecem a ler a história abaixo:
“A viagem estava atrasada porque o cocheiro estava consertando a roda dianteira da carruagem. O atraso deixava o cocheiro cada vez mais irritado; e, o passageiro magro andava de um lado para o outro enquanto a passageira acalmava o menininho chorão.
Quando a carruagem ficou pronta, o cocheiro apressou-se em fechar a porta e tirar o capim do cavalo, para iniciar a viagem da carruagem.
O passageiro magro acalmou-se e até sorriu para o menininho chorão que, agora todo feliz, fazia ranger com seus pulos as molas do banco da carruagem.
A carruagem iniciou a viagem puxada pelo cavalo enquanto a passageira sorria para o passageiro magro. Mas, de repente, o cavalo tropeçou, o banco inclinou, a porta se abriu e o cavalo se assustou, obrigando a carruagem a parar para consertar a mola do assento e a roda que havia se soltado novamente da carruagem” (Autoria Desconhecida).

– Perguntem:
O que vocês acharam da atividade? Fácil ou difícil? Alguém deixou de realizar a atividade?
Com relação a ajuda ao próximo:
O que pode significar a ação de levantar-se individualmente ou em grupo?
O que pode significar a viagem na carruagem com problemas?
Os passageiros da carruagem podem ser representados por pessoas que estão precisando de ajuda. Estabeleça  diferença entre a situação deles quando a carruagem estava quebrada e depois de consertada. O que isto significa?
A viagem na carruagem dependia de vários fatores, do conserto da roda, do cocheiro, do cavalo e dos passageiros. O que estes elementos podem significar para o tema de estudo da lição?

– Para concluir, falem que ajuda ao necessitado é missão de todos, isto é, o andar da carruagem depende de um conjunto de ações.

Dinâmica adaptada por Sulamita Macedo.
Texto de Reflexão: O Peso da Balança
 
             Uma pobre mulher, com visível ar de derrota estampando no rosto, entra em um armazém, aproxima-se do proprietário – conhecido por seu jeito grosseiro – e pede que lhe venda fiado alguns mantimentos.
 Ela explica que o marido está muito doente e não pode trabalhar e que tem sete filhos para alimentar. O comerciante, com ar de desdém, pede que se retire.
            No entanto, a necessidade da família fala mais alto, e ela implora:
            – Por favor, senhor, juro que lhe pago quando tiver dinheiro!
            Insensível, o homem responde que ali ela não tem crédito.
            Em pé, no balcão ao lado, um freguês, que havia ouvido a conversa, aproxima-se do dono e pede que, por sua conta, dê a ela tudo de que precisa.
            Meio relutante, o comerciante pergunta à mulher:
            – Você tem uma lista de mantimentos?
            – Sim, ela responde.
            – Muito bem, coloque-a na balança e o quanto ela pesar, você receberá em alimentos!
            Humilhada, hesita por uns instantes e, com a cabeça curvada, retira da bolsa um pedaço de papel, escreve alguma coisa e o deposita suavemente na balança. Os três ficam admirados quando o prato que continha o papel desce ao máximo e assim permanece.
            Pasmo com o marcador, o dono do armazém vira-se lentamente para o freguês e comenta, contrariado:
            -Não posso acreditar!
            O freguês sorri e o homem começa a colocar os mantimentos no outro prato. Como a balança não se equilibra, ele continua colocando mantimentos até não caber mais nada. Então, fica ali parado olhando para o equipamento, tentando entender o que teria acontecido…
            Finalmente, ele pega o papel e fica ainda mais espantado ao constatar que, em vez da lista, havia apenas uma oração: “Meu Senhor, Tu conheces todas as minhas necessidades e eu as coloco em Tuas mãos”.
            O homem entrega a mercadoria no mais completo silêncio. A mulher agradece e sai.

Autoria desconhecida.

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3º Trim 2012 – Lição 6 – A despensa vazia

Escrito por  Ev. Caramuru Afonso Francisco

    3º Trim 2012 - Lição 6 - A despensa vazia I

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL
    TERCEIRO TRIMESTRE DE 2012
    VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA – Muitas são as aflições do justo mas o Senhor o livra de todas

    COMENTARISTA: ELIEZER DE LIRA E SILVA
    COMENTÁRIOS – EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
    (ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO DO BELÉM – SEDE – SÃO PAULO/SP)
     
