Convenção também é igreja

Convenção também é igreja

E pastor também é crente

Dias desses ouvi um pregador dizer que convenção de pastores não é igreja. Depois de uns volteios retóricos, esse tal pregoeiro fez uma pausa, e arrematou: “Para mim, convenção não passa de uma mera entidade paraeclesiástica”.


Confesso que essa declaração deixou-me bastante preocupado. Se convenção não é igreja, o que é então? Um sindicato? Um grêmio? Ou um clube? Eu sei muito bem que, juridicamente, há diferenças entre igreja e convenção. Teologicamente, contudo, a igreja faz-se presente todas as vezes que dois, ou três, congregam-se em o nome do Nazareno. E, pelo que tenho visto, numa convenção não se reúnem apenas dois ou três, mas centenas e, às vezes, milhares de obreiros. Logo, como não é igreja, se tantos pastores, evangelistas e até mesmo teólogos encontram-se congraçados em o nome do Filho de Deus? Afinal, se convenção não é igreja, é o quê? Tomara não venha a transformar-se numa agremiação partidária, com todos os vícios (e quase nenhuma virtude) da política secular. Se isso acontecer, deixaremos de ser igreja para nos fazermos povo.

No Pentecostes, o povo fez-se igreja e admirava a todos por sua santidade, comunhão e serviço. Problemas? Havia-os e não eram poucos. Entretanto, cada dificuldade era dirimida sob a orientação do Espírito Santo.

Em Atos dos Apóstolos, registra Lucas a ocorrência de três concílios. No primeiro, os discípulos concentraram-se a fim de escolher o substituto de Judas Iscariotes. Observe-se que a decisão do colégio apostólico foi precedida por uma reflexão teológica e por uma fervorosa súplica (At 1.26). O sorteio foi apenas um detalhe naquele clima de concórdia e temor a Deus. No segundo concílio, os apóstolos convocaram a comunidade dos discípulos, para resolver uma emergência social: o socorro às viúvas dos judeus helenistas (At 6.1-6). Encerrada a reunião, ganhava a igreja o diaconato. Quanto ao terceiro concílio, o que podemos dizer? Apesar da nevralgia do tema, a reunião é concluída com uma declaração que ressalta a unidade e madureza da Igreja Apostólica: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde” (At 15.28.29).

Concílio ou Convenção?

Visando a conciliar os bispos de todas as regiões do Império Romano, o imperador Constantino (272-337) convocou-os, em 325, a uma reunião em Niceia. A cidade, localizada na atual Iznik, região hoje pertencente à Turquia, era de fácil acesso à maioria dos pastores. A esse encontro deu-se o nome de Primeiro Concílio Ecumênico da Igreja Cristã, pois todas as congregações deveriam estar ali representadas. Segundo Atanásio, 318 dignitários fizeram-se presentes. Já o historiador Eusébio só conseguiu contar 250.

À semelhança dos concílios realizados em Jerusalém sob a liderança dos santos apóstolos, o objetivo de Niceia era também conciliar agendas e ânimos. Infelizmente, teve de ser supervisionado por um imperador, cuja fé, até hoje, não foi devidamente explicada. Seja como for, os bispos saíram daquela reunião razoavelmente conciliados. Pelo menos levaram na bagagem um credo e uma cristologia bem definida.

Concílio! Gosto muito dessa palavra. Se lhe formos procurar o étimo, descobriremos: tanto o verbo conciliar quanto o substantivo concílio têm, em latim, uma procedência comum. Seja-me permitido, pois, dizer: o objetivo de um concílio não pode ser outro senão harmonizar, buscar acordos entre partes conflitantes e irmanar antagonismos. É claro que jamais devemos negociar a verdade bíblica nem apequenar a soberania de Cristo sobre a sua Igreja. Mas sempre que possível, busquemos a paz.

Algumas denominações ainda fazem uso desse termo. Outras preferem um mais adequado às suas demandas administrativas: convenção. Não vá pensar esteja eu sugerindo que se convoque uma assembléia para deliberar sobre a palavra mais apropriada. Concílio? Ou convenção? Afinal, ambas são tomadas, às vezes, como sinônimos. Atentemos, então, à etimologia do segundo vocábulo.

Oriundo do substantivo latino coventionem, este termo significa não somente reunião, mas ainda ajuste, acordo. Por conseguinte, quando nos reunimos em convenção, objetivamos convencionar temas e pautas, buscando sempre a reconciliação. No entanto, ressalvamos: a supremacia das Escrituras Sagradas não pode ser negociada.

Afinal, convenção é igreja, ou não?

Para se formar uma sinagoga são necessários pelo menos dez varões judeus. Mas para se convocar a Igreja de Cristo, bastam duas ou três pessoas predisporem-se a se reunir em seu nome. É o próprio Senhor quem no-lo promete: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20). Não importa se aí estão um homem, uma mulher e um menino. Ou três simples crianças. Se forem três pastores, melhor. Afinal, são três ministros do Senhor, que têm por hábito invocar constantemente o Cordeiro. Suponhamos, então, estejam reunidos num mesmo lugar três mil pastores. Nesse caso, é o céu na terra. O monte transfigura-se e a roupa de todos resplandece. Pelo menos é o que deveria acontecer.

Infelizmente, esquecendo-nos de que convenção também é igreja, ao invés de nos congregarmos em nome de Cristo, segregamo-nos partidariamente em torno de outros nomes. Este é de Paulo. Aquele, de Apolo. E aqueloutro, de Cefas. Oh, e há também os que declaram pertencer apenas a Cristo. Estes são os piores. De repente, passamos a nos comportar como se estivéssemos numa agremiação política. Gritamos, ofendemos nossos pares, desrespeitamos os que presidem e acabamos por escandalizar a todos. Às vezes, até palavras de calão proferimos. Em algumas ocasiões, usamos a truculência e a força bruta. Nessas ocasiões, esquecemo-nos de que há sempre um celular gravando-nos os excessos e uma filmadora nada discreta captando-nos cada um dos impropérios. No instante seguinte, está tudo na internet. Todo o nosso destempero vai para a rede. Como todos sabemos, caiu na rede é escândalo. Que espetáculo deprimente! Em minutos, fiéis e infiéis ajuntam-se para nos caçoar a insensatez. Até os nossos lábios são lidos, dando eco àquele palavrão que não conseguimos calar. O que estamos legando às novas gerações? Uma coleção de postagens na internet, expondo-nos o mau testemunho e a postura nada exemplar? Sim, o que estamos deixando aos que nos sucederão nos púlpitos e nas cátedras? Nossos filhos e netos carecem de referências morais e espirituais. Se não lhas dermos, onde as buscarão? Nesse mundo que jaz no maligno?

Sim, convenção também é igreja. Logo, não pode ser uma mera democracia. Embora usemos o voto para escolher os que nos presidem, jamais será uma democracia: seu governo é cristocrático. Conclui-se, pois, que Jesus é a cabeça não apenas da congregaçãozinha que se reúne ao pé do morro, como também da convenção que se instala no espaçoso e confortável auditório. Por isso, quer nos achemos num concílio, ou numa convenção, lembremo-nos de que estamos congregados em o nome de Jesus.

Sim, convenção também é igreja. E pastor também é crente.
Anúncios

Vídeos e Slides – LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES

Para adicionar este vídeo na sua página do facebook copie o endereço abaixo

 VÍDEO AULA MINISTRADA PELO EV. DR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

Vídeo aula ministrada pelo pastor Ronaldo Bissi, da Assembleia de Deus em Londrina.


Vídeo aula ministrada pelo professor Fábio Segantin

Contato (hebraicosegantin@hotmail.com)


LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / TEXTO ÁUREO / VERDADE PRÁTICA / INTRODUÇÃO


Texto áureo. “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar, por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).

Verdade prática. A fim de cumprir os seus planos Deus age soberanamente na vida de todas as nações da terra. 


