Arquivo da categoria: ARTIGOS / ESTUDOS PECULIAR

O SACRIFÍCIO VIVO – Romanos 12

 “Somos mais que uma organização, somos um corpo vivo, tendo Cristo como cabeça.”

A. Consagração de Corpo e Mente. 12:1, 2.
1. A linguagem aqui é do V.T, e faz-nos lembrar de que os crentes judeus ofereciam sacrifícios ao Senhor. Mas os crentes cristãos, em vez de oferecer algo fora de si mesmo, devem oferecer seus próprios corpos a Deus, como sacrifícios vivos, santos e aceitáveis. Este tipo de sacrifício é um culto espiritual que envolve todos os seus poderes racionais.
2. Por causa da declaração envolvida, os crentes não devem se conformar com este mundo, mas devem se transformar pela renovação de suas mentes (12:2). Tal transformação e renovação se alcançam experimentando (aprovando ou descobrindo) que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita.
B. A humildade no Uso dos Dons de Deus. 12:3-8.
3. Na introdução da questão dos dons, Paulo fala da graça que lhe foi dada para capacitá-lo a ser um apóstolo. Depois ele exorta cada um dos seus leitores a que não sejam arrogantes, isto é, que não pensem bem demais sobre si mesmos. Ele apela para um jogo de palavras, usando diversos termos gregos que têm a palavra “mente” ou “pensar” como elemento básico – que não pense de si mesmo, além do que convém (saber), antes, pense com moderação (com equilíbrio na avaliação). Devemos fazer uma auto-avaliação quanto ao que Deus repartiu a cada um. Paulo aqui não fala da “fé salvadora”, mas antes de “uma fé que impulsiona uma pessoa na obra de Deus”. A “fé salvadora” não seria o padrão para um auto-exame correto. Só o orgulho poderia dizer: “Veja quanta fé salvadora eu tenho”. Mas é com humildade que se diz: “Eis aqui a fé que eu tive na execução desta ou daquela tarefa particular para Deus”. Isto apenas leva à oração, “Senhor, aumenta a nossa fé” (veja Lc. Romanos 17.5). Na lista dos heróis da fé em Hb. 11, vemos que a medida da fé dada, corresponde à tarefa a ser realizada.
4,5. O um só corpo do qual os muitos são membros, enquanto ao mesmo tempo são, individualmente, membros uns dos outros, é a Igreja universal, constituída de todos os crentes em Cristo. (Veja I Co. 10:17; 12:12, 13, 28; Ef. 1:22, 23; 2:15b, 16; 4:3-6, 11-13, 15, 16; 5:22-30; Cl. 1:17, 18, 24, 25). O símbolo do corpo descreve a Igreja como um organismo, com cada membro recebendo vida de Cristo (veja Cl. 3:3). Uma vez que todos os membros recebem sua vida de Cristo, eles todos se pertencem mutuamente. Grupos locais de crentes são a manifestação local do corpo de Cristo, a Igreja. Tal grupo local é corpo de Cristo, mas não todo o corpo de Cristo (veja I Co. 12.27). O corpo de Cristo consiste da totalidade dos crentes que estão unidos a Cristo, a cabeça da Igreja.
6. A graça de Deus concedida a crentes individualmente, está comprovada nos diferentes dons. Paulo faz uma lista dos dons e depois diz de que modo cada um deve ser usado. Em cada caso o leitor, para entender, deve suprir o verbo, vamos usá-lo, seguido do dom particular. Se profecia seja (vamos usá-la) segundo a proporção da fé, ou no correto relacionamento com a fé. aqui significa o corpo da fé, da crença ou doutrina (veja Arndt, pistis, 3, págs. 669-670). A profecia, que tem a intenção de exortar, encorajar e confortar (veja I Co. 14:3), deve ser usada no devido relacionamento. Com a verdade revelada de Deus.
7. A palavra diakonia, que foi traduzida para ministério, pode ser traduzida para serviço se for tomada no sentido geral. Se o tomarmos no sentido particular, refere-se ao ofício de um diácono. A ênfase aqui é na necessidade de se usar esses dons. Aqueles que têm os dons de ensinar e exortar devem exercitá-los.
8. O que contribui deve fazer com liberdade. A palavra proistemi, traduzida para preside, pode significar isso mesmo ou dar ajuda. Isto tem de ser feito com alegria. Aquele que tem o dom de exercer misericórdia deve usar o dom com alegria. (Os dons aqui mencionados são: – 1) profecia, 2) ministério (serviço ou ofício de diácono), 3) ensino, 4) exortação (possivelmente conforto, encorajamento), 5) repartir, 6) presidir ou dar ajuda, 7) exercitar misericórdia. Cada um é um talento particular para um tipo particular de atividade.
C. Qualidades do Caráter Exemplificadas. 12:9-21.
Devemos meditar nesta lista se quisermos que o seu impacto nos atinja.
9. O amor tem de ser genuíno (ou sincero, sem hipocrisia). Os crentes têm o mandamento de aborrecer o mal constantemente e a se apegarem constantemente ao bem.
10. Devem se devotar uns aos outros com amor fraternal e devem se exceder uns aos outros na demonstração do respeito recíproco.
11. Não devem ser indolentes. Devem ser fervorosos (incandescentes), literalmente, fervendo, no espírito. Devem servir continuamente ao Senhor.
12. Os crentes devem se regozijar na esperança, isto é, em tudo o que Deus tem prometido fazer por eles em Cristo. Devem suportar as aflições e estar sempre em oração.
13. Devem suprir as necessidades dos santos (companheiros crentes) e seguir ou buscar a hospitalidade.
14. Os crentes devem abençoar seus perseguidores e deixar de amaldiçoar os patifes.
15. Devem se regozijar com os que se regozijam e chorar com os que estão tristes. Sentir alegria genuína com o sucesso de outrem é sinal de verdadeira maturidade espiritual.
16. Os crentes devem viver em harmonia entre si. Em vez de lutar na consecução de coisas que estão altas demais para eles, devem se acomodar às maneiras simples, deixando de ser convencidos.
17. Não devem retribuir o mal com o mal. Antes, devem se preocupar com o que é moralmente bom diante de todos os homens.
18. Até onde for possível, os cristãos devem viver em paz com todos os homens.
19. Os crentes não devem procurar a vingança, mas devem dar oportunidade à ira de Deus para operar os seus propósitos (veja Arndt, topos, 2, c, págs. 830-831). O V.T. faz notar que a vingança e a recompensa pertencem a Deus.
20. Os crentes devem tratar os inimigos que se encontram em dificuldades, como tratariam os outros em circunstâncias semelhantes. Alimentando-os e dessedentando-os, os crentes amontoam brasas vivas sobre as cabeças deles. Está figura parece querer dizer que o inimigo corará de vergonha ou remorso diante de tão inesperada delicadeza.
21. A última qualidade de caráter mencionada em Romanos 12 mostra que Paulo sente que a vida cristã é como uma competição – Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
Concluindo existem dois extremos: O trabalho excessivo e o comodismo espiritual tanto um quanto o outro é prejudicial, apresentamos o nosso corpo em sacrifício vivo, façamos o que vier as nossas mãos conforme nossa força e tempo oportuno, sempre com amor e vencendo o mal com o bem.
Texto extraído do Comentário Bíblico, Romanos, Moody.