     Deus é o provedor do homem.
     INTRODUÇÃO
    – Na sequência do estudo dos “dramas sociais”, estudaremos hoje a despensa vazia, ou seja, a questão da carência de recursos materiais mínimos para a sobrevivência da pessoa humana sobre a face da Terra.
    – A fome, a carência de recursos mínimos materiais para a sobrevivência da pessoa humana sobre a face da Terra é uma realidade que pode atingir a todos os que vivem neste planeta.
    I – A FALTA DE RECURSOS MATERIAIS MÍNIMOS PARA SOBREVIVÊNCIA É FRUTO DA ENTRADA DO PECADO NO MUNDO
    – Temos visto neste segundo bloco do trimestre que o pecado, ao entrar no mundo, causou uma profunda desordem na ordem social, a ponto de retirar a igualdade que havia no relacionamento entre os homens, a começar da assimetria que se estabeleceu no próprio relacionamento entre homem e mulher (Gn.3:16).
    – Este efeito nefasto do pecado originou uma vida social perversa, injusta, que leva a certas circunstâncias totalmente indesejadas pelo Senhor quando da criação do homem, mas que são resultado de sua vida pecaminosa, como a violência, que estudamos na lição 4 e a exclusão social, que estudamos na lição passada (lição 5).
    – Na continuidade da análise de aflições decorrentes da entrada do pecado no mundo na vida em sociedade, hoje estudaremos o que o comentarista denominou de “despensa vazia”, ou seja, a carência de recursos materiais mínimos para a garantia da sobrevivência do ser humano sobre a face da Terra.
    – A palavra “despensa” é encontrada, na Versão Almeida Revista e Corrigida, apenas uma vez, em Lc.12:24, tradução da palavra grega “tameion” (ταμειον), cujo significado é o de uma câmara secreta, um local reservado para a guarda de alimentos e mantimentos.
    – Quando o ser humano foi criado, o Senhor sabia que, como criatura terrena, deveria ele se alimentar para sobreviver. Como disse o Senhor Jesus, nem só de pão viverá o homem (Mt.4:4), prova de que o homem necessita de alimento para sobreviver fisicamente sobre a Terra, como o próprio Cristo falaria no sermão do monte (Mt.6:31,32).
    – Tanto assim é que, ao criar o homem, o Senhor plantou um jardim no Éden com toda árvore boa para comida (Gn.2:9), sem falar que cuidou, também, para que um rio regasse o jardim (Gn.2:10), precisamente para dar ao homem as condições para a sua subsistência, com suficiente alimentação.
    – Deus, pois, como Criador do homem, sabe mais do que ninguém da necessidade que o ser humano tem de comida e bebida para sua sobrevivência e, diante deste conhecimento, mostrou-se como sendo o Provedor do homem, criando o jardim no Éden para que houvesse o suprimento das necessidades básicas para a vida física do homem.
    – Com o pecado, entretanto, o homem foi privado de morar neste lugar de plena satisfação de suas necessidades básicas e, como consequência do pecado, teria de trabalhar para fim de sobrevivência (Gn.3:19), numa Terra que, ao contrário do que ocorrera antes do pecado, não existiria para suprimento de suas necessidades, mas passaria a ter elementos que não serviam para a satisfação do homem, numa espécie de competição que, então, surgiria entre o homem e a natureza, na luta pela sobrevivência (Gn.3:17,18).
    – Diante da entrada do pecado no mundo, também, o homem percebeu que estava nu e quis criar para si vestimentas para esconder esta nudez, vestimenta que era totalmente inapropriada (Gn.3:7), de modo que o próprio Deus, também, providenciou os primeiros vestidos adequados para o primeiro casal (Gn.3:21). Acrescentou-se, pois, com o pecado, mais uma necessidade além da comida e bebida, a saber, a vestimenta.
    – Vemos, pois, que, antes mesmo do pecado, no próprio ato da criação do homem, Deus já sabia todas as necessidades que teríamos como seres humanos para sobreviver e, por isso, o Senhor Jesus disse, no sermão do monte, que nosso Pai tem pleno conhecimento do que precisamos (Mt.6:31,32).
    – Isto é importante deixarmos claro de antemão, pois toda a questão atinente às necessidades materiais precisa partir da segurança de que nosso Deus conhece plenamente as nossas necessidades e quer supri-las.
    – Com o pecado, porém, o homem, para poder satisfazer as suas necessidades mínimas para sua sobrevivência, teve de trabalhar com dificuldade, uma vez que foi esta a sentença imposta por Deus para sua estada aqui na Terra, tendo de enfrentar, a um só tempo, tanto a “competição” da natureza, pois não ficou mais ela à plena disposição do ser humano, quanto a própria maldade dos outros homens, um grande obstáculo para a sobrevivência humana.
    – De qualquer modo, o Senhor, apesar da sentença imposta ao primeiro casal por causa do pecado, não deixou de dar ao homem condições para que se sustentasse sobre a face da Terra materialmente, bastando apenas que trabalhasse, ainda que com penosidade, para que pudesse sobreviver.
    – Verificamos, portanto, que, apesar das dificuldades decorrentes da mudança da situação da natureza em relação ao homem, seria bem possível que o homem obtivesse da natureza a sua sobrevivência, pois o Senhor não foi mesquinho na criação de condições pelas quais o homem pudesse sobreviver.
    – Tanto é assim que, mesmo hoje, com toda a devastação da natureza empreendida pelo homem, mesmo diante do crescimento populacional, que nos faz ser 7 bilhões de seres humanos sobre a face da Terra, os dados são de que há alimento suficiente para a sobrevivência de toda a humanidade. Há comida suficiente para todos os homens, embora, lamentavelmente, a fome assole todo o mundo.
    Fonte e mais comentários: http://www.portalebd.org.br

    LIÇÃO 06 – A DESPENSA VAZIA / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA

    [1] Texto áureo: “Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37.25)

    [1] Verdade prática: Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.

    [1] Introdução: “Na lição de hoje, estudaremos acerca do cuidado do Senhor para conosco e a disposição que devemos ter em cuidar e socorrer os necessitados. Ele multiplica nossos recursos, fazendo com que haja o bastante para todas as nossas carências básicas. Sim, Deus utiliza o que temos para alimentar os famintos (2 Rs 4.42-44). Em o Novo Testamento, o apóstolo João exorta-nos à prática do amor verdadeiro; um sentimento que nos constrange a ser solícitos uns com os outros e a buscar o bem dos necessitados (1 Jo 3.17,18).”
    OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
    [1]        Revista Lições Bíblicas. VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA, Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Lição 06 – A despensa vazia. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2012.