Introdução. No diálogo entre Habacuque e o Senhor, presenciamos uma singular beleza teológica e literária. Ao longo do livro de Habacuque, deparamo-nos com uma das mais notáveis declarações doutrinárias: “O justo, pela sua fé, viverá” (2.4). Este oráculo fez-se tão notório, que se tornou uma das mais importantes temáticas, em o Novo Testamento (Rm 1.17 cf. Gl 3.8). Séculos mais tarde, inspirou Martinho Lutero a deflagrar a Reforma Protestante.


LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / I – O LIVRO DE HABACUQUE


1. Contexto histórico. Habacuque exerceu o seu ministério quando os caldeus marchavam vitoriosamente pelo Oriente Médio (1.6). Tal marcha iniciou-se em 627 a.C. e foi concluída com a vitória sobre Faraó Neco, do Egito, na Batalha de Carquêmis, em 605 a.C. (Jr 46.2). Tempo em que, de fato, os caldeus tornaram-se um império pujante. Isso mostra que o profeta era contemporâneo de Jeremias e Sofonias (Jr 1.1; Sf 1.1). Ele menciona ainda a opressão dos ímpios sobre os pobres e o colapso da justiça nacional (1.2-4) e descreve também o cenário do reinado tirânico de Jeoaquim, rei de Judá, entre 605 e 598 a.C. (Jr 22.3,13-18).


2. Vida pessoal. Não há informações, dentro ou fora do livro, sobre a vida pessoal de Habacuque. Apenas temos a declaração de que ele é profeta (1.1), detalhe este também encontrado em Ageu e Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). A partir dessas poucas informações e pela finalização de seu livro (3.19), muitos estudiosos entendem que Habacuque era um profeta bem aceito pela sociedade e — há quem afirme — oriundo de família sacerdotal. A literatura rabínica apoia essa ideia.

3. Estrutura e mensagem. No estudo passado, aprendemos que o termo “peso” indica uma “sentença pesada e profecia”. A exemplo do livro de Naum, esse oráculo foi revelado à Habacuque na forma de visão (1.1). A profecia divide-se em três capítulos. O primeiro denuncia a corrupção generalizada da nação e a consequente resposta divina (1.2-17); o segundo, outra resposta do Eterno (2.1-20); e a terceira, a oração de Habacuque (3.1-19). O oráculo divino, que possui a mesma estrutura dos Salmos, tem como principal ênfase a fé.



LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / II – HABACUQUE E A SITUAÇÃO DO PAÍS


1. O clamor de Habacuque. O que ocorria em Judá ia de encontro ao conhecimento que Habacuque possuía a respeito do Deus de Israel. Mas como é possível Aquele que é justo e santo tolerar tamanha maldade? O profeta expressa sua perplexidade na forma de lamentos: “Até quando, SENHOR[…]?” (1.2; Sl 13.1,2); “Porque[…]?” (1.3; Sl 22.1). Essas perguntas indicam que, há tempos, Habacuque orava a Deus em busca de solução.

2. A descrição do pecado. Assim, o profeta resume o quadro desolador do seu povo: iniquidade e vexação; destruição e violência; contenda e litígio (1.3). A Bíblia ARA (Almeida Revista e Atualizada) emprega o termo “opressão”. A Bíblia TB (Tradução Brasileira) usa “perversidade” no lugar de “vexação”. A estrutura poética nessa descrição revela a falência da justiça e o abuso opressor das autoridades em relação aos pobres.


3. O colapso da justiça nacional. A frouxidão da lei era consequência da corrupção generalizada. Na esfera judiciária, a sentença não era pronunciada, ou quando dado o veredicto, este sempre beneficiava os poderosos (1.4). A sociedade sequer lembrava-se da lei. Esta era o poder coercitivo para manter a ordem pública, garantir a segurança e os direitos do cidadão (Dt 4.8; 17.18,19; 33.4; Js 1.8). Mas a influência das autoridades piedosas não foi suficiente para mudar o estado das coisas. Somente o Senhor onipotente de Israel é quem pode fazer plena justiça.



LIÇÃO 9 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES / III – A RESPOSTA DIVINA / IV – DEUS RESPONDE PELA SEGUNDA VEZ / CONCLUSÃO


1. O juízo divino é anunciado. Antes de Habacuque perceber a gravidade da situação, Deus, que está no controle de todas as coisas, apenas aguardava o tempo oportuno para agir e mostrar a razão de sua intervenção. Tudo estava nos planos do Senhor. O profeta e todo o povo de Judá precisavam prestar mais atenção aos acontecimentos mundiais, pois o Eterno realizaria, naqueles dias, uma obra que eles não creriam, quando lhes fosse contada (1.5). Essa obra era um novo império que Deus estava levantando no mundo. Não obstante, esse oráculo também diz respeito à vinda do Messias (At 13.40,41).

2. Os caldeus e a questão ética (1.6). O império dos caldeus crescia e agigantava-se sob a liderança do rei Nabucodonosor. Ele estava a caminho de Jerusalém para invadir a província de Judá. No entanto, Habacuque ficou desapontado com essa resposta. Como um povo idólatra, sem ética e respeito aos direitos humanos, poderia castigar o povo de Deus? Ele pergunta: “por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (1.13). Trataria o Senhor os filhos de Judá como os animais? (1.14). Permitiria à Babilônia fazer o que desejasse com o povo? (1.15-17).



1. A espera de Habacuque (2.1). Sabedor de que Deus lhe responderá, o profeta prepara-se para ser arguido por Deus. Ele se posiciona como uma sentinela — figura comumente empregada para descrever os profetas bíblicos. Sua função era ficar alerta para escutar a palavra de Deus e transmiti-la ao povo (Is 21.8; Jr 6.17; Ez 3.17).

2. A visão. A resposta divina veio ao profeta através de uma visão transmitida com agilidade e nitidez, dispensando a necessidade de que alguém lesse e a interpretasse (2.2), pois se tratava de uma mensagem que, apesar de futurística, era claríssima: A Babilônia desaparecerá da terra para sempre! No entanto, Judá, apesar do castigo, sobreviverá (Jr 30.11). O desafio era crer na mensagem! Ainda que seu cumprimento tardasse, Deus é fiel para cumprir a sua palavra (2.3; Jr 1.12). Assim como naquele tempo, o mundo permanece no pecado por causa da incredulidade e por isso não crê na pregação do Evangelho (Jo 9.41; 15.22; 16.9; 2 Co 4.4).


3. O justo viverá da fé. A expressão “alma que se incha” (2.4) refere-se ao orgulho dos caldeus (1.10; Is 13.19). O justo é aquele que crê no julgamento de Deus sobre a Babilônia (2.8). Ele sobreviverá à devastação de Judá pelo exército de Nabucodonosor: “o justo, pela sua fé, viverá” (2.4b). Mas ao mesmo tempo é uma mensagem de profundo significado para a fé cristã (Rm 1.17; Gl 3.8; Hb 10.38). Em o Novo Testamento, o “justo” é quem, proveniente de todas as nações, acolhe a mensagem do Evangelho e é justificado pela fé em Jesus.



Conclusão. A Palavra de Deus é suficiente para corrigir o caminho tortuoso de qualquer pessoa. Apesar de a resposta divina nem sempre ser o que esperamos, ela é sempre a melhor. Quem não se lembra do fato ocorrido na vida de Naamã? (2 Rs 5.10-14). Isso acontece porque os caminhos e os pensamentos de Deus são infinitamente mais elevados que os nossos (Is 55.8,9). Vivamos, pois, pela fé!



_________________________

OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.

Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. OS DOZES PROFETAS MENORES, Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo. Lição 9 – Habacuque – A soberania divina sobre as nações. III – A resposta divina. 1. O juízo divino é anunciado. 2. Os caldeus e a questão ética (1.6). IV Deus responde pela segunda vez. 1. A espera de Habacuque (2.1). 2. A visão.  3. O justo viverá da fé. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2012.