Férias na Igreja x Frutos espirituais

Artigo cristão escrito por Robson Santos

Férias na Igreja x Frutos espirituais
Existem férias para crente na Obra de Deus? Existe respaldo bíblico para dizer este ano não assumirei responsabilidades na igreja? Qual é momento para descanso ou aposentadoria na igreja?
Produzir frutos exige suportar cruzes. Não há dois cristos: um acomodado para os cristãos acomodados e um que luta e sofre para os cristãos superiores. Há um só Cristo. (Hudson Taylor)

Está escrito em João Cap. 15 que Jesus é a videira verdadeira e os cristãos (pessoas convertidas á Deus) são os ramos. Aquele (ramo) que não dá fruto ele corta e os que dão frutos ele poda, para que dê mais frutos ainda.
Nenhum ramo pode produzir fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, há pessoas que se gloriam por obras ou feitos não sabendo elas que são totalmente dependentes de Deus, ou seja, é Deus que opera nelas e através delas.
Quem permanece em Jesus dá muito fruto, isto é ganha almas, faz à Obra, ajuda ao próximo, está compromissado com alguma função para crescimento do Reino de Deus, expressar em ações o fruto do Espírito, se tornar discípulo e suas petições será atendido. Quem não dá fruto não permanece em Jesus.
Não há lugar neste mundo para descanso (Mq 2.10), fomos chamados para pregar a tempo e fora de tempo; Ser abundantes na obra do Senhor; O que vier as nossas mãos fazer conforme nossas forças; Não existe chamado para ser prego de banco, pois aqueles que fazem parte do corpo de Cristo, cada um tem talento ou missão no corpo, ninguém é inútil.
Paulo terminou sua obra aqui quando chegou o fim dos seus dias aqui na terra, assim como os outros apóstolos. Quem para de produzir frutos ou ser útil aqui na terra está “morto”, pois o corpo vivo sempre estará em atividade.
Não é hora de pararmos ou tirar férias, Jesus conta conosco para fazer sua obra, caso sintamos fadiga ou peso grande é hora oportuna para rever nossas prioridades e como estamos trabalhando. É impossível ter o amor de Deus e compaixão pelo próximo e ficar parado isto á exemplo de grandes homens que já existiram. Façamos nem que seja pequenas coisas.
“Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o lavrador.” Jesus Cristo.

A DISPENSAÇÃO DE ISRAEL (Rm 9-11)


OBJETIVO
Entender o papel de Israel durante a história dentro do plano de Deus.