    LIÇÃO 06 – A DESPENSA VAZIA / I – LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO

    [1] “1. A viuvez: Sem dinheiro e uma grande dívida. Eis a “herança” de uma pobre mulher, que fora surpreendida pela repentina morte do esposo, cuja atividade era servir aos profetas do Deus Altíssimo (2 Rs 4.1). Apesar de fiel, o homem deixou a família em uma situação calamitosa, pois não havia comida em casa nem meios de subsistência para a viúva e os dois filhos. A forma como a mulher dirige-se ao homem de Deus demonstra a sua situação desesperadora, pois provavelmente ela não tinha nenhum familiar para auxiliá-la.
    Não obstante, ela não poderia, passivamente, ver os filhos padecerem de fome e, ainda, correndo o risco de serem levados como escravos como pagamento da dívida do pai. Por isso, for buscar ajuda, recorrendo ao profeta Eliseu, pois sabia que, como homem de Deus, poderia interceder por toda a família. E você, o que faz quando o imprevisto bate à sua porta? Desespera-se ou vai ao Senhor? Ir a Deus significa conversar com Ele e crer em sua provisão (Sl 147.7-9; At 17.25).”

    [1] “2. A dívida: A Bíblia não revela o valor da dívida deixada pelo falecido, mas o certo é que era uma alta soma, pois seria necessário dar os dois filhos do casal como escravos para quitar o débito (2 Rs 4.1). De acordo com a lei, o devedor que não pudesse pagar o seu débito era obrigado a servir ao credor até ao ano do Jubileu (Lv 25.39,40).
    O credor estava amparado pela lei; ninguém podia repreendê-lo. Não era incomum um israelita vender-se como escravo ou dar algum membro de sua família para saldar dívidas (Êx 21.7; Ne 5.5). Tal situação ensina-nos que é preciso pensar no futuro de nossa família bem como sermos zelosos com as nossas finanças, pois caso sobrevenha-nos um imprevisto, os nossos não sofrerão determinados constrangimentos.”
    [1] “3. A solução: A mulher foi ao encontro de Eliseu, ciente de que, através dele, o Todo-Poderoso interviria. A viúva fez algo incomum, pois raramente as mulheres conversavam com os homens sem serem convidadas. Contudo, aquela pobre viúva não poderia intimidar-se com as convenções humanas. A família dependia dela para sobreviver e ela, igualmente, precisava de ajuda. Foi então que a pobre mulher decidiu aproximar-se de Eliseu e relatou a sua triste história, levando o profeta a encher-se de compaixão. Eliseu realiza o milagre da multiplicação do azeite e, com a venda deste, a viúva liquida o débito do esposo e tem para si uma reserva financeira (2 Rs 4.1-7). Ainda que não consigamos enxergar, Deus sempre tem uma solução nos momentos de angústia (Sl 50.15).”

    OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
    [1]        Revista Lições Bíblicas. VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA, Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Lição 06 – A despensa vazia. I – Lutando contra o imprevisto. 1. A viuvez. 2. A dívida. 3. A solução. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2012.

    LIÇÃO 06 – A DESPENSA VAZIA / II – DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM

    [1] “1. A botija de azeite: Quando Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta imediata da mulher foi que não havia nada além de uma botija de azeite (2 Rs 4.2). Essa pequena quantidade de azeite era insignificante, mas nas mãos do Senhor tornou-se muito. Note, o profeta usou o que a mulher tinha em casa.
    Eliseu orientou-a a pedir vasos emprestados aos vizinhos, todos quantos pudesse pegar. E depois que estivesse com as vasilhas em casa, ela deveria fechar a porta e despejar o azeite nelas. O azeite cessou de jorrar da pequena botija quando não havia mais vasilhas. O Deus que servimos é um Deus de milagres. Ele multiplica o pouco que temos (1 Rs 17.14).”

    [1] “2. A farinha na panela. Após dizer que haveria seca em Israel (1 Rs 17.1), o profeta Elias recebeu a ordem divina de ir à Sarepta, porque ali residia uma viúva que o sustentaria (1 Rs 17.8,9). É paradoxal imaginar Elias sendo sustentado por uma mulher viúva. Entretanto, o Senhor não se esquece dos seus filhos e desejava usar essa situação para amparar aquela mulher necessitada, pois Ele trabalha com o pouco que temos. Mesmo sem condições, a viúva preparou uma refeição para o profeta e este disse que o Senhor Deus não deixaria faltar farinha na panela e nem azeite na botija (1 Rs 17.16).”

    [1] “3. Cinco pães e dois peixes. Cinco pães de cevada e dois peixinhos (Jo 6.9) foram suficientes para Jesus alimentar uma grande multidão (Jo 6.10). Para o Senhor Jesus o lanche oferecido pelo rapaz era o suficiente, pois ainda sobraram doze cestos cheios de pedaços de pães (Jo 6.13). Mais uma vez vemos Deus multiplicando o pouco que temos. Ele jamais despede os seus filhos de mãos vazias.”

    OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
    [1]        Revista Lições Bíblicas. VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA, Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Lição 06 – A despensa vazia. II – Deus age com o que você tem. 1. A botija de azeite. 2. A farinha na panela. 3. Cinco pães e dois peixes. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2012.

    LIÇÃO 06 – A DESPENSA VAZIA / III – A PROVIDÊNCIA DIVINA / CONCLUSÃO

    [1] “1. No Antigo Testamento. Encontramos a provisão divina para alimentar Israel (Êx 16.15). Assim, vemos Deus agindo na natureza e em sua criação (Êx 16.13-21; 1 Rs 17.4-6), operando grandes milagres de multiplicação (2 Rs 4.1-7). A ocorrência desses sinais ensina-nos a depender do Senhor dia após dia.”

