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10 razões bíblicas para celebrar o Natal de Cristo

1. O glorioso Natal do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?


2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: “eis aqui vos trago novas de grande alegria” (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pelo romanismo. Este apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram “glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto” (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16). 

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!” (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).


5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, “como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.8). Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na “plenitude dos tempos”, isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego koiné). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a pax romana. Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu “para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (v.5), e salvar “o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21).

8. A obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Cristo, em público, por sua obra completa.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que “Jesus Cristo veio em carne”, ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. A mensagem do Menino Jesus é tão importante, que no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) ela é mencionada: “E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono” (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino, aqui, alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

Se o leitor celebra o Natal de Cristo, propague essa mensagem da maneira que desejar. Compartilhe-a nas redes sociais, se quiser. Envie-a por e-mail. Insira-a em seu blog. Leia-a em algum programa de rádio ou TV. Imprima-a e a distribua pelas ruas de sua comunidade ou em sua igreja, especialmente na Escola Bíblica Dominical. Incentive a todos os cristãos a celebrarem o nascimento de Cristo! Ele é o protagonista do Natal!


Merry Chistmas!
Ciro Sanches Zibordi


Fonte: http://cirozibordi.blogspot.com.br/
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A familía Cristã, a Escola e a Educação dos filhos