 

IDÉIA CENTRAL DO TEXTO
Qual a relação do plano de Deus para com Israel como nação? Os judeus foram rejeitados como nação? A rejeição de Israel foi a oportunidade de salvação para os gentios?
INTRODUÇÃO
Os judeus foram salvos pela pratica da Lei? Foram rejeitados por Deus? É de suma importância entender o chamado deles por Deus e como os gentios são inseridos dentro do plano salvador de Deus. A história bíblica, leis, profetas, as escrituras e a vinda do messias se desenrolam na história de Israel.
A REJEIÇÃO DE ISRAEL, O ESCOLHIDO DE DEUS:
·      Deus escolhe e elege quem ele quer, sem injustiça nenhuma (Rm 9.6-15) escolheu Israel para apresentar o Deus verdadeiro às demais nações;
·      Veio para o que era seu (Israel), mas os seus não o receberam (Jo 1.11);
·      Israel não aceitou a salvação nos termos de Deus, porque a buscou pelas obras (Rm 9.31,32), enquanto os gentios conseguiram a justificação pela fé (Rm 9.30);
A SALVAÇÃO DE ISRAEL E DOS GENTIOS NO PRESENTE:
·      Todos quantos o receberam, aos que creem em seu nome, deu-lhes o direito de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.12, 13);
·      A salvação está em Jesus tanto para o judeu como para o gentio pela fé (Rm 10.4,12);
·      A salvação vem através do conhecimento da palavra do Senhor, homens que pregam á Palavra, os que ouvem e creem (Rm 10.13-17; 1 Co 1.21);
A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL NO FUTURO:
·      Israel é a oliveira que Deus plantou (Is 60.21; 61.3);
·      Todo Israel será salvo na plenitude dos tempos que reconhecerem o messias como salvador (Rm 11.25,26);
·      Deus não rejeitou o seu povo para sempre.
CONCLUSÃO
O que aprendemos aqui?
1. Os propósitos de Deus são firmes e nada frustrará os seus planos.
2. Mesmo com a rejeição de Israel, o plano de Deus continua salvando a humanidade.
3. Deus ama e zela pelo seu povo, mesmo eles não tendo méritos.

Fonte:
Bíblia de Ajudas Adicionais, Editora Alfalit.
Livros teológicos da EETAD
Elaborado por Robson Santos.

“Tira teus sapatos de teus pés; Porque o lugar em que tu estás é terra santa”

Artigo cristão escrito por Robson Santos
“Tira teus sapatos de teus pés; Porque o lugar em que tu estás é terra santa”
“Tirar os sapatos. É um sinal de respeito antes de entrar num lugar santo ou palácio, usado no oriente, desde antes dos tempos de Moisés até hoje em dia.”
Qual é o lugar de santidade hoje? Terei temor apenas quando entrar no Templo? É correto ficar tranquilo em casa ou na rua no modo de vestir e para ir ao Templo, é necessário colocar calça ou saia?
O salmista diz: Tudo que há em mim bendiga o seu santo nome. O nosso testemunho fala mais alto que nossas palavras. Diante disso entendemos que não importa onde estamos, mas em tudo o que fizermos ou que somos o nome do Senhor deve ser glorificado.

No período do antigo testamento havia um elevado temor sobre como entrar no santo templo e a preocupação em que apresentar ao Senhor, pois o entender que se encontraria com Deus seria no templo.
Hoje no novo testamento, onde é a morada do Espírito Santo? Onde é que Deus habita? Várias referências bíblicas apontam que nosso corpo é santuário, morada do altíssimo. Vamos ao templo falar com Deus, vamos, mas somos orientados orar sem cessar, onde estamos é ponto de contato com Deus.
Somos convidados a ser santo, pois Deus é santo. Somos diferentes do mundo, isto se reflete em nosso exterior. Como posso ficar com trajes indecentes em casa ou praia, sendo cristão? Será que a santidade é limitada ao interior?
Se enquanto cristão estou em contato com Deus 24hs, o lugar santo não seria onde estou?  É hora de refletirmos sobre se somos templos do Espírito ou não!!
Há igrejas que alegam que para ir ao Culto é necessário o membro colocar uma calça ou saia, será que o lugar de cultuar se restringe ao templo?
Voltemos pra Palavra, urgente. Vamos tirar a sandália dos nossos pés, tirar tudo que é impuro ou nos separa de Deus, então veremos o milagre divino e Deus se manifestar de forma gloriosa!