Aula 09 – HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES

4º Trimestre_2012 – Texto Básico: 1:1-6; 2:1-4
 “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (HC 1:13) 

INTRODUÇÃO

O Livro de Habacuque, embora esteja distante de nós há mais de 2.500 anos, sua mensagem é atual, e sua pertinência, insofismável. Os tempos mudaram, mas o homem é o mesmo. Ele ainda é prisioneiro das mesmas ambições, dos mesmos descalabros morais, da mesma loucura. O profeta Habacuque começa seu livro questionando o caráter de Deus, mas o conclui orando a Deus por uma intervenção na vida do Seu povo. A crise, em vez de nos levar a correr de Deus, deve nos induzir a correr para Deus. A crise é uma oportunidade para nos voltarmos para Deus (ler Jl 2:12-16). Deus ainda continua transformando vales em mananciais. Ele ainda continua voltando-se da Sua ira para a Sua misericórdia.


Ao longo do livro de Habacuque, deparamo-nos com uma das mais notáveis declarações doutrinárias: “O justo, pela sua fé, viverá” (Hc 2:4). Poucos versículos da Bíblia têm participado com tão profundo efeito no desenvolvimento da teologia e da proclamação da fé. A doutrina da justificação pela fé é a pedra de esquina da nossa salvação. Essa foi a base da teologia do apóstolo Paulo (Rm 1:17; cf Gl 3:8). Essa foi a bandeira da Reforma Protestante no século 16. Somos salvos não pelo que fazemos, mas pelo que Deus fez por nós. O alicerce da salvação não são nossas obras para Deus, mas a obra de Deus por nós. A única boa obra perfeita, totalmente agradável a Deus, que nos leva para o céu é aquela feita por Cristo na cruz do Calvário, ao derramar Seu sangue para nos resgatar e nos purificar de todo pecado.


I. O LIVRO DE HABACUQUE


O livro de Habacuque é  único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas sim um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: “Por que Deus castigaria seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele”? No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé de maneira como Deus o requer: independentemente das circunstâncias.


1. Contexto histórico. Habacuque profetizou no final do período do reino de Judá. O Reino do Norte, por não ouvir os profetas de Deus, sucumbira ao poderio militar da Assíria havia mais de cem anos, pois em 722 a.C. a orgulhosa cidade de Samaria fora entrincheirada durante três anos e, por fim, caiu impotente diante da supremacia militar dessa poderosa potência estrangeira. O Reino do Norte durou apenas 209 anos. Durante todo esse tempo, endureceu sua cerviz e andou longe dos caminhos de Deus. O cativeiro sem volta foi sua herança. A ferida sem cura foi seu legado.


O Reino do Sul alternou entre caminhadas na direção de Deus e escapadas perigosas para distanciar-se do Eterno. Quando reis piedosos ascendiam ao poder, havia conserto, e o povo dava ouvidos aos profetas e se arrependia de seus pecados, mas, quando reis ímpios e idólatras governavam, o povo era oprimido e ainda se desviava da presença de Deus.


As lições da queda do Reino do Norte não foram suficientes para abrir os olhos de Judá, nem as reformas religiosas realizadas pelo rei Josias no ano 621 a.C. tiveram profundidade suficiente para evitar a tragédia do cativeiro. Logo após a morte de Josias, Jeoaquim resistiu fortemente à pregação do profeta Jeremias, queimou os rolos do Livro e lançou o profeta na prisão (Jr 36:5,22,23). Nesse mesmo tempo, o mapa da política internacional estava passando por grandes mudanças. A poderosa Assíria tinha caído nas mãos dos babilônios em 612 a.C. O Egito, outra superpotência da época, marchou com seus carros blindados para o norte da Síria, em Carquemis, atravessando o território de Judá para enfrentar o exército caldeu. Nessa encarniçada peleja, Faraó Neco sucumbe também ao poderio militar da Babilônia em 605 a.C. Nesse mesmo ano, Nabucodonosor, o opulento rei da Babilônia, que governou esse majestoso império e construiu a gloriosa cidade com seus muros inexpugnáveis e seus jardins suspensos, cercou a cidade de Jerusalém. Estava lavrada a sorte desse reino que desprezava a Palavra de Deus, oprimia os fracos e aviltava a justiça. Foi nesse tempo de ascensão galopante da Babilônia, da queda repentina da Assíria e do Egito, do encurralamento de Jerusalém, que Habacuque aparece.


2. Vida pessoal de Habacuque. Nada sabemos acerca da família, da procedência e da posição social de Habacuque. Apenas temos a declaração de que ele era profeta. Seu nome só é citado duas vezes e apenas no seu próprio livro (Hc 1:1;3:1).


O nome Habacuque, segundo os estudiosos, significa “abraço ardente”. Habacuque tanto se agarrou a Deus buscando resposta para suas íntimas e profundas indagações quanto abraçou o povo, levando-lhe a consoladora verdade de que o inimigo opressor seria exemplarmente julgado por Deus. Enquanto o povo da aliança triunfaria sobre a crise e viveria pela fé, os soberbos caldeus seriam eliminados sem jamais serem restaurados.


Habacuque foi contemporâneo de Jeremias. Ele sofreu as mesmas pressões, as mesmas angústias e viu os mesmos perigos. Habacuque viveu durante os últimos dias de Judá. A maior parte dos estudiosos situa o seu ministério antes de 605 a.C, quando a Babilônia, sob o governo de Nabucodonosor, tornou-se uma potência Mundial (cf Hc 2:6-20).


3. Estrutura e mensagem.


a)  Estrutura. O livro de Habacuque pode ser dividido em três partes distintas:


O capítulo primeiro fala de uma sentença, um peso, uma mensagem difícil de ser entendida e mais difícil ainda de ser engolida. Nesse capítulo, o profeta escancara as tensões da sua alma e expressa sem rodeios os dilemas que assaltam seu coração. Dois grandes conflitos são vividos por Habacuque. O primeiro é o prevalecimento do mal e a aparente inação e demora de Deus. Suas orações não são respondidas com a urgência que as endereçou ao céu. O segundo conflito é a resposta surpreendente da sua oração. A resposta de Deus deixou o profeta mais alarmado e esmagado que o seu silêncio. Deus disse a Habacuque que os caldeus sanguinários, truculentos e expansionistas estavam vindo contra Judá não ao arrepio da sua vontade, mas em obediência ao seu chamado.


O segundo capítulo fala de uma visão. O profeta deveria escrever a visão num outdoor para todos lerem. A visão que Deus revela anuncia que o soberbo vai perecer, mas o justo vai sobreviver à crise, pois ele viverá pela fé. Os caldeus, por pensarem que seu poder emanava de suas próprias mãos e de seus ídolos mudos, cairiam, sem jamais serem levantados, mas o povo de Deus, que vive pela fé, seria restaurado.


O terceiro capítulo fala de um cântico. O profeta, que começa o livro chorando, termina-o cantando. Seu cântico não é em virtude da mudança circunstancial. As circunstâncias continuavam cinzentas, mas a verdade de Deus enchera sua alma de esperança. Deus descortinara para o Seu profeta o Seu propósito, mostrara a ele Sua soberania, e agora, em vez de questionar a Deus, Habacuque clama por avivamento e se alegra em Deus, a despeito da situação.


b) Mensagem. Habacuque é um profeta suigeneris em seu estilo. Ele difere de todos os outros na sua abordagem. Todos os outros profetas ergueram a voz, em nome de Deus, para confrontar o povo e chamá-lo ao arrependimento. O profeta Amós convocou as nações estrangeiras e, sobretudo, o povo de Deus a arrepender-se de suas atrocidades. O profeta Jonas foi à capital da Assíria, à impiedosa cidade de Nínive, e pregou em suas ruas sobre a subversão que desabaria sobre ela. O profeta Naum profetizou a queda da Assíria, e o profeta Obadias, a queda de Edom. Contudo, Habacuque não confrontou o povo, mas a Deus. Em vez de falar à nação da parte de Deus, ele falou a Deus da parte da nação; em vez de chamar a rebelde Jerusalém ao arrependimento, ele cobrou de Deus Sua inação diante das calamidades que saltavam aos seus olhos. Ao contrário dos outros profetas, Habacuque não se dirige nem a seus patrícios nem a um povo estrangeiro: seu discurso é feito apenas para Deus. O maior problema de Habacuque não era fazer um  diagnóstico da doença de sua nação, mas um estudo do comportamento de Deus. O que mais lhe causou espanto não foi a derrocada moral da sua gente, mas a demora e o silêncio de Deus diante da calamidade do Seu povo. As queixas de Habacuque não são dirigidas contra os pecadores, mas contra o Santo. Habacuque teve dificuldade de compatibilizar o caráter santo de Deus com a sua aparente inação diante do prevalecimento do mal.