    [1] “2. Em o Novo Testamento. Além dos milagres para a provisão de alimentos, o Novo Testamento apresenta também a disposição de homens e mulheres em ajudar uns aos outros, repartindo tudo o quanto possuíam (At 4.32-37). Esses irmãos desfrutavam de um sentimento de unidade, que os levava a vender seus bens trazendo-os para a igreja, a fim de que o valor fosse dividido conforme as necessidades dos santos (At 4.36,37). O que os movia era o amor fraternal que Cristo tanto ensinou (Jo 15.9-17). Aprendamos, pois, com a Igreja do século I e pratiquemos a generosidade e a verdadeira comunhão.”

    [1] “3. Na atualidade. Deus pode prover alimento para os seus filhos da maneira que Ele quiser, porém, convida-nos a fazer parte dessa gloriosa missão que é socorrer àqueles que passam por privações (Rm 12.9-21). O apóstolo Paulo exorta-nos a trabalhar para repartir com aqueles que passam por dificuldades (2 Co 8.14; Ef 4.28), Tiago fala da fé sem obras (Tg 2.14-17), e João do amor “só de palavras” (1 Jo 3.16-18). Através da nossa vida, Deus deseja sustentar os necessitados. Não sejamos negligentes com a nossa nobre missão.”

    [1] “Conclusão: A história do povo de Deus é marcada por milagres e provisões, pois o Senhor tem cuidado do seu povo e o seu zelo é notório. Todavia, não podemos nos esquecer de praticar o amor que o Senhor Jesus nos ensinou (Mc 12.31). O apóstolo Paulo deixou um rico ensinamento: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos” (Gl 6.10). Deus pode e quer usar a nossa vida no alívio ao sofrimento dos que nos rodeiam. Assistamos ao nosso próximo como gostaríamos de ser assistidos (1 Jo 3.16-18).”

    OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
    [1]        Revista Lições Bíblicas. VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA, Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. Lição 06 – A despensa vazia. III – A providência divina. 1. No Antigo Testamento. 2. Em o Novo Testamento. 3. Na atualidade. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2012.

    EXPERIÊNCIA COM DEUS, FILHO DE CRENTE NÃO É CRENTE (1º Samuel 3.1-21)

    Hoje o número de evangélicos tem crescido gigantescamente, cada vez mais aumenta a freqüência e a procura pela igreja. Mas fica aqui uma pergunta: basta frequentar uma igreja? Filhos de crentes que desde cedo cantam em conjuntos, precisam tomar sua decisão própria? Pela Graça de Deus reflitamos este assunto através da história do Profeta Samuel.

    LIÇÕES DO TEXTO BÍBLICO
    ·         Os seus pais eram tementes e o dedicaram ao Senhor;
    ·         Ele estava continuamente no templo, desde menino;
    ·         Samuel teve um bom crescimento diante do Senhor e diante dos homens;
    ·         Era submisso aos superiores e servia diante do sacerdote Eli;
    ·         A Palavra do Senhor e as visões não eram freqüentes;
    ·         Ele não tinha experiência própria com Deus, mesmo estando na Casa;
    ·         Samuel foi instruído a presença e a voz do Senhor;
    ·         Com a experiência foi confirmado como profeta e o Senhor se revelava a ele.

     EXEMPLOS DE JOVENS:
    ·         Jacó: Teve uma experiência pessoal com Deus no deserto (Gn 28.11-17);
    ·         Davi: Conhecia o Senhor que servia na sua juventude (1Sm 17.36,37);
    ·          Daniel, na corte pagã: “assentou no seu coração não se contaminar” (Dn 1.8).
    É imprescindível levar os filhos e criá-los na casa de Deus, porém é necessário que tomem sua decisão por Cristo, orientados pelos pais e a igreja (Rm 14.12).
    O que fez a diferença na vida de Samuel, não foi o fato de ele ter sido criado no templo por um sacerdote. O que fez a diferença foi o fato de ele ter conhecido ao Senhor de uma forma pessoal e ter respondido ao Seu chamado.
    Jó conhecia o Senhor só de ouvir, mas depois da experiência pôde dizer agora os meus olhos te vêem. Como você conhece a Deus? (Jó 42.5,6) Não basta saber tudo sobre Deus, é necessário conhecê-Lo.
    É tempo de sermos usados para que a nossa geração conheça ao Senhor, pois assim como foi nos dias dos Juízes, agora existe uma grande maioria que não conhece a Deus e nem as obras que fizera (Jz 2.10-13).
    CONCLUSÃO
    Jovem, adolescente, Deus está te chamando! Para Crescer, Para Vencer e Para Fazer à Diferença. Como Samuel esteja pronto a dizer “Eis-me aqui,” quando Deus chamá-lo para a sua obra.
    Deus te chama para fazer à diferença: “… no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual deve resplandecer como astros no mundo.” (Fl 2.15).

    A Crise de Espiritualidade no Meio Pentecostal

    Por Jocenan R. Firmino

    Como cristão preciso rever meus conceitos, pois estamos presenciando cada coisa. Já temos até um encontro denominado,
    Mega Vigilhão Revolution. Faço minhas as palavras de Spurgeon, “Neste dias Sinto-me Compelido a Revisar Novamente as Verdades Elementares do Evangelho”, me vejo pensando qual será a novidade para os próximos anos. Será que teremos? Micro, Macro e Hiper Vigilhão, afinal, as coisa estão caminhando para uma espiritualidade que é tema da Teologia atual (Exterior ou Interior) não seria uma espécie de cristianismo PURITANO?