Sobre profetas e professores

Escrito por  Ev. Francikley Vito*

Sobre profetas e professores

O ensino e a aprendizagem não são ações apenas racionais e mecânicas, são atos que, para serem levados a efeito, exigem

daqueles que os praticam uma entrega total e constante; essa verdade se mostra ainda mais contundente quando consideramos a ação educativa do âmbito cristão, com suas peculiaridades e desafios. Não trataremos aqui da segunda ação (a aprendizagem), mas tão somente da primeira (o ensino). Já dissemos, em texto anterior, que, quando o professor se levanta para dar sua aula, ele se coloca como um instrumento de transformação que atua nas múltiplas áreas de formação do aluno (Vito, 2011); nesta mesma oportunidade, traçamos as primeiras reflexões quanto ao assunto que será alvo do nosso pensar neste texto, a saber, as similaridades entre a pessoa do profeta veterotestamentário (do Antigo Testamento) e a ação do professor cristão na contemporaneidade. Ali dissemos que o professor se assemelha ao profeta, em um primeiro momento, etimologicamente, visto que os dois substantivos derivam da mesma raiz linguística latina (professor,óri). Assim, o professor, da mesma forma que o profeta, é alguém que transmite, que professa, suas crenças, valores e experiências de vida à sua classe. Porém a similaridade entre um e outro vão muito além das já expressas naquele trabalho. E é isso que intentamos mostrar no decorrer deste artigo; à luz da vida de um dos profetas mais conhecidos do Antigo Testamento, Jeremias.