O profeta, com grande confiança e coragem, levou suas reclamações diretamente a Deus. Por que existe o mal no mundo? Por que os ímpios parecem ser vitoriosos? Habacuque declara que esperará para ouvir as respostas de Deus às suas reclamações. E o Senhor lhe respondeu com uma avalanche de provas e predições. O Senhor começa a falar e diz ao profeta que escreva sua resposta claramente para que todos tomem conhecimento e compreendam. Pode transparecer, Deus diz, que os ímpios triunfam, mas no final serão julgados, e a justiça prevalecerá. O juízo pode não surgir rapidamente, mas virá. As respostas de Deus preenchem o capitulo 2 de Habacuque. Com perguntas respondidas e uma nova compreensão do poder e do amor de Deus, ele se regozija em quem Deus é e naquilo que Ele fará – “Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Hc 3:18,19).


O exemplo de Habacuque deve nos encorajar quando lutamos para passar da dúvida para a fé. Não devemos ter medo de formular nossas perguntas a Deus. O problema não está no Senhor ou em seus caminhos, mas em nossa limitada compreensão a seu respeito. Ele quer que venhamos à sua presença com nossas lutas e dúvidas, porém, suas respostas podem não ser o que esperamos.  Ele é a nossa força e o nosso refúgio. Podemos ter a confiança de que o Senhor nos amará e guardará para sempre a comunhão que desfrutamos com Ele. Vivemos por meio de nossa confiança nEle, não pelos benefícios, felicidade ou sucesso que possamos experimentar nesta vida. Nossa esperança vem do Senhor.


II. HABACUQUE E A SITUAÇÃO DO PAÍS


1. O clamor de Habacuque. O que ocorria em Judá ia de encontro ao conhecimento que Habacuque possuía a respeito do Deus de Israel. Mas como é possível Aquele que é Justo e Santo tolerar tamanha maldade? (cf 1:13). O profeta expressa sua perplexidade na forma de lamentos: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?..” (Hc 1:2). Habacuque via a sua própria terra, Judá, sem lei e cheia de tirania. Os justos eram oprimidos (Hc 1:4,13). O povo vivia em pecado aberto (Hc 1:3;2:4,5,15,16). Adoravam ídolos (Hc 2:18,19). Oprimiam os pobres (Hc 1:4,14,15). Habacuque sabia que esses pecados estavam levando Jerusalém a sofrer uma invasão por um inimigo forte. O profeta não ficou estático diante do descalabro moral da nação. Ele não só gritou aos ouvidos do povo da parte de Deus, mas também ergueu sua voz ao céu a favor do povo. O profeta não podia ficar passivo diante da corrida desenfreada do mal em sua nação. Ele não se contentava em ser um pregador; ele precisava também ser um intercessor. Ele não apenas bombardeava o povo com sua voz, mas também bombardeava os céus com suas orações.


Mas, a oração de Habacuque se esbarra no silêncio de Deus (Hc 1:2a). O profeta, então, clama: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?..“. A voz do profeta parece não alcançar os céus. Os ouvidos de Deus parecem fechados ao clamor do profeta. Os céus continuam em silêncio diante do seu grito desesperador. Muitas vezes, o silêncio de Deus é mais perturbador do que as circunstâncias mais ruidosas. É bom esclarecer que não são apenas os homens ímpios como Saul (1Sm 28:6) e os rebeldes filhos de Judá nos dias de Isaías (Is 1:15) e de Jeremias (Jr 11:14) que têm suas orações não respondidas por Deus, mas, também, homens piedosos como Jó (Jó 30:20) e Davi (Sl 22:2) não encontram resposta para suas orações. Como a mulher siro-fenícia clamou a Jesus (Mt 15:23) e nenhuma palavra lhe foi dada a princípio, assim muitas orações ascendem do coração do povo de Deus sem encontrarem resposta imediata. Ainda hoje, o silêncio de Deus perturba a nossa alma inquieta.


A demora de Deus em responder à sua oração aflige mais o profeta do que o avanço do mal entre seu povo. Não é fácil lidar com a demora de Deus. Marta e Maria enviaram uma mensagem a Jesus, informando-lhe que Lázaro estava enfermo. Jesus, em vez de partir imediatamente em direção ao seu amigo, na aldeia a Betânia, demorou-se ainda mais dois dias para sair do local onde estava (João 11:6). Quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto e sepultado havia quatro dias. Marta ficou engasgada com a demora de Jesus e expressou a ele toda a sua dor e frustração (João 11:21). Ainda hoje, deixamos vazar do nosso peito, cheio de dor, os gemidos da nossa alma, dizendo: “Até quando, Senhor?”.


2. A descrição do pecado. Assim o profeta Habacuque resume o quadro desolador do seu povo: “iniquidade e vexação: destruição e violência; contenda e litígio” (Hc 1:3). Habacuque viu sua nação cavando a própria sepultura. Ele viu seu povo atolado num pântano de corrupção, violência e impunidade. Ele faz um diagnóstico da sociedade, e o resultado que vê é sombrio. Não se tratava de uma doença qualquer, mas de uma enfermidade mortal. A violência vista por Habacuque era tão vasta quanto aquela descrita por Moisés nos dias que precederam o dilúvio (Gn 6:11).


O pecado é o opróbrio das nações. Uma nação nunca é forte se está entregue à iniquidade. O homem é apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. O que derruba uma nação não é tanto o inimigo externo, mas a corrupção interna. Os historiadores dizem que o Império Romano só caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. Jerusalém não caiu nas mãos dos caldeus; ela foi entregue (Dn 1:1,2). Billy Graham corretamente afirma: “Nenhuma grande nação jamais foi vencida, até se haver destruído a si própria”.


Hoje, não raro, a igreja confronta com rigor os pecados daqueles que estão fora dela, enquanto tolera em seu meio aquilo que é explicitamente ofensivo à santidade de Deus e contrário às Escrituras. A falta de confrontação do mal dentro da própria igreja, tacitamente, dá permissão aos transgressores para continuarem na prática do seu pecado (1Co 5:1-13).


3. O colapso da justiça nacional. Os problemas de Judá eram causados por líderes que não obedeciam à lei. Os ricos exploravam os pobres e escapavam do castigo subornando os oficiais. A lei era ignorada ou distorcida, e ninguém parecia se importar. Os tribunais eram corruptos, os oficiais só se interessavam em ganhar dinheiro, e a admoestação de Êxodo 23:6-8 era completamente desconsiderada.


– Habacuque diz: ” [ . . . ] a justiça nunca se manifesta…” (Hc 1:4). A justiça nos tribunais era uma piada, porquanto o dinheiro, e não a justiça, determinava o resultado dos julgamentos e os decretos dos reis. A justiça não se manifestava por duas razões: por fraqueza dos magistrados ou por conivência deles com os esquemas de opressão. Naquele tempo, Judá estava sendo governada por homens maus. A liderança da nação estava rendida aos crimes mais execráveis. Quando a liderança se corrompe, o povo geme (Pv 29:2).


– Habacuque prossegue no seu diagnóstico do colapso da justiça e da decadente sociedade de Judá, e diz: “[…] porque o perverso cerca o justo…” (Hc 1:4). O justo estava nas mãos dos bandidos, e nada podia fazer para livrar-se dessa situação opressora. Havia um esquema criminoso em curso sob a omissão de uns e a aprovação de outros para violar o direito do justo, para oprimir o fraco e explorar o necessitado. Não havia a quem recorrer. Os poderes constituídos estavam infiltrados pelo mal e blindados contra toda sorte de resistência dos justos. A justiça não podia prevalecer porque os maus sabiam como cercar o justo por todos os lados, de modo que não pudesse receber o que lhe era devido. O erro judicial era a ordem do dia. Mediante processos fraudulentos, os ímpios enganavam o justo, pervertendo todo o direito e toda a honestidade. Considerando que Deus não punia o pecado de imediato, os homens pensavam que poderiam continuar nele impunemente (cf. Ec 8:11). A corrupção da justiça é o caos em qualquer nação; é o mergulho na desordem total e o ponto final nas esperanças dos pobres.


