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Lição 09: Laodiceia, uma Igreja Morna

 Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:

– Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Compreendem a importância desse ato?
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

– Falem que a lição será sobre a carta dirigida a igreja de Laodiceia, a sétima e última carta.

– Mostrem no mapa, a localização desta cidade. Apresentem características de Laodiceia no aspecto econômico, político, cultural e religioso.

– Quanto à fundação da igreja, falem que provavelmente foi fundada pelo Apóstolo Paulo. Leiam Atos 19.10.

– Em seguida, leiam a carta, que se encontra em Apocalipse 3. 14 a 22.

– Organizem as ideias contidas na carta, separando-as, conforme a tabela abaixo, dessa forma a apresentação do conteúdo torna-se mais didática.

Característica(s) Positiva(s)
Característica(s) Negativa(s)
Advertência(s)




Observação 1: A coluna referente as características positivas ficará vazia, pois esta igreja não foi elogiada.

Observação 2: Vejam algumas informações importantes que podem facilitar o entendimento sobre a a carta quando refere-se ao uso do colírio e também a alusão as águas mornas:

“Outro destaque da cidade era que nela se situava uma das maiores escolas de medicina do mundo antigo. Sua fama se dava pela cura de olhos realizadas no local a partir de um colírio à base de alume ou sulfato que existia na região. O que fazia que ela fosse visitada por pessoas de todo império para tratar com seus médicos.
É que como foi dito anteriormente, por ser rica em sulfato do qual se fabricava o colírio bom para as vistas, este mesmo produto contaminava seus lençóis freáticos tornando a água de suas fontes salobra. E por ser também uma região vulcânica estas mesmas águas eram aquecidas tornando-se mornas e inapropriadas ao consumo.
Os leitores originais desta Revelação sabiam disto e mais facilmente podiam aplicar o ensinamento em suas vidas” (Dados da Internet).

– Em seguida, leiam o texto “O Muro”, que possibilitará a reflexão da necessidade de um posicionamento, não permanecendo em cima do muro, nem morno!

– Trabalhem os pontos levantados na lição, de forma participativa e procurem contextualizar este tema com a vida do seu aluno e com o momento atual da igreja.

– Para finalizar, utilizem a dinâmica “O Termômetro”.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Professoras e professores de Adolescentes e Juvenis, vocês podem encontrar orientações pedagógicas no Blog Atitude de Aprendiz.
Professoras e professores do Discipulado, vocês encontram orientações pedagógicas no Blog Atitude de Aprendiz, no marcador “Subsídio Pedagógico Discipulado I e II”.
Material:
01 copo de água fria(gelada ou natural)
01 copo de água quente
 01 copo de café quente(leve numa garrafa térmica)
01 copo com água morna
01 termômetro

Procedimento:
– Coloquem os 03 copos sob uma mesa ou peçam para 03 pessoas segurá-los.
– Falem: Vamos medir a temperatura de cada líquido. Usem o termômetro.
Copo 01(água fria): falem qual a temperatura registrada no termômetro e solicitem que alguém beba. Perguntem qual a sensação, gostou? Certamente a pessoa vai dizer que sim. Como é bom um copo de água fria num momento de sede!
Copo 02(água quente): falem qual a temperatura registrada no termômetro e solicitem que alguém beba. Creio que ninguém aceitará. Não deixem ninguém beber água quente.
Falem: Nós não conseguimos beber água quente, mas ela tem efeitos terapêuticos excelentes, além de fazermos com a água quente um delicioso café ou outras bebidas que são servidas quentes.
Sirvam neste momento um copo de café(quente) para a pessoa que estava com o copo de água quente. E agora, qual a sensação, gostou?
Copo 03(água morna): falem qual a temperatura registrada no termômetro e solicitem que alguém beba. Será que vai conseguir? Cuidado! Pode dar náusea e vômito!
– Leiam Ap. 3. 15 e 16. Em seguida, perguntem: O que a Bíblia nos adverte nestes versículos sobre nossa vida espiritual?
Devemos fugir da mornidão espiritual, e também da frieza, o ideal é sermos fervorosos!
– Agora, desenhem no quadro ou cartolina um termômetro com 03 indicações de temperatura: frio, morno e quente.
– Depois, perguntem: Quais características apresentam os crentes frios, mornos e quentes?
Aguardem as respostas.
– Para finalizar, leiam novamente Ap. 3. 15 a 16.
Por Sulamita Macedo.
                – Ei, desce do muro agora… Vem para cá!
                Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:               
                – O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?
                Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
                – É porque o muro é meu!
Autoria desconhecida.
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A OBRA DE DEUS E OS OBREIROS