Consciência de Seu Lugar na História
O professorado não é uma ação que se dá em desconexão com a realidade; ao contrário, todo ensino, como ato comunicativo, é praticado em um contexto cultural real e conhecido, por isso se diz que o professor cristão precisa ser consciente da realidade cultural que o cerca, para, por meio da ação educativa, dar resposta a essa realidade da qual faz parte e é convidado a ler, entender e, não poucas vezes, a rechaçar como inadequada, a exemplo dos profetas bíblicos (Jr 1.18). O professor cristão precisa compreender que foi chamado para falar a um povo em uma época específica, com todas as suas mazelas, intempéries e desafios, e que “a realidade social não se encaixa em esquemas preestabelecidos”(Furlanetto, 2003, p.10). Esse desafio de falar a sua época faz com que a responsabilidade do professor avolume-se ainda mais. Para interagir como educador na construção do conhecimento em uma realidade viva e dinâmica, com suas singularidades, conflitos e valores, é imperativo que o professor tenha consciência de si, ou seja, o docente precisa se reconhecer como ator-agente do ato educativo. De outro modo, diríamos que, quando toma consciência do seu papel como sujeito na História, o professor constrói respostas para os desafios da prática docente. Ou como coloca muito bem Ecleide Cunico Furlanett, em seu livro Como Nasce um Professor?:
O professor toma decisões, processa informações, atribui sentido, fundamentado no que conhece e sabe; sua subjetividade é composta por uma mescla de teorias, vivências e valores. (2003, p.12)
Essa mesma consciência e construção de significado podem ser percebidas na dinâmica da revelação que Deus, na Bíblia Hebraica, dava aos seus profetas. Para que observemos como essa consciência de realidade, da qual o profeta necessitava para fazer uma leitura correta do seu tempo e do seu ofício, bem como dos propósitos de Deus para aquela realidade, vejamos o exemplo do profeta Jeremias, que profetizou para o seu povo e para as outras nações por mais de quarenta anos:
E veio a mim a palavra do Senhor segunda vez, dizendo: Que é que vês? E eu disse: Vejo uma panela a ferver, cuja face está para o lado do norte. E disse-me o Senhor: Do norte se descobrirá o mal sobre todos os habitantes da terra. Porque eis que eu convoco todas as famílias dos reinos do norte, diz o Senhor; e virão, e cada um porá o seu trono à entrada das portas de Jerusalém, e contra todos os seus muros em redor, e contra todas as cidades de Judá. E eu pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram diante das obras das suas mãos. Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles. (Jeremias 1.13-17)
Como indica Mcnair, depois de tomar consciência daquilo que era e de quais eram os planos do Senhor para o seu tempo, seu povo e os povos vizinhos, encontramos o profeta “dando sua mensagem nos lugares públicos, nos átrios do templo, no palácio real, nas portas da cidade, nos dias de festa ou jejum, quando o povo da roça tinha vindo à cidade para o culto”(1985, p. 250). A consciência de quem somos nos coloca onde devemos estar e nos encoraja a fazer aquilo que é necessário para melhor desenvolver nossas funções como mediadores do conhecimento em uma época e lugar específico.
Consciência do Chamado
A maioria dos teóricos da educação tem concordado que os melhores educadores são aqueles que, em sua prática educativa e em sua realidade vivencial, têm consciência de que são vocacionados para desempenhar as funções inerentes ao professorado; essa consciência também era notada na dinâmica do profetismo no Antigo Testamento. Vejamos o marcante e conhecido caso do “profeta chorão”, como também é chamado o profeta Jeremias por seu segundo escrito que ganhou o nome de Lamentações. Na cena inicial do livro profético que leva o seu nome, o narrador descreve assim o seu chamado:
Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.
Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás. Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. (Jeremias 1.4-8)
Apesar de a palavra “vocação” estar sendo evitada por alguns teóricos para descrever “a tendência natural do espírito para uma carreira” (DELP, 2008) por trazer consigo uma representação religiosa, pois era a palavra usada para descrever o sentimento de direcionamento que alguns jovens sentiam para abraçarem o sacerdócio católico romano, entendemos que esse é um termo adequado; utilizado, inclusive, sem problemas, por vários educadores antigos e modernos (In: Lengert, 2011). Ao falar da vocação como elemento constitutivo à prática professoral, não queremos com isso invalidar, ou esvaziar de responsabilidade, os esforços para o aperfeiçoamento constante do professor; acreditamos que o professor precisa, a despeito da sua vocação, dedicar-se ao ensino, principalmente aquele que exerce a laboriosa tarefa de ensinar a outros as verdades de Deus (Rm 12.7). Como bem demonstrado pelo educador Imídio G. Nérici, “é importante saber, quanto ao exercício do magistério, se o candidato tem condições para o mesmo”(1999, p.51). Ainda seguindo em seu raciocínio, Nércio aponta algumas condições intrínsecas para exercitar o magistério, princípios esses que bem podem ser usados em referência ao magistério cristão, dentre os quais destacamos (Op. cit.):
a) Senso de dever;
b) Sinceridade e coerência de comportamento;
c) Admiração pelo ser humano e
d) Forte senso de responsabilidade.
Notemos que o exercício das características acima citadas, em grande medida, depende de o quanto o professor seja consciente de sua vocação, do seu chamado, a exemplo do profetismo exercido pelos homens e mulheres do Antigo Testamento (Ver Am 7.14-15). A certeza da nossa vocação nos ajudará no exercício da nossa função como educadores.
Consciência de Seu Ensino
No vocabulário comum do profetismo veterotestamentário, uma frase parece ressoar com maior frequência, a saber: “Assim diz o senhor” (Jr 2.2). Como sabido, um dos vocábulos aplicados à pessoa do profeta era “porta-voz”, ou seja, aquele que carregava consigo e em si a voz de Deus. Assim, a responsabilidade maior do profeta era que os outros a quem ele era enviado, no contexto em que estavam, estivessem conscientes de que as palavras do profeta eram, na verdade, os “oráculos do Senhor”. Essa é a razão pela qual o profeta Jeremias tinha a preocupação de registrar em seus escritos que suas declarações eram resultado da revelação vinda pela “palavra do Senhor” ao seu povo (Jr 1. 2,4,11). Como explica o dr. George A. Smith:
Devemos banir do nosso pensamento a ideia popular que o principal serviço do profeta era predizer […] Sendo participante dos conselhos de Deus, o profeta vem a ser portador ou pregador [ou ensinador] da palavra divina. A predição do futuro é somente uma parte, e muitas vezes parte subordinada e acidental, de um ofício cuja função era declarar o caráter e a vontade de Deus. (In:MCNAIR, 1985, p.231)
Esse reconhecimento que o profeta tinha de que seus pronunciamentos não eram em última análise seus, pode servir de símbolo (símbolo “é sinal de reconhecimento” In: FURLANETTO, 2003, p.33) par o professor no sentido de que ele precisa reconhecer que o seu ensino não serve para si, mas para crescimento, aperfeiçoamento e direcionamento de outros. Em outras palavras: O professor, como o profeta, é um instrumento para que outro apareça; no profetismo essa instrumentalidade era exercida por Deus e para o povo; no professorado, o labor do sujeito-mediador é para amadurecimento dos que o ouvem e são alcançados por sua declarações. As palavras de Nérici (1992, p.55), quando falar sobre a função orientadorado educador, revelam que:
A função orientadora do professor vem aumentando de importância e tornando-se cada vez mais indispensável […] consiste em compreender o educando e sua problemática de vida, a fim de auxiliá-lo a encontrar saída para as suas dificuldades, a se realizar o mais plenamente possível. 
O educador cristão é um guia, assim como era o profeta, para mostrar àqueles que estão em caminhos tortos novas possibilidades (Rm 2.19); esse enfrentamento com o outro e seus valores só será possível se os professores cristãos, a exemplo dos profetas bíblicos, souberem que são homens inseridos em uma realidade histórica, que teu um impulso vacacional e que tem com principal função colocar suas vidas a disposição de outros. Quando conseguimos fazer isso, crescemos; mas, como disse Furlanette (2003, p.23), “o crescimento só é possível para quem tem coragem de olhar e ver; ouvir e escutar, pensar a respeito do que ouve, escuta e faz”. Verdadeirocrescimento se dá, objetivamente, na ação.
Referências Bibliográficas
A BIBLIA ONLINE < http://www.bibliaonline.com.br/acf > Acesso em outubro de 2012.
ABL. Dicionário Escolar de Língua Portuguesa (DELP). Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 2ª ed., 2008.
FURLANETTO, Ecleide Cunico. Como Nasce um Professor? São Paulo: Paulus, 2003.
LENGERT, Rainer. Profissionalização Docente: entre vocação e formação. Disponível em < http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Educacao/article/view/195/209&gt; Acesso em outubro de 2012.
MCNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro: CPAD, 1985
VITO, Francikley. Responsabilidades Básicas do Professorado Cristão. Disponível em <http://www.portalebd.org.br/principal/pedagogia/item/269-responsabilidades-b%C3%A1sicas-do-professorado-crist%C3%A3o&gt; Acesso em maio de 2011.
*Francikley Vito é professor de Teologia e Linguagens. É pós-graduando em Teologia Prática (CPAG/Mackenzie), autor do livro Deus e o Mal e editor do blog www.vosbi.blogspot.com, evangelista da Assembleia de Deus – Ministério do Belém – Setor 11 (São Mateus, São Paulo/SP).