– Habacuque termina sua análise, dizendo: “[…] a justiça é torcida” (Hc 3:4). As decisões eram dadas contrárias ao direito. Observe que a justiça não era torta; ela era torcida. E, se era torcida, era torcida por alguém. Os juízes estavam de mãos dadas com os poderosos para oprimir os fracos. Esse foi o pecado que levou o Reino do Norte ao colapso. Judá não aprendeu a lição, por isso estava cometendo o mesmo erro fatal e enfrentaria o mesmo destino amargo.


Nos dias de Habacuque, como nos dias de hoje, grandes problemas de injustiça podem ser encontrados entre o povo de Deus. As grandes nações da nossa época, no mundo em geral, estão também marcadas por profunda decadência moral, espiritual e legal. A justiça é exigida com rigor para com os pobres e indefesos, mas torcida pelos poderosos a seu favor.


III. A RESPOSTA DIVINA


O profeta estava inquieto com o silêncio de Deus; mas ficou mais desesperado quando Deus começou a falar. A resposta de Deus não era exatamente o que Habacuque queria, mas Deus não subordina Seus projetos ao querer humano. Deus cumpre a Sua Palavra não apenas quando esta é a nosso favor, mas também quando ela é contra nós.


1. O juízo divino é anunciado. Habacuque estava inconformado com o silêncio de Deus ao seu clamor (Hc 1:2). Ele apresentou a Deus em oração uma causa urgente, mas a resposta imediata não veio. Às vezes, temos pressa de ouvir uma resposta, mas nenhuma voz ecoa do trono de Deus para acalmar o nosso coração. Mas, Deus que está no controle de todas as coisas, apenas aguardava o tempo oportuno para agir e mostrar a razão de sua intervenção.


Quando Deus respondeu à oração de Habacuque, ele ficou bastante aflito, pois a resposta veio de forma jamais imaginada pelo profeta. Deus não está sujeito ao nosso programa. Ele não obedece às nossas agendas. Seus caminhos são mais elevados do que os nossos (cf Is 55:8). Quando Deus estendeu Seu braço para agir, trouxe não a restauração de imediato, mas a disciplina. A ação de Deus veio na contramão da expectativa e da vontade do profeta. Deus trouxe os caldeus para serem a vara da Sua disciplina sobre Judá. Habacuque se queixava da apatia de Jeová e do Seu silêncio nos negócios de Judá. Porém, se o que o profeta queria era ação divina, ele a teve. O Deus que trabalha em silêncio nunca deixou de agir.


Todavia, a ação de Deus trouxe desvanecimento, e não alento imediato ao profeta. Habacuque ficou mais chocado com a ação de Deus do que com Sua inação. Deus vai usar os pagãos para julgar o Seu próprio povo. Os contemporâneos de Habacuque presumiam que Jeová protegesse os Seus e castigasse os incrédulos. Hoje, ainda, há muitos cristãos que pensam que Deus é sempre bom para os crentes e sempre punidor dos não-crentes. Pensam também que Ele dá conseguimento aos Seus planos somente por meio dos crentes.


Ninguém poderia crer que Deus entregaria Jerusalém nas mãos de um povo idólatra. Ninguém poderia crer que Deus entregaria os vasos sagrados do Templo para serem profanados nos templos pagãos da Babilônia (Dn 1:1,2). Deus usa quem quer para aplicar a disciplina a seu povo. Deus usa até mesmo os pagãos. Ele usa gente fora da igreja. Ele não está limitado às pessoas. Ele usa quem quer e quando quer e não deve nada a ninguém por isso.


2. Deus não permanece silencioso; Ele responde às orações (Hc 1:5,6). A marcha tenebrosa dos caldeus contra Judá era a resposta divina às orações de Habacuque. Quando a lei de Deus é violada, é tempo de clamar  pela intervenção de Deus (Sl 119:162). Habacuque pedira a intervenção divina. Ela veio. Quando o povo se arrepende, Deus envia a restauração; quando endurece a cerviz, Deus envia o juízo. Quem não escuta a voz da graça, recebe o chicote da disciplina. Habacuque queria ver a justiça, e ela chegou, só que por meio da disciplina de Deus.


IV. DEUS RESPONDE PELA SEGUNDA VEZ


1. A espera de Habacuque (Hc 2:1). No item anterior, à luz de Hc 1:1-6, vimos que Habacuque  colocou diante de Deus sua causa e cobrou dEle uma posição compatível com Seu caráter santo e Seus atributos majestosos. Agora, o profeta conversa consigo mesmo e encoraja a si mesmo para esperar a resposta de Deus. Ele resolve se colocar no seu observatório e esperar pela revelação que Deus haveria de dar à sua questão. Ele não apenas ora, como também aguarda uma resposta. Suas orações são específicas, e ele aguarda uma resposta específica. Ele não apenas fala com Deus, mas também espera ouvir a voz de Deus. Oração não é um monólogo, mas um diálogo. Quem fala, precisa ter os ouvidos atentos para ouvir. Pela oração, os olhos da nossa alma são abertos. Nunca nos tornamos tão lúcidos como quando nos colocamos de joelhos diante do Pai. Deus deu resposta às grandes queixas de Habacuque. Quanto ao seu povo, Deus o disciplinaria pelas mãos dos caldeus. Quanto à Babilônia, Deus a julgaria pelo seu orgulho.


2. A visão. Em resposta à sua oração, Habacuque recebe uma visão de Deus acerca da condenação inexorável do ímpio e da salvação miraculosa do justo. Habacuque chegou a pensar que Deus estivesse passivo e inativo diante da violência entre o Seu povo e contra o Seu povo, mas Deus estava trabalhando para julgar os ímpios e salvar os justos. Quando Deus parece estar inativo, Ele está trabalhando; quando Deus parece silencioso, Ele está nos preparando uma resposta eloquente que acalma os vendavais da nossa alma.


Eis algumas características dessa visão:


a) É uma visão recebida (Hc 2:2). A visão vem a Habacuque como resposta à sua oração. Ele não gerou nem concebeu essa visão nos refolhos da sua alma nem na subjetividade do seu coração. Essa visão veio do céu, veio de Deus. Ela foi revelada ao profeta. Hoje, muitos pregadores trazem ao povo visões subjetivas, engendradas no sacrário do seu próprio coração enganoso, e fazem errar o povo de Deus, furtando-lhes a Palavra.


b) É uma visão para ser perpetuada (Hc 2:2). Deus manda Habacuque escrever a visão e gravá-la sobre tábuas. Deus estava trazendo uma revelação permanente. A visão deveria ser bem legível e acessível a todos. Essa visão não era destinada apenas ao profeta, mas também às gerações futuras. Era uma mensagem universal que todos deveriam conhecê-la.


c) É uma visão para ser divulgada (Hc 2:2). Essa visão deveria ser lida pelos transeuntes. Deveria estar disponível e com acesso facilitado até para aqueles que passassem correndo. Essa visão deveria estar nos outdoors de Jerusalém, ao longo de todas as ruas, avenidas e estradas da vida. Habacuque deveria tornar-se agora o publicitário do céu, o marqueteiro de Deus, o propagandista do céu. Hoje, devemos usar todos os recursos mais rápidos, mais amplos e mais eficazes, para que mais pessoas possam receber a mensagem divina. Não podemos prescindir da página impressa, dos recursos da tecnologia eletrônica. Precisamos pregar a Palavra por meio da televisão, do rádio, da internet, da literatura. A mensagem que recebemos é a mais importante e urgente do mundo. Proclamemo-la a todos os povos!