Desde as sociedades tribais pré-históricas, a família exerce um papel fundamental na educação dos filhos. A ausência do Estado, das classes, do comércio e da escrita, dispensava a existência de escolas. As crianças aprendiam com os adultos, em especial a família, questões que envolviam os valores espirituais e morais, assim como atividades práticas para a sua sobrevivência (trabalhos manuais, caça, pesca etc.).
Esse modelo de educação “informal” se estendeu por longos anos em sociedades nômades, seminômades e sedentárias, até o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização e dos inovadores pensamentos sobre política e democracia.
Numa perspectiva bíblica judaico-cristã, observamos este tipo de educação nos seguintes textos:
“Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado.” (Gn 18.19)
“E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.” (Êx 12.26-27)
“E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu saí do Egito. E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egito.” (Êx 13.8-9)
“E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O Senhor nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão.” (Êx 13.14)
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” (Dt 6.6-9)
“Quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou? Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito; porém o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito;” (Dt 6.20-21)
“Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; E escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas; Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra.” (Dt 11.18-21)
“E falou aos filhos de Israel, dizendo: Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras? Fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. Porque o Senhor vosso Deus fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o Senhor vosso Deus fez ao Mar Vermelho que fez secar perante nós, até que passássemos.” (Js 4.21-23)
Percebe-se nestes textos do Antigo Testamento, a participação e a importância da família na preservação dos valores espirituais e morais do povo judeu.
A figura dos agentes especialmente destinados para a tarefa de ensinar surge com a instituição do sacerdócio;
“E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés.” (Lv 10.8-11)
“Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá para que vá e habite ali, e lhes ensine a lei do deus da terra.” (2 Rs 17.27)
“No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando entre o povo.” (2 Cr 17.7-9)
“E disse aos levitas que ensinavam a todo o Israel e estavam consagrados ao Senhor: Ponde a arca sagrada na casa que edificou Salomão, filho de Davi, rei de Israel; não tereis mais esta carga aos ombros; agora servi ao Senhor vosso Deus, e ao seu povo Israel.” (2 Cr 35.3)
Posteriormente, os profetas assumem também essa tarefa;
“Então enviou Saul mensageiros para prenderem a Davi; quando eles viram a congregação de profetas profetizando, e Samuel a presidi-los, o Espírito de Deus veio sobre os mensageiros de Saul, e também eles profetizaram.” (1 Sm 19.20)
“E foram cinqüenta homens dentre os filhos (discípulos) dos profetas, e pararam defronte deles, de longe; e eles dois pararam junto ao Jordão.” (2 Rs 2.7)
“Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.” (2 Rs 6.1)
Durante e após o período do cativeiro na Babilônia, surge a figura do escriba, uma classe de mestres especializados, que copiavam, interpretavam e ensinavam a Lei;
“este Esdras subiu de Babilônia. E ele era escriba hábil na lei de Moisés, que o Senhor Deus de Israel tinha dado; e segundo a mão de Senhor seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. […] Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças.” (Ed 7.6, 10)
Apesar do surgimento destes “educadores especializados”, a participação da família na educação dos filhos não foi abandonada. No livro de provérbios, escrito entre 950-700 a.C., encontramos as seguintes exortações;
“Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento. Pois eu vos dou boa doutrina; não abandoneis o meu ensino. Quando eu era filho aos pés de meu, pai, tenro e único em estima diante de minha mãe, ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.” (Pv 4.1-4)
“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Pv 22.6)
Como já citamos, com o advento das grandes cidades, da escrita, das transformações técnicas, da produção excedente, da comercialização, dos inovadores pensamentos sobre política e democracia, a educação e a escola ganharam um novo formato. É no período da Grécia clássica que acontece algumas das grandes revoluções pedagógica. A pólis, no intuito de formar os seus cidadãos, criam escolas especializadas para atender as suas demandas. No geral, a criança permanece em casa, com a família, até os sete anos. Após esse período, o Estado assume a sua educação (preparo físico, educação musical, formação cívica e militar, leitura e escrita, gramática, retórica etc.).
Podemos observar, que apesar destas mudanças significativas, de onde surgem as nossas escolas modernas e as teorias pedagógicas, a Bíblia nos relata que a participação da família, em especial na formação dos valores espirituais e morais de seus filhos, ainda permanece;
“trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti.” (2 Tm 1.5)
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (2 Tm 3.14-15)
Como anda nos dias atuais a relação entre a escola, com os seus agentes especializados na arte de educar, e a família cristã? Qual o papel da escola e da família na educação e formação integral de seus filhos? A falta de repostas e confusões feitas sobre essas questões acabam por promover sérios problemas e distúrbios em nossa sociedade.
Há um verdadeiro jogo de “empurra”, onde família e escola tentam transferir as responsabilidades da educação. Trocas de acusações tornam-se cada vez mais comuns. A escola culpa a família pelo desinteresse, insubmissão e não-aprendizado do aluno, e a família culpa a escola por tais problemas.
A escola afirma que é lugar apenas da aquisição de saberes diversos, transferindo a responsabilidade da disciplina, formação ética e moral dos alunos para a família. O pior, é que a família cristã, além de não estar envolvida no acompanhamento da aquisição destes saberes oferecidos pela escola, está também negligenciando a sua importância na formação dos valores espirituais, éticos e morais de seus filhos, querendo transferir para a escola (e para a igreja) tais papéis.
Família e escola não podem estar se digladiando, antes, precisam cooperar entre si no processo educativo e formador de cidadãos. Para que isso aconteça, uma integração maior precisa acontecer. A escola precisa assumir o seu papel de cooperadora na formação moral (o papel de formadora espiritual foi infelizmente abolido nesta sociedade pós-cristã e pós-moderna) e conhecer mais a vida familiar de seus alunos, enquanto a família precisa participar mais ativamente e efetivamente na vida escolar de seus filhos, sendo atores coadjuvantes dos professores no processo de aquisição de saberes.
Nenhuma outra instituição social é mais influente na formação do caráter, na educação, na disseminação de valores éticos, morais e espirituais do que a família.
De que maneira a família cristã pode cumprir na atualidade, o seu importante e fundamental papel na educação integral de seus filhos amados?
1. Mantendo, aplicando e ensinando os princípios e orientações bíblicas quanto aos valores éticos, morais e espirituais judaico-cristão;
2. Cooperando com a escola através das seguintes ações, prescritas na Cartilha “ACOMPANHEM A VIDA ESCOLAR DOS SEUS FILHOS”:
-Matriculando seus filhos na educação infantil. Quanto mais cedo eles começarem a estudar, mais sucesso terão em sua vida escolar;
-Incentivando seus filhos a continuar estudando. Mostrando que, quanto mais eles estudarem, terão mais oportunidades profissionais e pessoais;
-Orientando seus filhos a cuidarem do material escolar( livros, cadernos, lápis, etc) e uniforme.
-Visitando a escola de seus filhos sempre que puderem;
-Conversando com os professores;
-Conversando com os seus filhos sobre a escola, os professores, os amigos, as tarefas, os conteúdos;
-Incentivando o hábito de leitura;
-Ensinando-os a dividirem bem o tempo para o lazer e o estudo.
Juntas, a família cristã e a escola serão instrumentos poderosíssimos para a influência e transformação de vidas, nessa caótica e transtornada sociedade pós-cristã e pós moderna.
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Art. 205 da Constituição Federal/1988).

Os adolescentes e o atleta cristão

A adolescência é um período de grandes transformações que farão da criança um adulto.

 Os adolescentes e o atleta cristão
As modalidades esportivas têm atraído a atenção dos homens desde os primórdios.