ATOS 5.34 A 6.7


LIÇÕES DO TEXTO
·    Mestre da Lei, Gamaliel, respeitado pelo povo, cauteloso, fariseu.
 O apóstolo Paulo aprendeu a Lei aos pés dele (At 5.34, 35);
·    A obra de homens pode ser avaliada no seu fundamento (At 5.36-38; Gl 1.6-8);
·    Quando a obra é de Deus, o lutar contra ela significa lutar contra Deus 
(At 5.39; 9.4,5);
·    É digno sofrer pelo nome de Jesus Cristo (At 5.40 e 41; 2 Tm 2.3)
·    Adoração e pregação não eram somente no templo, segredo de crescimento
 (At  5.42);
·    Mensagem Cristocêntrica, tem que conhecê-lo para pregar (Atos 5.42; 2 Pe 3.18);
·    Em meio a perseguição a igreja cresce também suas necessidades (At 6.1);
·    A obra de Deus não é feita apenas por um, e sim pela igreja como corpo (At 6.3);
·    A obra é feita por pessoas preparadas para tal fim necessário 
(At 6.3; 1 Co 12.28-30);
·    O material não pode se atendido em detrimento do espiritual, vice e versa (At 6.2,4)
·    A obra é feita com submissão e benção dos seus lideres  (At 6.6; 13.2,3);
·    Quando a obra é feita com organização e direção de Deus, ela tem o seu 
crescimento (At 6.7);

LIÇÕES ESPIRITUAIS
·    A Obra de Deus cresce e o diabo não pode parar (At 5.39);
·    Organização é fundamental para evitar murmurações (At 6.1);
·    Espiritual e material andam lado a lado (At 6.2-4);
·    Para cada trabalho existe alguém com o talento necessário (At 6.3);

SÍNTESE: FUNÇÃO DOS OBREIROS:
·    Cooperador: Auxiliar nas necessidades da Obra: Área Social, Espiritual 
(1 Co 3.9);
·    Diácono (grego diakonos 31 vezes no NT aquele que serve): Social, 
Evangelismo, colaborando nas áreas operacionais (At 8.29-31; 1 Tm 3.8-13);
·    Presbítero: É alguém de respeito e apto para ensinar, é auxiliar do Pastor
 (1 Tm 3.1-7);
· Evangelista: Conforme o próprio nome indica é responsável pela evangelização do campo ou área afeta á igreja local (At 21.8).
·    Pastor: Homem ungido para pastorear, cuidar da alma do rebanho, 
ver igrejas da Ásia Menor (Jo 10.11-13; Hb 13.17)

Propósito do Aprendizado
A Obra de Deus precisa se enxergada do ponto de vista espiritual e físico, sabendo que  quem dará o crescimento é Deus (1 Co 3.6), mas devemos fazer nossa parte.

Fonte: Bíblia de Ajudas Adicionais, Editora: Alfalit Brasil, entre outros

Contatos
Professor e Diác. Robson G, Santos
Contato: (27) 8856-3466 / 9824-7238 
http://profrobsonculturacrista.blogspot.com
Obs.: Ministrado na AD em Colina (Cariacica/ES), Culto de Doutrina, 21/05/2012.