    Assisti alguns vídeos no Youtube e confesso que me espantei. percebi  um ar de evento Antropocêntrico, recheado de Politicagem, afinal, as eleições estão se aproximando, quem viver verá. Notei muitas firulas (rodeio) semelhantes ao culto afro e cânticos tipo exaltação daqueles que passam por duras provas mais que no final vai terminar bem, o mar vai se abrir, você vai cantar o hino da vitoria, quem te vi na prova, vai ver sua ascensão e você vai esta de camarote.

    Não é um louvor de exaltação ao Deus verdadeiro mais uma espécie de Lair Ribeiro Cristão. Será que não seria preciso uma nova reforma litúrgica urgentemente? Isto dentro de nossas igrejas pentecostais, inclusive “os Pentecostais”. Recordo-me de meus Mestres que me ensinavam a Santa Palavra, que me diziam: “cuidado com estes movimentos estranhos que não edifica em nada, mas apenas PRODUZEM BARULHO” Creio que existem pessoas bem intencionadas, mas muito cuidado, estas pessoas estão acostumadas a estes movimentos, a se alimentarem de diversos tipo de comida,  e portanto, podem comer ervas daninhas, afinal, a ovelha precisa de cuidados, pois a mesma não pode cuidar-se de si própria.

    Tais pessoas não são amantes da EBD, de cultos de ensinamentos da palavra, são péssimos cristãos, pois se acham porta vozes de Deus na terra, assim diziam eles. Observei, e não e que e verdade? Estamos criando pessoas doentes que só querem viver de movimentos, e campanhas aqui ou acolá. Recentemente passei perto de umas destas portas abertas em fundo de garagem e pude presenciar indivíduos tentando espremer Deus na parede, como se ele tivesse a obrigação de obedecer nossa palavra, uma espécie de triunfalismo cristão que dá ordem e ele obedece, que cristianismo e este que geramos nesta nação?
    Noto o declínio do verdadeiro e puro evangelho, aonde estão aqueles cristãos que tinha a voz apologética? Sumiram, foram engolidos pelas inovações, aderiram, usaram o velho adágio “Se não podes com ele junte-se a ele” nossos sermões estão enfadados, muita prosperidade e pouca palavra, isto quando reservamos 15 minutos para palavra e cantarolamos quase que o culto todo, a liturgia pobre e desorganizada, e ainda temos que ouvir que tudo que acontece, é feito na direção de Deus!

    Somos uma geração descompromissada com a palavra (Bíblia). Apesar de hoje se ter Bíblia até do carroceiro, da vovó, da mulher, da secretaria, do médico e por ai vai, não se têm uma leitura sistemática da mesma, se sabe muita coisa de Deus, mas não se conhece “Deus”, só de ouvir falar. É lamentável. Entretanto, os vales, os poços e trabalhos de oração, estão cheios. São os crentes do reteté, que se orgulham de sua ignorância espiritual acreditando que estão cheios de poder, estes de quem se não conhecem o dono do poder pela Bíblia, vivem em suas consultas avulsos, abriu, Deus vai falar comigo, quando cai e uma palavra não é agradável, não é ele falando, parece-me que estamos vivendo uma crise de identidade, achamos que a “santa” é aquela que está tampada dos pés a cabeça, mas seu caráter não foi trabalhado, sua personalidade é horrível, murmura contra todos, e no final das contas, ela é a “padroeira dos “cristãos” santa mulher de Deus cuja língua tem um veneno que é perigosíssimo.

    Nossos cursos teológicos não estão cheios devidos a estes movimentos, se entrarem, irá saber de fato a verdade destes cidadãos que são levados pelo vento, vivem uma vida que de espiritualidade não tem nada, é puro ritual farisaico semelhante aos judeus. E divulgam por onde passam, gabando-se de nunca terem entrado num seminário teológico, tudo que recebem desce fresquinho do Céu, como acreditar nestes malucos que usam Deus ao invés de deixar Deus usá-los?


    Alguns dias atrás, um desesperado me pediu encarecidamente como iniciar uma aula na EBD, pois ele não tinha experiência. Eu lhe perguntei: Jovem, vejo o titulo que você carrega de conferencista, afinal hoje é moda. infelizmente, é um dos que gostam de RETETÉ, vale apena lembrar “A palavra gera Poder” você pode está pensando, este camarada e um herege? Sou membro da Assembléia de Deus há 20 anos onde sou presbítero, polemista e apologeta e professor Teológico, acredito nos dons espirituais, na glossolalia, xenolalia, mais posso  engolir este fogo estranho que perdura em nosso meio há anos, não sou cético, o que não posso é ser omisso a realidade existente de nosso evangelho.

    O cidadão está cavando em um sol escaldante, os miolos estão quase que cozidos e de repente ele coloca na caramiola (cabeça) sou Pastor, ouvi o chamado! Abre uma porta e começa a pregar coisas inexistentes na Bíblia. Outro dia um deste um aventureiro apareceu dizendo que Todos os lideres estão em pecado. Ufa! Após mais de 20 anos vivendo dentro e fora do evangelho com uma vida moral comprometida, agora que ele se firmou e passou a ter revelações surpreendentes, que a nós não e nada de novo, apenas ele que estava atrasado, tais quais me lembro de 2, ele via prumo na vida dos irmãos e nuvens negras por cima da cabeça de alguns, o segundo era pecado, e o primeiro era conserto com Jeová. Meu Deus, como pode ter pessoas que crêem nestes malucos.