Elas representam uma forma de cada desportista demonstrar habilidades e afirmar força e inteligência, superando seus oponentes e conquistando um posto de destaque entre os competidores e a sociedade. Os esportes possuem uma atração especial sobre os adolescentes. A adolescência é um período de grandes transformações que farão da criança um adulto. É uma fase muito importante da vida para a formação do caráter e nela ocorrem grandes mudanças físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais. A velocidade do crescimento e a rapidez das mudanças bruscas ocorridas em todas as áreas da vida do adolescente provocam muita instabilidade.

Ora quer ser tratado como adulto e procura agir como tal, ora quer ter privilégios de criança, e ainda se comporta como se estivesse na infância. Há grande necessidade de auto-afirmarão e de identificação com um padrão. O desejo de alcançar liberdade e conquistar seu espaço faz com que os adolescentes enfrentem dificuldades no trato com pais, professores e líderes. Muitas vezes eles se sentem injustiçados e incompreendidos, o que pode resultar em certo grau de rebeldia e indisciplina. Esta é a época em que as paixões vão começar a surgir, levando- os a um comportamento diferente, com o qual não estão habituados. 

É nesta fase onde vão eleger seus ídolos, heróis e referenciais. No esporte os adolescentes podem encontrar uma forma de controlar estes impulsos e reafirmar sua imagem diante da sociedade. O Brasil está diretamente envolvido em dois grandes eventos esportivos que ocorrerão nestes próximos anos, em nosso país: A Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. O fato de a sociedade estar com os olhos atentos a estes eventos pode ser utilizado para atrair a atenção dos adolescentes para os temas abordados nesta lição. 

É uma rica oportunidade de extrair lições preciosas sobre a capacidade, o preparo, as habilidades e o compromisso de um atleta e aplicá-las à vida cristã. O apóstolo Paulo viveu no mundo romano, que era fortemente marcado pelas competições esportivas, com destaque para as corridas e as lutas. Os jogos e as disputas atléticas eram muito comuns na época do Império Romano. 

Eram utilizados para o condicionamento físico de seus soldados, além de impor sua superioridade sobre os povos conquistados. Vivendo neste contexto, o apóstolo Paulo usa os conceitos das modalidades esportivas para apresentar verdades espirituais. 

Os adolescentes comumente admiram os seus atletas favoritos e procuram imitá-los. Eles costumam reproduzir a maneira como se comportam no campo, na quadra ou na pista. Copiam os movimentos e repetem as ações que realizam durante a prática do esporte. Usam até mesmo as roupas e os acessórios esportivos, na tentativa de ficar parecidos com aquele atleta que admiram. Se quiserem, entretanto, se tornar tão habilidosos quanto aqueles atletas nada disto trará resultado prático. Usar as mesmas roupas, fazer as mesmas expressões e reproduzir os mesmos movimentos dos atletas terá efeito apenas na aparência. Quem quer, realmente, se tornar um grande atleta deverá imitar a disciplina e a dedicação de um grande atleta. 

É o que ele faz durante o período de preparação, fora do local da atividade desportiva, que produz a habilidade e a capacidade de realizar grandes ações durante a competição. Um verdadeiro cristão também terá grande desempenho na vida espiritual se buscar com dedicação e afinco desenvolver as virtudes cristãs, através da prática de disciplinas espirituais, as quais, exercitadas ao longo da sua vida, o transformarão em um cristão aprovado. Como disse o apóstolo Paulo, “subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” (1Cor 9.27). A preparação física individual do atleta, entretanto, não é suficiente para vencer as disputas. 

Mesmos os esportes individuais exigem a formação de uma equipe, comandada por um treinador, que possa definir e aplicar a estratégia escolhida para aquela disputa. Da mesma forma, o cristão precisa da ajuda e orientação do Espírito Santo para ser bem sucedido na carreira espiritual. Aspectos importantes como a disciplina necessária para a repetição de tarefas fundamentais para o desenvolvimento de habilidades, o compromisso com o resultado e a perseverança nas disputas, assim como a ajuda, o respeito e o apoio em equipe, necessários à formação de um grupo de pessoas que alcança resultados no esporte, devem ser utilizados para apresentar verdades espirituais como a submissão a Cristo, a dependência no Espírito Santo e a vida de santificação, entre outras doutrinas bíblicas importantes para o desenvolvimento do caráter do adolescente cristão. 