3. O justo viverá da fé (Hc 2:4). Este texto tornou-se o lema da cristandade. Ele é a chave de todo o livro de Habacuque e o tema central de todas as Escrituras. Martyn Lloyd-Jones diz que há somente duas atitudes para a vida neste mundo: a da fé e a da incredulidade. Ou vemos nossa vida mediante a crença que temos em Deus, e as conclusões que daí deduzimos, ou nossa perspectiva se baseia numa rejeição de Deus e das negações correspondentes. Podemos afastar-nos do caminho da fé em Deus, ou viver pela fé em Deus. Conforme o homem crê, assim ele é. A crença da pessoa determina seu procedimento. O justo viverá pela fé, enquanto o ímpio vive confiante em si mesmo. O ímpio aqui representa os caldeus arrogantes (Hc 2:4,5). Eles estavam inchados de orgulho pela sua força, pelo seu poderio militar, pela sua capacidade de guerrear, vencer e escravizar. Os caldeus que Deus os suscitara para disciplinar Judá seriam completamente extirpados e destruídos. Fora Deus quem, para um propósito especial, os suscitara; mas eles receberam a glória e se ensoberbeceram como sendo de seu próprio poder. Então, Deus suscitou o Império Medo-Persa, que destruiu por completo os caldeus. O relato do colapso irremediável da Babilônia está muito bem descrito em Isaías 14:3-23.


O soberbo confia em si; o justo coloca sua confiança em Deus. O soberbo espera na sua força; o justo vive pela fé. O soberbo está destinado à morte; o justo é liberto dela pela fé. A grande e poderosa Babilônia esmagaria o pequeno Judá, mas Judá permaneceria para sempre, e Babilônia seria riscada do mapa.


Em fim, viver peia fé significa crer na Palavra de Deus e ser-lhe obediente, independentemente de como nos sentimos, do que vemos ou de quais possam ser as consequências. Alguém disse muito bem que ter fé não é crer apesar das evidências, mas sim obedecer apesar das consequências, descansando na fidelidade de Deus.


CONCLUSÃO


Habacuque nos ensina que as rédeas da História estão nas mãos de Deus. Ele nos adverte que o mesmo Deus que está assentando no alto e sublime trono governa a vida do seu povo e, não somente do seu povo, mas de todas as nações. Deus é o Senhor da história, precisamos nos conscientizar desta verdade. Ele pune quando quer, usando quem quer. E não é apenas o seu tempo que não é o nosso tempo, os seus instrumentos também não são os nossos instrumentos. Todos nós somos cientes do desmonte do maior império mundial de todos os tempos, o bloco soviético. Mais de um terço da população mundial estava subjugado ao poder comunista. Parecia um regime inabalável, um bloco sem fissuras. De repente, desabou. Em alguns países levou anos. Em outros, meses. Em outros, semanas. Em alguns, apenas dias. Mas o que parecia impossível sucedeu em pouco tempo. O império soviético acabou quando chegou o momento de Deus. Somente Deus tem a soberania sobre as nações.


O cálice da ira de Deus pode demorar a encher-se, mas, quando transborda, o juízo é iminente e inevitável. É impossível escapar das mãos de Deus. O homem pode burlar as leis e corromper os tribunais da Terra, mas jamais engana Aquele que se assenta no alto e sublime trono. O homem pode esconder seus crimes e sair ileso dos julgamentos humanos, porém jamais o culpado será inocentado diante dAquele que sonda os corações (Ex 34:7). O princípio de Deus é: “Arrepender e viver” ou : “Não se arrepender e sofrer”.


——–


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com


Referências Bibliográficas:


William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão – nº 52 – CPAD.
A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.

Habacuque (Como transformar o desespero em cântico de vitória) – Rev. Hernandes Dias Lopes

Currículo do Ano 3 – Juvenis – O Que a Bíblia Fala sobre o Futuro da Igreja – Lição 09: Armagedom

Na aula de hoje vamos estudar sobre a batalha do Armagedom.
– Perguntem: Vocês já ouviram falar em Armagedom?
Certamente os alunos responderão afirmativamente; alguns talvez ouviram  na Igreja ou mesmo num filme, pois há vários  sobre o Armagedom.
– Se possível, exibam parte de um filme que vocês podem encontrar no YouTube, como por exemplo: Megido ou Armagedom. Há filmes que tem o nome de Armagedom, mas não possuem as características e fatos bíblicos requeridos nesta lição, portanto é necessário tempo para ver e escolher de forma adequada e não passar vexame diante da classe.


– Depois, trabalhem as seguintes questões:

Armagedom. Por que tem este nome?
O que é Armagedom?
Quando acontecerá?
Onde acontecerá?
Quais personagens estarão envolvidos?
O que vai acontecer nesta batalha?
O que ocorrerá após o Armagedom?

– Para concluir a aula, utilizem a dinâmica “A Batalha entre o Bem e o Mal”,que proporcionará a reflexão sobre a batalha que existe entre o bem e o mal e a necessidade da frutificação espiritual(virtudes do fruto do Espírito) em detrimento das obras da Carne.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: A Batalha entre o Bem e o Mal

Objetivo: Refletir sobre a batalha que existe entre o bem e o mal e a necessidade da frutificação espiritual(virtudes do fruto do Espírito) em detrimento das obras da Carne.

Material: Nomes digitados: Senhor do bem e  Senhor do mal. Listagens das Virtudes do Espírito e das Obras da Carne.


Procedimento:
Antes da aula:
– Escolham dois alunos e orientem para que representem dois personagens.
Um será o Senhor do Bem e apresentará as virtudes do Fruto do Espírito.
O outro será o Senhor do Mal e apresentará as obras da Carne.
Durante a aula:
– Após o estudo sobre a batalha do Armagedom, entre Deus e o Diabo, falem que constantemente há uma guerra entre o Senhor do Bem e o Senhor do Mal e o campo de batalha está dentro de cada pessoa.
– Agora, os personagens entram em ação:
1 – O Senhor do Mal entra e fala o que ele promove nas pessoas, levando-as a cometer pecado. Então, ele diz todas as obras da Carne. Quando as pessoas cometem estes pecados elas estão longe de Deus e depois, ele diz: Eu vim para roubar, matar e destruir(Jo 10.10). Eu estou bem perto de vocês e sou o adversário de vocês e ando como leão em derredor buscando a quem possa tragar(I Pe 5.8).
2 – Agora de forma súbita entra o Senhor do Bem e interrompe a fala do adversário e fala:
Eu estou convosco, eu habito em vocês, o seu corpo é a minha morada(I Co 6. 19).
Quem tem vida em mim, produz frutos dignos de arrependimento.
Agora, ele deve ler as virtudes do Fruto do Espírito.
Nisto é glorificado meu pai, que deis muito fruto e assim sereis meus discípulos(Jo 15.8)
“…vos nomeei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça”(Jo 15.16)O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir, em vim para que tenham vida e a tenham com abundância.
“Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé…”(I Pe 5.8 e 9).
3 – Agora, falem:
O campo de batalha está na nossa mente e depois leiam Fp 4.8: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.
– E para concluir falem sobre a batalha entre o Espírito e a Carne e depois leiam Gl 5. 17 e 16.

Por Sulamita Macedo no Blog Atitude de Aprendiz

Currículo do Ano 3 – Adolescentes – Cartas que Ensinam Lição 09: O Fim está perto!

Hoje vamos estudar a 9ª. carta de um conjunto de 13 epístolas escritas pelo apóstolo Paulo.  O estudo será sobre a segunda carta de Paulo aos irmãos da igreja em Tessalônica.
Ops! Não está faltando alguma coisa para iniciar a aula?
Costumeiramente e repetidamente coloco aquela parte(que vocês já conhecem) que deve acontecer antes de começar  o estudo da lição. Mas, pode ser que alguém não se lembre e haja algum visitante novato neste blog, então vou expor novamente o que vocês devem fazer para iniciar uma aula:
“ Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
Compreendem a importância desse ato?
Vocês realmente estão fazendo isto?”

– Agora, falem: Hoje vamos estudar a 9ª. carta de um conjunto de 13 epístolas escritas pelo apóstolo Paulo.  O estudo será sobre a segunda carta de Paulo aos irmãos da igreja em Tessalônica.