    Os supostos profetas com suas profetadas estão de plantão. Recentemente visualizei em uma pagina de relacionamentos, um destes conferencistas dizendo para uma Irmã reservar uma boa oferta para o “profeta de Deus” que iria pregar na igreja, que ela deveria reunir o povo, e o profeta era ele. Não dão um dia de trabalho para seu ninguém, mais estão comendo e bebendo a custas dos outros, e dizendo que vivem pela fé. Vale apena salientar que não estou generalizando, pois existem pessoas sinceras que vivem como de fato pela fé, estes estão no campo missionário sem recursos e até mesmo sem ter o que comer, clamando a Deus por socorro, mas estes fanfarrões que estão aqui, comendo do bom e do melhor a custa dos outros, comendo da ovelha a gordura, a carne e bebendo seu leite, sem esquecer que tiram a lã delas também. Por uma vida espiritual descente, e assim retornaremos ao verdadeiro evangelho.


    Jocenan R. Firmino é Presbítero da AD, Professor de teologia, polemista e apologeta.

    Ética versus Educação


     “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22.6
     
    Ética, em resumo, é o conjunto de normas que regem o comportamento e a conduta humanos, baseado no caráter dohomem. Tem gente que confunde ética com educação. No sentido de boas maneiras, em geral, diz-se daquela pessoa que é bem-educada. Os valores definidos pela Ética (Ethos) são as simples perguntas para as coisas da vida: QUERO? POSSO? DEVO? Nem tudo o que quero, posso ter ou fazer. As coisas que posso nem tudo devo ter ou fazer. Aquilo que devo fazer não posso ou não quero ter ou fazer. Regra simples com base na assertiva paulina: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” (1Co 6.12). Como os valores humanos estão invertidos, no mundo secularizado e a verdade é relativa, as pessoas estão se acostumando a viver num mundo sem ética, i.e, sem caráter e em nome da tal liberdade, fazem-se o que quer e vivem como desejam.
     
    Logo, a sensação de utilização das boas maneiras (Étiquette, Fr.) vai se esvaindo do conceito humano, por exemplo: gentilezas, cumprimentos de bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, obrigado, abraços fraternos. Estas coisas vem de berço, a família é quem deve que implantar nos filhos tais costumes, tendo os pais como exemplo. Hoje, se foi o conceito de se pedir a bênção do pai ou da mãe. A garotada “embrutecida”pelos valores desconexos da sociedade atual, da correria de seus pais, do diálogo digital, quando sai de casa diz FFUUUIII… E quando retorna ao lar-doce-lar CCHEGUUEEII e se enrosca no PC para um bate-papo com a galera do MSN ou Facebookiana. à noite cai rapidamente e vamos cair na curtição: baladas, forrós, altas doses de ingestão de bebidas alcoolicas, drogas, sexo, etc. A propósito o termo é “pegação” (antes era ficar).
     
    Contudo, tanto a ética quanto as boas maneiras (mores) estão sendo negligenciadas pela família, que por consequência transfere para a Escola ou Igreja a responsabilidade de educar o caráter da moçada. Entretanto, o Estado é falho na educação básica e mesmo com todos os esforços dos profissionais, existe um limite, uma linha tênue entre querer e poder. Foi o tempo em a escola tinha inserida em seu plano de curso disciplinas de civismo, estudo religioso, orientação para a vida, moral e cívica, etc. Hoje, pelo contrário, a escola adota se quiser e a maioria não tem. Por sua vez, a igreja (num contexto genérico) procura aplicar o bom caráter, a ideia de boa convivência, os valores positivos, os altos ideais materiais, físicos e sobretudo espirituais através das EBD’s, das EBF’s, nos retiros, nos encontros e outros eventos de caráter didático.
     
    Mas, ninguém pode tirar da família o direito de instrução e correção ( orientação para a vida e disciplina justa). A Bíblia diz ensina a criança o CAMINHO em que deve andar… CAMINHO no contexto hebraico, não era só espiritual, também social, educacional, cultural. Os pais deveriam ensinar aos seus filhos o bom caráter, ser um homem trabalhador, responsável, querer possuir as coisas pelos meios lícitos, as filhas a educação de uma boa esposa, boa mãe, honesta, responsável igualmente, trabalhadora, etc. Além de aplicar valores espirituais, cuja centelha está acesa desde a eternidade no coração do ser humano. (Ec 3.11)
     
    A falta dessa instrução tem sido a derrocada de muitos lares. tem levado à separação de pais, à filhos se tornando pais solteiros prematuros, à filhas se tornando mães solteiras na tenra idade da adolescência ou inicio da juventude. Namoros que, “se não for no quarto não serve.” E isso com a condescendência dos pais.
     
    Em tudo isso, vejo que continuamos como os “três macaquinhos”: nada vejo, nada falo e nada ouço. É o nosso indiferentismo diante do quadro. Mais ainda, é a nossa fraqueza de ter cedido mais do que devia. Não ter puxado a corda na hora certa. E continuamos com a nossa sina adâmica de transferir a responsabilidade (Gn 3.12) e não assumir o nosso papel. Não é preciso de leis para dirigir a família é preciso de leis para dirigir a família, é preciso de família que cumpre a lei moral (a ética).