LIÇÃO 4 – ESMIRNA, A IGREJA CONFESSANTE E MÁRTIR / SUBSÍDIO

A Igreja Sofredora
            
Segundo John Pitt*, “a perseguição revela os verdadeiros seguidores de Cristo. Os cristãos só de nome fugirão dela. Somente os dedicados permanecerão. Na história dos mártires é impressionante ver como enfrentaram a morte cheios de coragem. Encaravam a perseguição como uma honra e não como uma punição”. Isto pode ser observado claramente na vida dos cristãos do primeiro século que enfrentaram a fúria dos inimigos da fé evangélica (At 5.41). Vale lembrar ainda a atitude do primeiro mártir do cristianismo, Estevão, que aliás, deve ter sido um dos primeiros a ver o Cristo Glorificado (At 7.54-59). Não o vemos praguejar ou lançar palavras de maldição contra seus algozes, mas sim pedir a Deus que não os considerassem culpados (At 7.60).  
Em seu livro “Os amigos de Jesus”, publicado pela CPAD, E. Percy Ellis chama o apóstolo Tiago de “o amigo silencioso”. Tiago fazia parte do círculo de pessoas mais próximas de Jesus, todavia, sempre em silêncio. Acompanhei as conjecturas do autor sobre a personagem e não deixei de sentir um aperto no coração ao ler o fim da trajetória desde discípulo pouco conhecido. O Mestre investiu todo seu amor e dedicação, fez questão de tê-lo sempre muito próximo. A princípio imaginamos que este seguidor silencioso seria um dos grandes líderes de sua época, tais como Pedro ou João. Mas, ficamos surpresos ao lermos Atos 12.2. Tiago foi o primeiro dos apóstolos a ser martirizado e pouco sabemos do restante de sua história. É assim também em relação a muitos de nossos irmãos que, por amor a Cristo, têm sido brutalmente assassinados ao longo dos séculos. 
            John Pitt também relata em seu livro “Quando vem a perseguição”, que o irmão André, fundador de Portas abertas, em uma de suas viagens à Europa Oriental foi inquirido sobre a perseguição aos crentes em seu país, a Holanda. O irmão André sorriu e disse: “Não, os cristãos não são perseguidos em meu país”. O pregador, com um tom de incredulidade na voz, insistiu: “Ninguém ali é incomodado por causa de sua fé?” Irmão André respondeu: “Não, ninguém”. “E por que não” – quis saber aquele homem. “Porque temos liberdade religiosa” respondeu André. Então aquele pregador da Europa Oriental, não satisfeito, perguntou: “E o que vocês fazem com 2 Tm 3.12?”. Envergonhado, o irmão André procurou a referência, e após lê-la disse bem baixinho: “Nada, nós não fazemos nada com esse versículo.” Podemos notar que esta história se parece muito com o que vivenciamos hoje no Brasil.
Por que não somos visivelmente perseguidos? O texto citado diz: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12). A Palavra diz “todos”, não há exceção. Então, talvez não estejamos sendo piedosos o bastante. “Há um preço a ser pago e não queremos pagá-lo. Preferimos o cristianismo barato”. Relutamos em sair de nossa zona de conforto. Não precisamos ir longe, basta lermos a lista das pessoas e instituições mais influentes de nosso país hoje para percebermos que falta alguma coisa. Certo pastor disse: “Se você não influenciar as pessoas com as quais convive, certamente será influenciado por elas”. Portanto, fica a reflexão.
 Discorrendo sobre a Igreja Sofredora, John Pitt afirma: “Os governos ateus pensam que o cristianismo poderá ser completamente erradicado. Portanto, esforçam-se por restringir a liberdade religiosa de várias maneiras: 1) As igrejas e seus membros têm de ser registrados. Isto permite ao Estado controlar as funções da Igreja e familiarizar-se com o rol de membros. 2) Os cristãos são autorizados a falar do Senhor só dentro dos edifícios das igrejas registradas. A evangelização é proibida. 3) Os cristãos estão proibidos de ensinar religião às crianças. Escolas dominicais e movimentos de jovens não são permitidos. 4) São dados aos cristãos os empregos menos desejados e não se permite aos jovens crentes uma educação universitária.” Por estas razões, há milhares de cristãos que preferem sofrer a comprometer-se com um governo ateu.
Tudo isto pode parecer distante da realidade que vivemos em nosso país. Mas, sabemos que existem projetos de leis no Congresso objetivando, por exemplo, tributar as rendas das igrejas. Não seria este um primeiro passo para que o governo tenha controle sobre as igrejas? Esta é uma questão delicada e que possui defensores até mesmo dentro da comunidade cristã: “Só assim saberemos o que acontece com o dinheiro arrecadado pela igreja e sua destinação” defende alguém, citando ainda como argumento os vários escândalos públicos envolvendo algumas denominações evangélicas de nosso país.
Talvez estejamos abusando de nossa liberdade religiosa e não a utilizando como deveria, ou seja, para propagar a salvação através de Jesus Cristo. Há ainda um grande movimento para proibir a igreja de pregar contra o pecado, como o homossexualismo. Não é de hoje que a mídia defende e dissemina várias práticas contrárias à sã doutrina, através da literatura, da música, de filmes, novelas etc. E nós como igreja, o que temos feito? Temos dito a mesma postura da igreja de Esmirna ou nos assemelhamos a Pérgamo?
Quando chega a perseguição, “crentes de diferentes denominações encontram sua unidade em Cristo. Não há mais encontros de comitês, diferenças interdenominacionais ou poderes políticos. As pessoas já não perguntam umas às outras a que igreja pertencem: não há mais igrejas. A pergunta é: “Você pertence a Jesus?” Formas de reuniões tradicionais desaparecem. Cada cristão assiste ao culto para servir e compartilhar”, afirma John Pitt.
Sei que é lamentável o que temos presenciado em nossos dias, neste país tão abençoado por Deus. A TV Boas Novas exibiu recentemente em seu programa “Cabeça Pra Cima” um debate sobre a crise de liderança cristã no contexto atual. Certamente muitos cristãos entendem que vivemos este momento de crise no segmento evangélico.
Por fim, é oportuna a exortação de John Pitt, que trabalhou durante muitos anos no Vietnã, Laos e Camboja, presenciando fatos e relatos de severa perseguição à Igreja: “Precisamos ver além de nossa própria igreja e estar interessados no reino de Deus. Devemos dar nossas mãos, em comunhão uns com os outros, em vez de brigarmos. Em lugar de perseguirmos uns aos outros, deveríamos estar lutando contra nossos inimigos comuns: os poderes das trevas”.
Israel Oliveira**

* PITT, John – Quando vem a Perseguição. 3. ed. – Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1981.
** Arquiteto e Urbanista. Membro da Assembleia de Deus em Palmas/TO.