EXISTE CONDENAÇÃO PARA VOCÊ? (Rm Cap. 8)

Quem está livre da condenação eterna? Biblicamente quem é mais que vencedor?
OBJETIVO
Expor que o sacrifício de Cristo não isenta o ser humano do compromisso e obediência às sagradas escrituras.
IDEIA CENTRAL DO TEXTO
A vida através do Espírito.

INTRODUÇÃO
É categórica a afirmativa bíblica que diz quem crer (aceitar Jesus como salvador e crer na sua palavra e obedece) não é condenado, mas quem não crer já está condenado. Para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne não há condenação. Mas como fica a vida de certas pessoas que apesar dos seus cargos ou históricos, não seguem fielmente á Palavra, dando vazão á carne?
A VIDA ATRAVÉS DO ESPÍRITO:
1. Andar segundo a carne (natureza pecaminosa) ou Espírito– VS. 1-17.
Não existe meio termo: andar segundo a carne ou segundo o Espírito.
·   Somente Jesus liberta o homem do poder da lei do pecado e da morte, pois ele cumpriu as exigências da Lei (Vs. 2-4)
;·  Ao aceitar Jesus e ao permanecer nele o homem agora é guiado pelo Espírito, pois está morto para o pecado (Vs. 5; 9-17; Gl 5.16-18, 24 e 25); 
·    Os que vivem na carne não podem agradar a Deus, porque a inclinação da carne é morte e inimizade contra Deus (Vs. 6-8).
 ·      Ver obras da carne Gl 5.19-21, mas o fruto do Espírito Ver Gl 5.22,23, 26. 
A GLÓRIA FUTURA:
2. Glória futura que aguarda os santos– VS. 18-27.
A esperança está na adoção como filhos e redenção do corpo.
·   Devido o pecado de Adão todos foram atingidos, ou seja, toda a criação (Vs. 19-23);
·   Deus conhece a fraqueza do ser humano por isso o Espírito ajuda intercedendo por ele conforme a vontade de Deus (Vs. 26 e 27);
 ·  Os que tiveram os primeiros frutos do Espírito gemem interiormente, aguardando sua redenção, devidos o pecado e as consequências (Vs. 23).
·   Os que esperam no Senhor terão seus corpos transformados e haverá novos céus e nova terra (Vs. 24, 25; 1 Co 15.50-54).

MAIS DO QUE VENCEDORES E O CÂNTICO DE VITÓRIA:
3. A vitória dos salvos– VS. 28-39.
Em Cristo Jesus o crente é mais que vencedor, tudo está sob o controle de Deus.
·  Deus em sua presciência conhece quem aceitará a salvação oferecida, a este predestinou, chamou, justificou e glorificou (Vs. 28-30);
·    Somente Deus pode condenar o homem ou justificar (Vs. 31-34);
 ·   Nada poderá separar o homem de Deus, exceto o pecado (Vs. 35-39; Is 59.2).
· Mesmo sofrendo por amor a Cristo, entregues a morte, sendo acusados injustamente nisso o cristão é mais que vencedor (Vs. 36, 37; 2Tm 2.3).
PORTANTO AGORA NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ:
4. A salvação pode ser perdida? Quem está livre da condenação? – Vs. 1.
Existe uma condição neste primeiro versículo para está livre.
·    Quem não crer já está condenado (Vs. Jo 3.18);
· Quem creu, e deixou de andar segundo o Espírito sobre ele repousa a condenação (Vs. Mt 24.13; Hb 10.25-27);
 ·  Quem crer, estando em Cristo Jesus e não anda segundo a carne para ele não existe nenhuma condenação (Vs. 1; Mc 16.16).
CONCLUSÃO 
Para aqueles que aceitam Jesus, que crer nas escrituras sagradas como Palavra de Deus, que vive segundo o Espírito para ele não existe nenhuma condenação, antes o aguarda uma glória que há de ser revelada.
Por Prof. Robson Santos
Fonte:
Bíblia com ajudas adicionais – ALFALIT.
Livros Teológicos da EETAD

Dinâmica – Jovens e Adultos: Os Doze Profetas Menores Lição 12: Zacarias – O Reinado Messiânico

Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:
– Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Compreendem a importância desse ato?
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

– Iniciem o estudo da lição, falando: A aula de hoje será sobre o livro de profeta Zacarias, o décimo primeiro de uma série de 12 livros que compõem os Profetas Menores.  A lição tem como título “Zacarias – O Reinado Messiânico”.