    Escrito por Pr. Ezequiel da Silva

    Pr. Ezequiel da Silva
    Bacharel em Teologia, Conferencista, Educador Cristão e Pregador do Evangelho. Pastor, líder da AD-Central em Cachoeiro de Itapemirim-ES. Diretor e Professor do SEMEC – Seminário Evangélico Mensagem da Cruz. Diretor e Professor do SETEADEC – Seminário Teológico Evangélico da Assembléia de Deus Central

    As Aflições da Viuvez

    Prezados professores e professoras de Lições Bíblicas – Jovens e Adultos – segue abaixo uma pequena contribuição para enriquecer a lição do próximo domingo.
    1. A Viuvez no Antigo Testamento: etimologia e conceitos


    1.1. ’almānâ. Este termo aparece pela primeira vez em Gn 38.11 referindo-se ao estado de viuvez de Tamar, a viúva. Um ponto interessante é que o autor de Gênesis aproveita o ensejo para designar também no versículo 12 a viuvez de Judá. Assim, em apenas duas passagens o literato mostra que o infortúnio da perda do cônjuge acontece a ambos, homem e mulher indistintamente. Outro aspecto notório é o parecer cultural: uma mulher viúva que não tinha filhos e que estava impedida de contrair um novo casamento por meio da lei do levirato, retornava à casa de seu pai (v.11).
    Da raiz do vocábulo ’almānâ procedem os termos ’almān e ’almōnrespectivamente “enviuvada”, “viuvez”, “ser abandonada(o) como viúva(o). Essas duas palavras são usadas metaforicamente para expressar o estado de abandono de Israel em Jr 51.5 (Is 47.9 – Babilônia). Assim como uma viúva é abandonada pela morte de seu marido, Yahweh enjeita a Israel devido os pecados da nação.
    A viúva, por conseguinte, vestia-se conforme o seu estado. Em Gn 38.14,19, o termo ’almānût (viuvez) descreve “os vestidos da viuvez”. O “vestido da viuvez” está relacionado com o estado de luto e, por isso, essas vestes não são muito diferentes ou até mesmo idênticas às vestes usadas no velório.

    1.2. Situação das viúvas no Antigo Testamento
    (a) Pobreza e vulnerabilidade (1Rs 17.8-15 [A viúva de Sarepta – vide lição]). Na sociedade patriarcal israelita a condição de viúva era um risco social à mulher, deixando-a vulnerável econômica e socialmente. Em Êx 22.21-24 a viúva é classificada juntamente com o órfão e os estrangeiros. Elas são frágeis e vulneráveis, razão pela qual necessitam de proteção legal e profética (Is 1.16-23; Jr 22.3).
    Além da angústia que acompanhava a viuvez, a perda da proteção legal do esposo colocava a viúva em situação de pobreza e penúria. Caso o marido deixasse alguma dívida, a viúva era obrigada a assumir os compromissos financeiros do faltoso, o que implicava às vezes na venda dos bens, da entrega dos filhos à servidão, e a todo tipo de exploração da parte dos credores. Em Dt 10.18 o estado de inópia (penúria) da viúva é declarado: falta pão e vestido – elementos básicos à vida e a dignidade humana, enquanto em Jó é denunciado o pecado de se levar da viúva o único boi como penhor (Jó 24.3).
    Por conseguinte, de acordo Léon Epsztein (1990, p. 139) a situação das viúvas na Babilônia e na Assíria era muito melhor do que em Israel. Na Babilônia, de acordo com o Código de Hamurábi (137,173,180 a 182), a viúva tinha direito a certa parte da herança do marido e tanto ela quanto a repudiada, em certos casos, podia beneficiar-se com parte da herança igual à do filho.
    Todavia, a viúva israelita não usufruía de nenhum direito de sucessão e a herança passava completamente para os filhos ou filhas do falecido – aqui um dos fundamentos pelos quais os filhos devem honrar aos pais, que inclui necessariamente a mãe viúva (ver 1Tm 5.4). Caso não tivesse descendentes, a herança pertencia aos irmãos do pai ou ao parente mais próximo, afiança Epsztein.
    Daí a razão pela qual a justiça social do AT interessava-se benevolentemente pelas viúvas e órfãos. E o próprio Senhor coloca-se a favor destes pobres, ora ouvindo-lhes a oração (Êx 22.23), ora indignando-se contra aqueles que os exploram (Êx 22.24). Elifaz acusa a Jó do pecado de desprezar as viúvas despedindo-as de mãos vazias (Jó 22.9)
    (b) Injustiça e desprezo. O profeta Isaías (1.16-17; Jr 7.6) acentua que Yahweh não deseja sacrifícios, mas justiça à causa da viúva (ver Mq 6.6ss); e que os israelitas aprendam a fazer o bem às viúvas e órfãos. Assim, J. Ridderbos (1986, p.71) assevera que a administração da justiça no AT servia mais especificamente para atender às reivindicações de viúvas e órfãos, estrangeiros e pobres. Isto se deve ao fato de que os demais podem fazer valer o direito por seus recursos, meios e parentes, mas o mesmo não acontecia com as viúvas (2Rs 4.13).
    Os príncipes, segundo Isaías, se recusavam a ouvir as queixas das viúvas e órfãos, para cuja proteção eles haviam sido nomeados (Is 1.23; 10.1ss; ver Jó 24.21 Lc 18.1ss). Eles, na verdade, estavam mais dispostos a atender as demandas daqueles que lhes causavam impressão, cujas famílias eram influentes ou que podiam pagar subornos (Is 1.23).
    Esta entre outras é a razão pela qual (a) Yahweh executa a justiça em favor delas (Dt 10.18); (b) Yahweh ampara as viúvas (Sl 146.9); (c) o Eterno lhe protege a herança (Pv 15.25); (d) o Senhor é juiz das viúvas (Sl 68.5). Não tendo como confiar na justiça dos governantes corruptos de Israel, a viúva confiava única e plenamente no Senhor (Jr 49.11). As condições que Yahweh estabeleceu para que Israel permanecesse na Terra Prometida era “não oprimir o estrangeiro, o pobre e a viúva” (Jr 7.6); o que demonstra a vulnerabilidade destas categorias sociais. Além disto, a mulher viúva, assim como a divorciada, não podia casar-se com um sacerdote (Lv 21.14).