– Continuem falando: Esta lição vai tratar sobre o período da Grande Tribulação. A igreja neste período não estará na Terra, pois nesse tempo já houve o Arrebatamento. Estejamos preparados para o encontro com Cristo.
– Então, perguntem: O que vocês conhecem sobre a Grande Tribulação? Aguardem as respostas e depois escrevam numa cartolina ou quadro as respostas dos alunos e reservem este material.
– Depois, coloquem no quadro os seguintes nomes dos personagens que aparecerão neste período:
DRAGÃO: O Diabo, A Serpente
A BESTA: O Anticristo, O Perverso, O Homem do Pecado
A SEGUNDA BESTA: Falso Profeta
– Agora, trabalhem as características e funções de cada personagem neste período de 07 anos da Grande Tribulação, como também sua atuação hoje no mundo.
Nesta explicação, vocês devem falar sobre o Dia do Senhor, apostasia, a Falsa Trindade Satânica, A Misteriosa Maldade, a Revolta e como terminará este período, quando Jesus descer e derrotar seus inimigos.
– Depois, perguntem: E agora, o que vocês sabem sobre a Grande Tribulação?
Para tanto, apresentem as respostas do início da aula e acrescentem o que os alunos vão falar.
– Para finalizar, utilizem a dinâmica “A Máscara”, que proporcionará a refletir sobre a forma de manifestação do Anticristo.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: A Máscara

Objetivo: Refletir sobre a forma de manifestação do Anticristo.

Material: 01 máscara, 03 alunos.

Procedimento:
1 – Antes do início da aula:
– Escolham 03 alunos ou outros que voluntariamente participem da atividade.
– Falem para o aluno 01 que deverá falar para a turma características pessoais(não físicas) e do que gosta de fazer, do que já fez, do que pretende realizar,  relatar acontecimentos ocorridos com ela. Este relato deverá ser de forma exagerada, mas que seja moderado para não levantar suspeitas se as afirmações são verdadeiras e ou falsas. Tudo deve ser expresso de forma que convença os ouvintes.
– Falem para o aluno 02 e 03 para que forneçam informações pessoais de forma verdadeira.
– Orientem que eles vão usar uma máscara, quando chegar o momento de falar para a turma.
– Peçam para que eles não divulguem para os colegas as orientações dadas a eles.

2 – No momento da realização da dinâmica:
– Chamem os 03 alunos para se posicionar na frente da classe.
– Solicitem para que falem sobre o combinado anteriormente. À medida que cada um falar, coloquem a máscara nele.
– Depois, perguntem: Vocês acham que estão falando a verdade ou mentira?
Aguardem a manifestação dos alunos e perguntem o porquê das respostas, isto é, o que lhes convenceu disto.
Coloquem a máscara no aluno que a turma afirma que ele está mentindo.
– Falem: Os 03 usaram máscara, mas a quem cabe realmente a máscara?
– Peçam, agora, para que eles falem para o grupo se estavam mentindo ou falando a verdade. Coloquem a máscara no aluno que mentiu e falem: Sua máscara caiu, sua farsa foi descoberta!
– Afirmem: Assim será no governo do Anticristo, baseado em mentira e no engano convencerá a muitos, mas Cristo destruirá este império, desmascarando-o.
– Para  finalizar, leiam:
II Ts 2. 3 e 4 “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; O qual se opõe contra tudo que se chama ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.
Postado por Sulamita Macêdo no Blog Atitude de Aprendiz

Dinâmica e Subsídios – Lição 09: Habacuque – A Soberania Divina sobre as Nações – Jovens e Adultos: Os Doze Profetas Menores

Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:
– Iniciem a aula, falando: A aula de hoje será sobre o livro de profeta Habacuque, o oitavo de uma série de 12 livros que compõem os Profetas Menores.  A lição tem como título “Habacuque – A Soberania Divina sobre as Nações”.

Ops! Não está faltando alguma coisa para iniciar a aula?
Costumeiramente e repetidamente coloco aquela parte(que vocês já conhecem) que deve acontecer antes de começar  o estudo da lição. Mas, pode ser que alguém não se lembre e haja algum visitante novato neste blog, então vou expor novamente o que vocês devem fazer para iniciar uma aula:
“ Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou e-mail.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
Compreendem a importância desse ato?
Vocês realmente estão fazendo isto?”

– Agora, vocês iniciam o estudo da lição, falando: A aula de hoje será sobre o livro de profeta Habacuque, o oitavo de uma série de 12 livros que compõem os Profetas Menores.  A lição tem como título “Habacuque – A Soberania Divina sobre as Nações”.

– Trabalhem o conteúdo proposto na lição de forma objetiva, sem suprimir partes importantes.
Leiam a lição pelo menos 02 vezes, anotem os pontos mais relevantes. Pesquisem sobre este tema em livros e sites confiáveis. Não percam o foco do tema da aula, daí a importância de levantar pontos principais. Preparem-se para ministrar a aula!

Leiam o texto “A Aula”(postado abaixo), que apresenta várias informações de como ministrar uma aula.

– Como trabalhar o tema:
1 – Contexto histórico da época do profeta Habacuque
2 – Partes do livro e suas características
3 – Mensagem principal do livro
4 – O conteúdo da lição deve ser  trabalhado, buscando o envolvimento do aluno com a aula e contextualizando o tema com a vida do seu aluno. Dessa, forma aprendizagem será mais significativa.

– Utilizem o texto “Pés Rápidos”,que trata de uma estória de um jogador de Rugbi que escreveu  nas suas chuteiras, Hb 3.19: “O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos”.

– Para concluir a aula, utilizem a dinâmica “O Abraço”, que proporcionará o trabalho sobre o significado dos nomes dos alunos e dos profetas menores, enfatizando que “abraço” é o significado do nome de Habacuque.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Texto Pedagógico: A Aula
De posse de um planejamento de ensino, o professor deve observar algumas orientações para a execução da aula, para que haja uma condução adequada do que vai ser estudado e o tempo destinado para tal fim.


 Para efeitos didáticos, a aula está dividida em três partes:
1 – Introdução
            Nesse momento, você deve cumprimentar os alunos, apresentar os visitantes, perguntar como eles estão, como passaram a semana e depois disto deve falar sobre o tema da aula, situando-o no contexto das lições anteriores.

2 – Desenvolvimento
            Esta etapa da aula é a mais longa, por isso você deve trabalhar o tema, dinamizando o ensino, diversificando os recursos a cada aula, para que haja sempre o elemento surpresa.
Procure expor em primeiro lugar as partes mais importantes do assunto e contextualize-o com a vida do seu aluno para que a aprendizagem seja significativa. Para tanto, leia a lição pelo menos 02 vezes, anote os pontos mais relevantes. Não percam o foco do tema da aula, daí a importância de levantar pontos principais.
Utilize de forma adequada o tempo de aula, abordando o tema em estudo com segurança, clareza e objetividade. Não se esqueça de promover a participação dos alunos na aula.
Lembrem-se   que o aluno aprende:
10% do que ouve
20% do que vê
50% do que ouve e vê
70% do que ouve, vê e fala
90% do que ouve, vê, fala e faz.
Diante disso, oportunizem aos alunos situações que envolvam, além da audição, elementos visuais, atividades que promovam a fala e o fazer. Pois, quanto mais sentidos envolvidos na aprendizagem, mais eficaz ela será.
            Prepare-se para ministrar a aula, o aluno percebe quando você não estudou ou não está seguro. Pesquisem sobre este tema em livros e sites confiáveis.  Não passe a aula lendo a lição, nem contando estórias para preencher o tempo. Utilizar-se de um fato para exemplificar do tema é bom, mas deve ser de forma sucinta.
            Durante a aula, caminhe na frente da classe, não permaneça em um só lugar e procure olhar para todos os alunos, não deve ficar com a visão centralizada em só ponto. Observe a expressão facial e postura corporal dos alunos, pois estes dois elementos “falam” sobre a atenção, o entendimento do tema, se o aluno está interessado e motivado etc. A postura do professor também é muito importante, deve  demonstrar que está feliz e alegre  por estar ensinando.
            Observe qual o momento mais adequado da aula para mencionar os aniversariantes, fazer pedidos de oração e agradecimentos, e ainda combinar algo específico com a turma. Veja com o secretário da classe, quais os alunos que estão faltando e procure comunicar-se com eles. Dessa forma, você está criando vínculo afetivo com a turma.