– Como trabalhar o tema:
O conteúdo da lição deve ser trabalhado, buscando o envolvimento do aluno com a aula e contextualizando o tema com a vida do seu aluno. Dessa, forma aprendizagem será mais significativa.

1 – Contexto histórico da época do profeta Zacarias
Profetizou no segundo ano do Rei Dário da Pérsia em 520 a. C.
Situação do povo de Judá: indiferença religiosa e secularismo em primeiro lugar.

2 – Quem era Zacarias
Filho de Baraquias, neto de Ido, oriundo de família sacerdotal

3 – Partes do livro e suas características
Parte I: Histórica – Reconstrução do Templo
Parte II: Apocalíptica – Vinda do Messias e glória do reino

4 – Mensagem principal do livro – Vinda do Messias

5 – Sugiro a leitura do Texto “O Presente da Obediência”, quando vocês refletirem sobre realizar algo para Deus não por mera formalidade ou cumprimento de ritual. Veja isto em Zc 7. 5 e 6 e contextualize para os dias de hoje.

6 – Após trabalhar o que trata Zc 2. 4 e 5(ausência de muro ao redor da cidade e a presença da glória de Deus como um muro de fogo), indico a dinâmica“Proteção 24 horas”, que contextualizará este tema com as nossas vidas.

7 – Quanto ao estudo do tema do Reino Messiânico ou Milênio, vejam algumas sugestões:
– Falem que como o próprio nome sugere, será um período de 1000 anos, sendo a paz a principal característica desta época.
– Reflitam sobre os acontecimentos que estamos vivenciando – o mundo sem paz e amor.
– Depois, perguntem: O que vocês acham que pode acontecer em um período de Paz?
Registrem as respostas dos alunos no quadro ou cartolina.
– Em seguida, trabalhem o que a Bíblia afirma sobre os fatos que acontecerão no Milênio, apresentando as referências bíblicas.
Agora retomem as respostas dos alunos, lendo-as e a analisando-as no contexto do período milenial.
– Diante do exposto, certamente os alunos vão ficar curiosos para saberquando e onde e por que acontecerá este período de tanta paz e aindaquem participará e o que farão no Milênio. Então falem sobre estes pontos de forma objetiva.

8 – Para concluir, façam o fechamento da aula, realizando um pequeno resumo do que foi estudado nesta lição.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Vocês observaram a quantidade de elementos visuais contidos nas visões de Zacarias? Vejam:
Visão 1 – cavalos
Visão 2 – 04 chifres e 04 ferreiros
Visão 3 – cordel de medir
Visão 4 – vestes sujas e limpas, pedra e 07 olhos
Visão 5 – castiçal de ouro e 07 lâmpadas, 01 vaso de azeite, 02 ramos de oliveira, prumo
Visão 6  – rolo voante
Visão 7 – Efa(cesta de medir), duas mulheres, tampa de chumbo, asas como de cegonha.
Visão 8 – 04 carros e cavalos

Vocês conhecem a importância dos elementos visuais numa aula? Não! Já conhece? Quer saber? Então leiam o Texto Pedagógico “A utilização de Recursos Visuais na EBD”, postado abaixo.

Texto Pedagógico: A utilização de Recursos Visuais na EBD

            A todo o momento recebemos estímulos visuais e também auditivos que objetivam chamar nossa atenção, para determinados fins.
          Na Educação Cristã, os recursos visuais são também fonte de motivação para o ensino, tanto para crianças como para adultos.
         Mas, o que são recursos visuais? Entende-se que são imagens que facilitam a aprendizagem, que podem ser simples ou mesmo sofisticadas, tecnológicas ou não, por exemplo: gravuras, objetos, mapas, cartazes, slides, filmes  etc.
            Vejamos, então algumas vantagens de sua utilização:
            – Desperta a atenção
            – Estimula o interesse e a percepção
            – Torna a aprendizagem mais rápida
            – Aumenta a retenção da aprendizagem
            – Motiva a apresentação e o aluno
            – Torna a aula mais atrativa
          Sabendo dessas vantagens, o professor deve utilizar, sempre que possível, os recurso visuais, nas aulas da EBD, agregando também outras formas de facilitação da aprendizagem, conforme sua criatividade e condições.
           Há uma pesquisa, muito difundida no meio educacional, que aponta o percentual de retenção da aprendizagem de acordo os sentidos envolvidos no ensino:
           O aluno aprende:
20% do que ouve
30% do que vê
50% do que vê e ouve
70% do que ouve, vê e fala
90% do que ouve, vê, fala e faz
         Observem que quando apenas ouvimos durante a aula, retemos apenas 20% do que foi falado. Mas, o percentual aumenta para 50% quando, além da fala, há elementos visuais. E vai aumentando quando participamos, refletimos e praticamos. Então, quanto mais sentidos envolvidos na aprendizagem mais eficaz ela será!
        Então, professor, além de sua fala, agregue outros recursos ao ensino, buscando a participação do aluno para que haja uma quebra da passividade do ouvinte durante a exposição do tema, tornando-o sujeito ativo do seu conhecimento. Com isto haverá uma mudança de paradigma da aula da EBD – aquela que comumente vemos: o professor falando e os alunos escutando… Para que na verdade isto aconteça é imprescindível uma tomada de consciência do professor como agente facilitador da aprendizagem.