    2. A Viuvez nas páginas do Novo Testamento
    O Novo Testamento mantém o mesmo contexto cultural e legal em relação às viúvas (chēra, no grego, termo que traz a ideia de deficiência). Ao que parece, a situação delas em nada melhorou após tantos anos. Ainda permanecia uma categoria explorada pelas autoridades religiosas (Mt 23.14), e ignorada pelas autoridades jurídicas (Lc 18.1-8), embora entre elas houvessem muitas piedosas (Lc 8.37; Mc 12.42).
    As viúvas, como demonstra o texto de Mc 12.42, estão na categoria dos pobres e infortunadas (Lc 7.12) que desejavam justiça e libertação daqueles que as oprimem (Lc 18.3), mas que os juízes negam-lhes a justa atenção (Lc 18.4).
    Dada a natureza da condição social, econômica e cultural das viúvas até mesmo a igreja nascente esqueceu-se delas por alguns instantes. Elas eram “desprezadas no ministério cotidiano” (At 6.1) “Ministério cotidiano”, noutra tradução é “na distribuição diária”, isto é, as viúvas da igreja estavam sendo ignoradas ou esquecidas na ocasião em que a igreja distribuía diariamente os alimentos e outros bens. Por mais estranho que possa parecer, os crentes vendiam suas propriedades, levavam os valores aos pés dos apóstolos, os apóstolos distribuíam aos pobres, mas as viúvas eram esquecidas por motivos vários. Atribui-se a querela, de acordo com alguns estudiosos, ao fato de as viúvas da igreja de Jerusalém ser contempladas no lugar das viúvas helenistas – preconceito racial para alguns. A fim de atender essa demanda, criou-se mais especificamente o cargo de diáconos.
    Nas epístolas, entretanto, o tema é retomado. Paulo ordena que as viúvas verdadeiramente viúvas devem ser honradas. O termo honra, no grego timaō, é usado por Lucas em At 28.10 para descrever “tudo o que era necessário à subsistência física” dos missionários. Assim, a ideia de compensação material ou econômica para as viúvas, diz Carl Spain (1980, p.91), é sugerida pelos vocábulos recompensar (amoibē,1Tm 5.4) e cuidado (pronoeō, 1Tm 5.8). O próprio Jesus empregou o vocábulo honra para se referir à recompensa pelo serviço (Jo 12.26); e noutras partes do NT é usado com denotação monetária (Rm 13.6,7; 1Pe 2.17; veja “dobrada honra para os presbíteros em 1Tm 5.17). Paulo, portanto, está tratando acerca do sustento financeiro às viúvas. Mas para isto, o apóstolo específica a identidade da mulher verdadeiramente viúva, a saber:
    a) A verdadeira viúva é desamparada. Isto significa afirmar que ela não tem qualquer parente que a socorra em suas necessidades. Se tiver filhos ou netos (v.4) ou ainda parentes que possam cuidar dela (v.16) não pode ser considerada uma viúva verdadeira. Neste aspecto é dever do filho, neto ou parente cristão sustentar a viúva da família. Isto, afirma Paulo, é cumprir o mandamento de honrar os pais e agradável a Deus.
    b) A verdadeira viúva é piedosa. Paulo no versículo 5 afirma que a viúva verdadeira é piedosa, “persevera de noite e de dia em rogos e orações”. Ela cumpre, portanto, o dever religioso e se afasta dos pecados e das concupiscências (v.6), uma vez que não tendo família, nem filhos, dedica-se exclusivamente a oração (v.5). Ela está disposta a servir somente a Cristo e aos santos. Ana, em Lc 2.37,38, é um exemplo do tipo de viúva a qual Paulo se refere. Assim como Ana, a verdadeira viúva já provou que não é dada aos prazeres/deleites, no grego, spatalosa, que significa “pessoa estragada que se deleita na sensualidade” (ver Tg 5.6).
    c) A verdadeira viúva é anciã. Paulo afirma que sejam inscritas somente as viúvas com mais de sessenta anos (v.9). Lembremos que no AT 70 anos era considerado a duração de uma vida; 80 anos uma possibilidade (Sl 90.10); e 60 anos “velhice” (Lv 27.3-7). “Inscrita” nessa perícope significa “ser colocada em uma lista para ser honrada com uma compensação permanente durante os últimos dias ou anos de sua vida” (Carl Spain, 1980, p.92). É claro que o fato de ser de idade avançada coloca a viúva em uma situação muito mais difícil do que a viúva mais nova. Primeiro porque um novo casamento torna-se mais difícil. Segundo porque a idade a impede de obter seu próprio sustento.
    d) A verdadeira viúva não contraiu novas núpcias. De acordo com Paulo, a viúva deve ter sido “esposa de um só marido”, assim como os presbíteros (1Tm 5.9; 3.2).
    e) Veja outras qualidades importantíssimas (v.10). Hospitaleira, servidora, misericordiosa e praticante de boas obras.

    Bom, professores e professoras outras coisas poderíamos dizer, mas ficamos com esses dados. Boa aula e continue participando do Teologia & Graça.

    Referências citadas
    EPSZTEIN, L. A justiça social no antigo Oriente Médio e o povo da Bíblia. São Paulo: Edições Paulinas, 1990.
    RIDDERBOS, J. Isaías: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.
    SPAIN, C. Epístolas de Paulo a Timóteo e Tito. São Paulo: Editora Vida Cristã, 1980.