3 – Conclusão
            Nesse momento, você deve, de forma objetiva, fazer um fechamento da aula. Você pode ainda fornecer bibliografia sobre o tema para que os alunos se aprofundem no assunto e também fornecer alguma orientação para a aula seguinte, caso necessário.

            “… Se é ensinar, haja dedicação ao ensino.” Rm 12.7.

Por Sulamita Macedo.
Objetivos:
– Trabalhar o significado dos nomes dos alunos e dos profetas menores, enfatizando que “abraço” é o significado do nome de Habacuque.
– Promover momento de socialização, demonstrando afeto através do abraço.

Material:
Papel com o nome do aluno e seu significado.
Texto “Abraços”(postado no procedimento).

Procedimento:
– Falem sobre o significado dos nomes dos profetas menores estudados até a aula de hoje.
Oseias – Salvação
Joel – O Senhor é Deus
Amós – Carregador de fardos
Obadias – Servo do Senhor
Jonas – Pombo
Miqueias – Quem é semelhante a Jeová
Naum – Consolo
Habacuque – Abraço
– Depois entreguem para cada aluno o significado do nome dele, por exemplo: 
            Sulamita
            Perfeição

Para isto, vocês devem saber os nomes dos alunos. Aliás, todo professor deve saber o nome dos seus alunos!
Depois, procurar em sites o significado do nome de cada aluno. É uma pesquisa que requer paciência, pois há necessidade de procurar em vários sites.
Há nomes que vocês não encontrarão o significado. Então, ao entregar o papel sem o significado, peçam ao aluno para que fale o que sabe sobre seu nome, quem escolheu etc.
– Agora, enfatizem que ABRAÇO é o significado do nome de Habacuque.
Depois, falem: Que tal dar um abraço nos colegas? Antes, porém, uma orientação: ao abraçar o colega fale para ele sobre o significado do seu nome.
Então, leiam o texto “Abraços”:

ABRAÇOS
É impressionante o que um abraço pode fazer,
Um abraço nos anima a continuar a viver,
Um abraço pode transmitir o amor de um amigo,
Ou dizer: “Ainda que vás, estarei contigo”.

Um abraço diz, “Que bom que você voltou”.
“Que bom te ver”, ou “Por onde você andou?”
Um abraço consola uma criança a chorar,
É o arco-íris depois da chuva passar.

O abraço, meu amigo, pode crer
Que sem ele ninguém poderia viver.
Como são animadores os abraços,
Foi por isso que Deus nos deu braços?

Abraços são ótimos para pais e mães,
São um ato de amor entre irmãos e irmãs.
E é bem capaz que certas tias favoritas
Os considerem uma das coisas mais bonitas.

Gatinhos os imploram. Cachorrinhos os adoram.
E nem os Chefes de Estado os ignoram.
Um abraço quebra as barreiras da linguagem,
E compensa qualquer outra desvantagem.

Não se preocupe em os poupar,
Quanto mais der, mais vai ganhar.
Então olhe para alguém ao seu lado,
E dê-lhe já um abraço bem apertado!
Autoria desconhecida.


– Após, esta socialização leiam Ec 3.1b e 5b.
“… há tempo para todo o propósito debaixo do céu. …tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar.”

– Então, falem: Devemos abraçar enquanto nossos colegas e familiares estão perto, então aproveitemos as oportunidades e tenhamos expressões de afeto, carinho etc.

Por Sulamita Macedo.
Texto de Reflexão: Pés Rápidos

            Fui ao Chile para uma conferência bíblica e estava no hotel, descansando, quando um jogo de rúgbi apareceu na televisão. Embora eu não entenda muito bem esse jogo, gosto de assisti-lo e admiro a coragem que é necessária para se praticar um esporte tão perigoso.

           
Durante o jogo, um dos jogadores franceses se machucou e teve que ser retirado do campo. Enquanto os treinadores o atendiam, a televisão mostrou de perto suas chuteiras. O jogador havia escrito com caneta preta as palavras: “Habacuque 3.19” e “Jesus é o caminho”. Tais expressões de fé e esperança foram um forte testemunho das prioridades e valores daquele jovem atleta.
            O versículo citado no calçado daquele jogador não é apenas um que fala de esperança celestial e perseverança na fé. É um versículo de valor prático, especialmente para um atleta que depende da velocidade para conseguir sucesso. Ele diz: “O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos”.
            Em tudo na vida, precisamos das forças e da provisão de nosso Deus. Somente ele pode nos dar “pés” que são rápidos e fortes. Somente ele pode equipar-nos para todas as incertezas da vida, pois somente ele é a nossa força. Como Paulo, podemos estar seguros: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês” (Filipenses 4.19). WEC

Fonte: Nosso Andar Diário( 10.03.2008)

O cristão pode dar desculpas ou mentir?

Noventa e nove por cento dos fracassos advêm de pessoas que têm o hábito de dar desculpas” (George Washington Carver).
O cristão pode dar desculpas ou mentir?
É comum encontrar pessoas dizendo que não mentem, mas são mestres nas desculpas, mentir ou dar desculpa não seria a mesma coisa? O que é aceito para o cristão dar desculpas, justificativa ou “mentir por risco”?
O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos. Sl 101.7
Fulano porque você não veio na igreja ontem, “a cheguei tarde”, sendo que na verdade ela não quis ir ao culto; Beltrano você me emprestar “isto” a não posso vou usar, na verdade a pessoa não quer e não gosta de emprestar; Entre tantas outras desculpas cotidianas. Vamos pensar em algumas definições abaixo, depois você decida pelo melhor:

“As desculpas sempre substituem o progresso” (Ralph Waldo Emerson).

Significado de Mentir: v.i. Afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente. Enganar, iludir; ludibriar.
Significado de Desculpa: s.f. Ação de desculpar ou de se desculpar.
Razão ou motivo para atenuar ou eximir da culpa; justificativa.
Escusa; pretexto. Indulgência, perdão.
Significado de Justificar: v.t. Demonstrar, provar inocência: justificar o procedimento.
Fazer ver que uma coisa não é falsa ou infundada: os acontecimentos justificaram nossas previsões. Art. gráf. Fazer justificação de: o tipógrafo justificou as linhas.
V.pr. Provar inocência; apresentar motivos, razões, desculpas: o aluno justificou-se perante o diretor.
Significado de Dissimular: v.t. Não deixar aparecer; encobrir, fazer parecer diferente; disfarçar; fingir.
Diante do exposto vale pensar o que está escrito na Palavra de Deus e o que Deus espera de cada um de nós, concorda? Em Mt 5.37 e Tg 5.12 diz a vossa palavra seja sim, sim e não, não para que não caias em tentação.
Nada justifica mentir, Gn 12.10-20, Jo 8.44, Gl 2.1-14 e Ap 22.15 diz o Diabo é o pai da mentira e ficarão de fora quem pratica a mentira.
“Alguns homens apresentam milhares de razões para não fazer o que querem, quando tudo que realmente necessitam é de uma razão para fazer” (Willis Whitney).
Quem usa de desculpa, não poderá ser queixar posteriormente com Deus. O Cristão ele fala e vive a verdade, tem uma vida transparente, sem manchas, irrepreensível, é sincero, não nega a verdade nem que isso lhe custe algo (Lc 14.15-24; 1 Ts 5.23).
Quando um vencedor comete um erro, diz: “Eu errei.” Quando um perdedor comete um erro, diz: “Não foi minha culpa” Você admite e diz “Eu errei” ou diz “Não foi minha culpa”? Um vencedor explica; um perdedor se justifica. (Extraído do texto: de Rev. Carlos Roberto Bob).
Pense nisso, Jesus te ama, viva a verdade, Ele é fiel e justo para nos ajudar no que for preciso, se pecar e confessar, Ele te perdoará!!
Prof. Robson Santos