        “Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve, compreende a palavra e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta e outro trinta.” Mt 13.23

Por Sulamita Macedo.


Dinâmica: Proteção 24 horas

Objetivo: Refletir sobre a proteção humana e a segurança que somente encontramos em Deus.

Material:
Figuras de fortalezas e torres(faróis).

Procedimento:
– Após trabalhar o que trata Zc 2. 4 e 5(ausência de muro ao redor da cidade e a glória de Deus como um muro de fogo) falem que historicamente  as cidades tinham muros que serviam de proteção para o povo contra os ataques dos inimigos.
– Falem para os alunos sobre o cuidado que temos com a proteção tanto pessoal como do patrimônio que temos. Acrescentem também a falta de segurança que vivenciamos atualmente com o aumento da violência social.
– Depois, perguntem: O que nos protege da insegurança que vivenciamos?
Aguardem as respostas. Certamente, alguns confirmarão que somente possuem a proteção divina, outros, além desta, vão falar de segurança eletrônica e/ou armada, atenção ao que acontece ao redor, etc
– Apresentem algumas figuras de fortalezas e torres que sua cidade possui ou mesmo de outros lugares.
Falem sobre a construção de fortalezas em localização estratégica nas cidades litorâneas que serviram para promover segurança. Além disso, falem sobre as torres que possuem faróis que serviam e servem até hoje para orientar a navegação à noite, promovendo também segurança para os navegantes.
– Agora, leiam:
 Pv 18.10 “Torre forte é o nome do Senhor, para ela corre o justo e está seguro”.
Sl 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”
Perguntem: Quem é a nossa fortaleza? E torre forte?
Espera-se que os alunos tenham observado o que dizem os versículos e falem que é Deus e  o nome do Senhor!
– Falem: Temos uma torre forte na qual podemos nos refugiar, nos orientar através de Sua palavra que é luz para nosso caminho.
– Depois, perguntem se há algum aluno que está se sentindo inseguro, precisando se sentir amparado.
Certamente, haverá.
Então, peçam para que a turma faça um círculo ao redor do(s) colega(s). Orientem para que os alunos deixem o círculo bem fechado, simbolizando uma fortaleza, para que   se sintam fortalecidos pelo cuidado e proteção dos colegas.
Depois, façam uma oração pelos que estão dentro do círculo, para que sintam segurança e proteção 24 horas da torre forte e da fortaleza que é Deus.
– Para concluir, leiam conjuntamente:
 Pv 18.10 “Torre forte é o nome do Senhor, para ela corre o justo e está seguro”.
Sl 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza , socorro bem presente  na angústia”.

Por Sulamita Macedo.
  


Texto de Reflexão: O Presente da Obediência

            Esta é novamente a época do ano quando as pessoas pensam mais a respeito de Deus e boa vontade do que qualquer outra época do ano. Parece que quando mais nos aproximamos do Natal, tanto mais percebemos que as pessoas mostram disposição em expressar interesse em coisas religiosas. Ambas as coisas aumentam, a participação nos cultos e as atividades da igreja.
        Será que este aumento de atividades religiosas honra ao Senhor? Devemos ser cautelosos de ver que o que acontece não é o que aconteceu às pessoas dos dias de Zacarias. Embora elas estivessem envolvidas em atividades religiosas, elas pretendiam agradar somente a si mesmas. Um elemento vital estava faltando – a obediência a Deus.


       Em lugar dos seus rituais vazios, Deus queria que eles demonstrassem a sua obediência a Ele, ao:
            1 – exercitar a verdadeira justiça.
            2 – mostrar piedade e misericórdia.
            3 – recusar-se a oprimir as viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres.
            4 – não intentar em seu coração o mal contra o seu irmão (Zc 7. 9 e 10).
            A melhor maneira de honrar a Deus, durante esta época especial, é avaliar a nossa própria devoção a Ele, à luz destes quatro mandamentos para o povo de Deus. O nosso Senhor não quer atividades religiosas voltadas para nós mesmos. Ele quer o presente da obediência, expresso em atos de bondade e de ajuda para com aqueles que são menos afortunados do que nós.  Dave Branon

Fonte: Nosso Pão Diário( 15.12.2003).