Os juvenis e os fundamentos da nossa fé

Todo edifício precisa ser construído sobre uma base sólida que lhe dê sustentação. Jesus alertou sobre a necessidade de um alicerce que possa sustentar a obra para que não desabe (Mt 7.25). O apóstolo Paulo compara a igreja com um edifício, que foi construído sobre o melhor fundamento: Cristo (1Cor 3.9-11). E este alicerce é a revelação de Deus apresentada através dos ensinos das Escrituras, como está escrito: “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Ef 2.20). Os fundamentos da nossa fé são as doutrinas basilares do conhecimento cristão. Elas representam a base sobre a qual está estabelecida a nossa vida cristã, tanto no tocante à fé, quanto à prática. 

Quanto mais conhecemos a Deus, através da sua Palavra, mais o amamos (Jo 14.21-14). Nossa doutrina determinará como viveremos. O que fazemos ou deixamos de fazer, em casa, na escola ou na igreja, é determinado pelo que cremos. Para ter uma vida espiritual sadia e equilibrada precisamos conhecer melhor a Deus e sua Palavra. O apóstolo Paulo afirma que, como todo corpo sadio, precisamos crescer e amadurecer na fé, “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14). E o escritor da Epístola aos Hebreus reclama da falta de amadurecimento dos cristãos, que ainda se alimentam de comida de menino e não são experimentados na Palavra, embora tenham muito tempo de fé. E isto porque ainda não dominam os rudimentos da fé (Hb 5.12-14). 

Juvenis estão em processo de crescimento espiritual e precisam de uma base fi rme de doutrina bíblica para amadurecer de forma natural e se tornar cristãos vigorosos e bem fi rmados. Além disto, estão iniciando uma vida acadêmica, na qual serão confrontados pelo mundo ateu e testados quanto à sua fé. Eles precisam ter firmeza para defender a sua fé, como afi rma o apóstolo Pedro (1Pe 3.15). Deus não é uma ‘coisa’, poder, ou infl uência. Ele pensa, sente desejos e age de forma que mostram ser Ele um Ser pessoal vivo. Mas Ele não é apenas ‘o homem lá de cima’ ou algum tipo de ‘super-homem’. 

Ele é o soberano arquiteto e construtor do universo, o único que detém todo o poder e merece toda a adoração. Há somente um Deus verdadeiro. Todavia, Deus se relevou como uma ‘trindade’ de três pessoas — o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo, cada um dos quais é verdadeiramente, plenamente e igualmente Deus. Jesus Cristo não é apenas a maior personagem da história, mas o próprio Deus e o redentor da humanidade. Ele existia eternamente antes da criação, juntamente com o Pai, antes de todas as coisas existirem. Entretanto, Jesus teve um nascimento humano. Ele não era um espírito disfarçado de pessoa nem um alienígena, pertencente à outra raça. 

Era um ser humano, nascido em corpo humano. Ele teve nomes humanos e um desenvolvimento humano normal: cresceu, engatinhou, aprendeu a andar, como todas as crianças humanas. Ele morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia e vive para sempre. O Espírito Santo é uma pessoa. Não podemos ser enganados pelo fato dele não possuir um corpo visível, porque a personalidade não é definida pela aparência exterior, mas por quem somos, interiormente. O que distingue as pessoas dos animais não é a pele, nem o formato do corpo, mas a capacidade de raciocínio e cognição, a volição, a emoção e o intelecto. Ele tem ações e atitudes de uma pessoa: fala (At 13.2), escolhe (At 20.28) e decide (At 15.28). Além disto, possui sentimentos, pois tem vontade (1Co 12.11; At 16.7), sente-se magoado (Is 63.10) e triste (Ef 4.30). 

A Bíblia não é apenas um livro importante, mas a única fonte confiável para conhecer a Deus e compreender seus propósitos. Ela não contém, apenas, a Palavra de Deus, mas é a própria fala de Deus aos homens; não relata, apenas, a Verdade, mas é a única Verdade; não registra, apenas, um conjunto de regras, mas é o único manual de regra e prática. Assim sendo, a leitura, estudo e meditação da Bíblia não é somente importante, mas indispensável para todos os que querem conhecer a Deus e saber a Sua vontade. Estas e todas as principais doutrinas bíblicas precisam ser ensinadas aos jovens cristãos, para que possam conhecer o autor, o meio e os benefícios da salvação, saber afirmar, com segurança, quem são e para onde vão, e viver uma vida que agrade a Deus e dê testemunho de sua fé. 

Márcio Klauber Maia é ministro do evangelho, professor e diretor do CETAD – Centro de Educação Teológica da Assembleia de Deus em Natal(RN), autor do livro O Caminho do Adorador (CPAD, 2007).